O Protestantismo no BrasilCapítulo 6 de 11 ⤓ PDF
Fotografia panorâmica do Rio de Janeiro visto do Morro do Castelo, com telhados, torres de igrejas e a baía ao fundo
CAPÍTULO 6 DE 11

Dois pioneiros no Rio

Kalley, Simonton e o nascimento das igrejas em português

Duas pessoas na primeira classe bíblica, duas profissões de fé na primeira igreja. Foi assim, no Rio, que a Bíblia em português passou a ser ensinada em culto em português, por pregadores que ficaram.

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Rio de Janeiro, domingo, 12 de janeiro de 1862. Os poucos que se reuniam em torno do pastor Simonton celebram a Ceia. São dois os que professam a fé nesse dia, Henry E. Milford, americano, e Camilo Cardoso de Jesus, português, que pede e recebe o batismo. O pastor que preside, um americano de 28 anos chamado Ashbel Green Simonton, escreve no diário dois dias depois:

"No domingo, dia 12, celebramos a Ceia do Senhor, recebendo, por profissão de fé, [Milford e Cardoso]. Esta é a nossa organização em igreja de Jesus Cristo no Brasil. A comunhão foi conduzida pelo senhor Schneider e por mim, em inglês e em português" (Diário de Simonton, 14/01/1862; tradução minha, a partir da transcrição inglesa). Eram dois, e o texto fala numa "igreja". Este capítulo é sobre dois homens que chegaram ao Rio em 1855 e 1859 e fizeram, cada um a seu modo, o que a lei e a língua tinham impedido anglicanos e luteranos de fazer: pregar em português, a brasileiros, e ficar.

01 — O MÉDICO DE MADEIRARobert Reid Kalley e Sarah Kalley

Robert Reid Kalley nasceu em Glasgow em 1809. Era médico e chegou à ilha da Madeira em 1838. O relato que se tem da perseguição que ele e os convertidos ali sofreram vem em boa parte de uma fonte de época e de um lado só, o Record of Facts (1849), de Herman Norton, secretário de uma sociedade protestante americana: Kalley foi preso em 1843, com base numa lei da Inquisição de 1603, e ficou "cinco longos meses" na prisão; em agosto de 1846 fugiu da ilha, e, segundo esse relato, "carregado numa rede, em roupa de senhora, até um navio britânico". Norton fala de mil convertidos que fugiram para as ilhas das Índias Ocidentais, entre 600 e 700 só para Trinidad; uma página recente da Universidade de Illinois fala em dois mil, sem fonte à vista. Parte deles foi depois para os Estados Unidos, com ajuda da American Protestant Society, e chegou a Jacksonville, em Illinois, em novembro de 1849.

Foi em Springfield, Illinois, que Kalley leu, por volta de 1853–54, os Sketches de Kidder (capítulo 5) e uma carta de James Fletcher pedindo ajuda dos madeirenses no Brasil. Chegou ao Rio de Janeiro em 10 de maio de 1855, de vapor, com a esposa, Sarah Poulton Kalley, e foi morar em Petrópolis. Em 19 de agosto de 1855 dois autores, Chavante e Bonome e Lemes, datam a primeira Escola Dominical permanente do país: a classe de Sarah Kalley, na casa onde moravam de aluguel. Nesse mesmo texto aparece a ressalva de que, algumas semanas depois, começou uma classe para negros, "mas não se sabe qual era o status desses negros" (Medeiros, citando Cardoso). Em 11 de julho de 1858, no Rio, por ocasião do batismo de Pedro Nolasco de Andrade, organizou-se a Igreja Evangélica (só em 1863 se chamaria Fluminense), a primeira igreja a atuar em língua portuguesa no Brasil. Kalley não representava denominação nenhuma, não fora enviado por agência missionária alguma e financiava a obra com a medicina; atraído pelos independentes ingleses, deu à igreja um caráter congregacional.

Fotografia antiga em preto e branco da fachada de um edifício de dois andares com frontão, onde se lê Casa de Oração da Igreja Evangélica Fluminense; painéis nas portas laterais convidam ao culto; duas crianças e um homem na calçada
Casa de Oração da Igreja Evangélica Fluminense — fotografia em negativo de vidro, atribuída a Marc Ferrez (1843–1923), c. 1890, do acervo do Instituto Moreira Salles (autoria e data conforme o registro do IMS, reproduzido em bases de dados; a página do Commons não as traz). Os painéis nas portas laterais dizem "O Evangelho de Jesus Christo prega-se hoje" e "Vinde e vede". Domínio público.

Sarah Kalley organizou o hinário Salmos e Hinos (1861), que, segundo Chavante, serviu de base para as coletâneas seguintes; Mendonça o trata como elemento formador da crença protestante brasileira. Como método, Kalley usava a Bíblia como cartilha: segundo um autor que Bonome e Lemes citam (Porto Filho, 1987), ele sustentava a escola com recursos próprios e, "utilizando como livro texto a Bíblia, alfabetizava seus alunos". Bonome e Lemes, a partir de Rocha, acrescentam que ele escrevia versículos nas receitas médicas. Para os historiadores, o público a quem ele falava era sobretudo, nas palavras de Bonome e Lemes, "a elite econômica e culta". Em 10 de julho de 1876, o casal voltou à Escócia, oito dias depois de a Igreja ter aprovado os 28 artigos de uma "Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo".

🏺 O que os arquivos guardam

Em 1859, duas senhoras da nobreza do Império se converteram, e Kalley passou a ser, segundo Reily (citado por Chavante), "perseguido abertamente". Em 26 de maio o subdelegado de Petrópolis o proibiu de exercer a medicina, e ele teve que revalidar o diploma. Em 1.º de julho, o representante da Legação Britânica avisou que o ministro Paranhos, o futuro Visconde do Rio Branco, achava que a tolerância constitucional "não era tão plena que admitisse a propaganda de doutrinas contrárias à religião do Estado" e sugeria que Kalley deixasse Petrópolis. Kalley mandou onze quesitos a três juristas, entre eles Nabuco de Araújo. O primeiro perguntava se os cidadãos brasileiros adultos "têm ou não liberdade total de seguir a religião que quiserem". O oitavo: se algum amigo brasileiro dele quisesse estar presente ao culto doméstico estrangeiro, o culto se tornaria criminoso? O parecer foi favorável a ele, e passou a servir de referência para o governo em questões de culto não católico (Medeiros, citando Cardoso e Vieira).

⚠️ Algumas páginas da internet dizem que Kalley foi amigo pessoal do imperador Pedro II. Não há confirmação em estudos que citem documentos, e por isso este livro não o afirma.

02 — O JOVEM DE PRINCETONAshbel Green Simonton

Ashbel Green Simonton nasceu em 20 de janeiro de 1833, em West Hanover, na Pensilvânia, o caçula de nove irmãos. Fez a profissão de fé em 1855, em Harrisburg, e entrou no Seminário de Princeton; foi um sermão de Charles Hodge, em outubro daquele ano, que o levou a pensar em missões. Foi ordenado em 14 de abril de 1859 pelo Presbitério de Carlisle e embarcou em 18 de junho no navio Banshee. Chegou ao Rio em 12 de agosto de 1859, com 26 anos. Aprendeu português trocando aulas de inglês e hebraico por aulas de português, e pregava em navios e em casas de estrangeiros.

Conheceu Kalley em agosto. Segundo o diário, Kalley achava que a missão era oportuna, que missionários americanos eram as pessoas certas para levá-la, porque seu ministro e seu cônsul podiam protegê-los, e que "a hora de pregar em português" tinha chegado. Em dezembro, os dois tiveram uma diferença de opiniões e a resolveram: Simonton anotou que, a pedido de Kalley, deram-se as mãos e ajoelharam-se em oração, "outra vez irmãos em Cristo" (Diário, 19/12/1859, na tradução de Cultura Cristã citada por Oliveira). Em outubro de 1860 ele escreve que estavam tirando a licença para anunciar ao público o Depósito de Bíblias. As Bíblias em português eram importadas de Nova York. Em 30 de janeiro de 1861, em Sorocaba, ele resume o primeiro ano completo no Brasil: "isto e algumas Bíblias e folhetos postos em circulação é o total do meu trabalho entre os nativos" (tradução minha). Na mesma viagem, em Itu, debateu com um padre jovem sobre "a conveniência de pôr a Bíblia nas mãos do povo" e, a pedido dele, mandou-lhe uma Bíblia.

A virada veio com uma classe bíblica:

👁️ Como era viver ali

Simonton alugara um quarto na Rua Nova do Ouvidor, n.º 31, e dava aulas de inglês e português duas vezes por semana, para ter acesso aos brasileiros e levá-los a uma classe bíblica aos domingos. Escreveu: "Esta classe bíblica se reuniu pela primeira vez em 19 de maio. Dois estavam presentes e pareciam interessados. Comecei com o Evangelho de Mateus. No domingo seguinte, três. [...] No quarto domingo, para minha surpresa, a sala se encheu de homens e mulheres. Foi um espetáculo de alegria ver tantos nativos dispostos a receber instrução religiosa" (Diário, 1861; tradução minha). Foi dessa classe, em torno de um evangelho, que saiu a igreja de janeiro de 1862.

Os anos seguintes são rápidos. Em 1862, Simonton voltou aos Estados Unidos e casou-se com Helen Murdoch; voltou ao Rio em julho de 1863. Alexander Blackford, seu cunhado, chegara em julho de 1860, e foi em 1863 para São Paulo. Em 28 de junho de 1864, Helen morreu, nove dias depois do parto da filha. Em 23 de outubro de 1864, Blackford batizou o ex-padre José Manoel da Conceição. Em 5 de novembro saía o primeiro número da Imprensa Evangélica. Em 16 de dezembro de 1865, em São Paulo, Blackford, Simonton e o alemão Francis Schneider organizaram o Presbitério do Rio de Janeiro, com três igrejas (Rio, São Paulo e Brotas). No dia seguinte, Conceição foi ordenado, o primeiro ministro evangélico brasileiro. Em 31 de dezembro de 1866, no último registro do diário, Simonton escreveu: "não consigo ir além da oração do publicano": "Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!" Lc 18.13. Em 14 de maio de 1867 começaram as aulas do seminário, no Campo de Santana. Simonton morreu em São Paulo em 9 de dezembro de 1867, com 34 anos, de uma "febre violenta", diagnóstico da época que algumas fontes presbiterianas dizem ter sido possivelmente febre amarela.

🔎 A palavra original

O sermão de prova do ex-padre Conceição, no exame de ordenação de 17 de dezembro de 1865, foi sobre Lucas 4.18-19: "O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres" Lc 4.18. "Evangelizar" é, no grego, εὐαγγελίζω (euangelízō, G2097), que o dicionário de Strong define como "anunciar boas novas ('evangelizar'), especialmente o evangelho". É o verbo da palavra εὐαγγέλιον (euangélion, G2098), "uma boa mensagem, ou seja, o evangelho". Essa palavra está nos nomes que a primeira geração deu às suas obras: Igreja Evangélica (Kalley, 1858), Imprensa Evangélica (1864). Que o nome "evangélico", tão usado depois no Brasil, venha daí é uma sugestão plausível que as fontes citadas aqui não afirmam.

03 — O EX-PADRE E O JORNALJosé Manoel da Conceição e a Imprensa Evangélica

José Manoel da Conceição (1822–1873) fora padre. Segundo as biografias que Medeiros resume (com base em Ribeiro, Vieira e Cardoso), começou a ler a Bíblia aos dezessete anos, estudou no seminário de São Paulo e teve contato com a teologia protestante por meio do editor Henrique Laemmert, do Rio. Conheceu Blackford em 1863, em Rio Claro. Foi batizado no Rio em 23 de outubro de 1864 e, na ordenação, em 1865, o texto do seu sermão de prova foi Lucas 4.18-19. Simonton escreveu em 6 de outubro daquele ano: "ele decidiu deixar Roma e obedecer ao Evangelho; temos grandes esperanças de que Deus o tenha escolhido para um trabalho importante no Brasil" (parafraseado de uma tradução publicada). Em resposta à sentença de excomunhão, em 1867, escreveu, segundo Boanerges Ribeiro: "Quando a Bíblia correr pela mão de todos os povos, então se hão de realizar as promessas do Salvador, que a religião dele prevalecerá em toda a terra" (citado por Medeiros). Pelo que Léonard diz, citado ali, Conceição "abriu o interior do Brasil ao protestantismo", convertendo famílias inteiras em Brotas.

A Imprensa Evangélica circulou de 1864 a 1892, quinzenalmente, e foi, segundo Alderi Souza de Matos, o primeiro periódico protestante do Brasil, pelo menos em português. A primeira tiragem foi de 450 exemplares; a partir do segundo número, saiu da Tipografia Perseverança, porque os irmãos Laemmert foram ameaçados. Em 1867 Simonton escreveu num relatório (citado por Silva): "Um número de pessoas, talvez maior do que se pensa, só tem notícia do evangelho por meio da leitura da Imprensa Evangélica". Padres católicos também a assinavam. Segundo Alderi, a igreja de Ubatuba nasceu do jornal, antes de chegar um pregador.

🏺 O que os arquivos guardam

Dois erros circulam sobre esses homens, e vêm de um mesmo guia de arquivo, o finding aid das cartas e diários de Simonton nos Estados Unidos. Ele diz que Simonton "converteu, batizou e ordenou" Conceição, e que morreu aos 36 anos. Não foi assim: quem batizou Conceição foi Blackford, o Presbitério o ordenou, e Simonton morreu aos 34. Também não existe prova de que Simonton tenha sido "o primeiro missionário protestante no Brasil": Kalley (1855) e Spaulding e Kidder (1836–37) vieram antes, e Simonton é o pioneiro da igreja presbiteriana. E "A IPB foi fundada em 1859" é data simbólica, a da chegada dele: o próprio historiador oficial da igreja, Alderi Souza de Matos, lembra que 1862, 1865 e 1888 são alternativas, e o centenário foi comemorado em 1959.

04 — OS NÚMEROS E A ESCRAVIDÃOQuantos eram, quem eram e o que disseram

O número de fiéis era pequeno. O Sínodo do Brasil foi organizado em 6 de setembro de 1888, na Igreja do Rio, com vinte missionários e doze pastores nacionais; Alderi fala em 59 igrejas, outro estudo (Silva, com dados de Cid Caldas) em 62, com 2.947 comungantes. Os mesmos dados dão 7.985 membros em 1890, números que não casam entre si, o que mostra como é difícil contar nesse período. O que se tem de oficial: o censo de 1890 contou 143.743 evangélicos, cerca de 1,0% dos 14.333.915 habitantes (IBGE, Anuário Estatístico do Brasil 2024).

Quem eram? Antônio Gouvêa Mendonça, em O Celeste Porvir (conhecido aqui pela resenha de Jair de Almeida Jr. e por outros artigos), sustentou que o protestantismo de missão atingiu sobretudo a população rural e não a classe dominante, e que ele traz traços da "religião civil" norte-americana, que o afastam das camadas populares. Boanerges Ribeiro, presbiteriano que dirigiu o Mackenzie, defendeu que a cultura brasileira do século XIX abriu espaço para o protestantismo. Hélio de Oliveira Silva, também presbiteriano, observa que as adesões da aristocracia foram principalmente de mulheres e que os escravos recebidos eram em geral domésticos. Os dois lados têm historiadores, e este livro registra ambos.

E a escravidão? Nos diários de Simonton, citados por Silva e por Oliveira, ele aparece contra o sistema, mas discreto em público. Em outubro de 1859, depois de acompanhar um conhecido a um leilão em que ele comprou dois negros, escreveu que estava de novo em meio ao horror da escravidão; em janeiro de 1863 disse não ter dúvida de que a contenda de Deus com a nação dos Estados Unidos dizia respeito à escravidão. Mas alugou o trabalho de escravizados de terceiros e, no Rio, recebeu como membro um homem negro, João Marques de Mendonça, em 1864. Segundo Léonard, citado por Silva, das onze pessoas recebidas pela igreja de São Paulo em 1879, cinco eram escravizadas, na maioria domésticos. A igreja de Kalley excluiu em dezembro de 1865 um membro, Bernardino de Oliveira Rameiro, dono de escravos, depois de uma exortação de 3 de novembro: "O senhor que procede desse modo é inimigo de Cristo" (Reily, citado por Silva). Em 1878, uma igreja organizada em Rio Grande pelo pastor Vanorden decidiu não admitir proprietário de escravos que não os libertasse. O Presbitério do Rio, em 1886, reiterou a declaração de 1818 da Assembleia Geral presbiteriana dos EUA contra a escravidão, e em 30 de agosto de 1888 aprovou uma moção de regozijo pela lei de 13 de maio.

🏺 O que os arquivos guardam

Dois lados, ambos com fonte. O pesquisador José Carlos Barbosa, em Negro não entra na igreja, espia da banda de fora (2002), afirma que os protestantes "não se dispuseram a tocar na mais dolorosa questão" e foram "meros espectadores" (citado por Silva). Silva responde que a crítica é "parcial e generalizante". Nas fontes citadas não há decisão de disciplina da IPB por posse de escravos; o caso de exclusão documentado é o da igreja de Kalley. Quanto aos missionários do Sul dos Estados Unidos, Léonard e Reily dizem, segundo Silva, que eram favoráveis ao sistema; Silva diz que a afirmação é geral demais e que o missionário que teria escrito contra a brochura abolicionista de Eduardo Carlos Pereira "não chegou a escrever" (Lessa).

⚠️ Os trechos do diário de Simonton usados neste capítulo são traduções minhas da transcrição inglesa ou paráfrases das traduções publicadas; a edição em português do Diário, de 2002, não foi lida na íntegra. Não se pode generalizar a posição das igrejas a partir de poucos casos.

🌱 Semente de sermão

Simonton começou com dois alunos e o Evangelho de Mateus. Na quarta semana a sala estava cheia. Antes de ser uma igreja, foi uma leitura. Mateus abre o seu Sermão do Monte assim: "E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo" Mt 5.2. A primeira classe bíblica daquela igreja foi um homem com o Evangelho de Mateus e duas pessoas dispostas a ouvir.

LINHA DO TEMPODe Madeira ao Rio (1838–1888)

Datas do Diário de Simonton, de Alderi Souza de Matos, de Chavante, de Bonome e Lemes e do IBGE. Onde há divergência, o texto diz.

1838–1846
Kalley na Madeira; preso em 1843; foge em agosto de 1846.
10 de maio de 1855
Os Kalley chegam ao Rio.
19 de agosto de 1855
Primeira Escola Dominical permanente, em Petrópolis (título disputado; capítulo 5).
11 de julho de 1858
Organiza-se a Igreja Evangélica (Fluminense desde 1863), em português.
12 de agosto de 1859
Simonton chega ao Rio. No mesmo ano, o caso jurídico de Kalley em Petrópolis.
19 de maio de 1861
📖 Primeira classe bíblica de Simonton, com o Evangelho de Mateus.
12 de janeiro de 1862
Organização da igreja do Rio, com duas profissões de fé.
23 de outubro e 5 de novembro de 1864
Batismo de Conceição; primeiro número da Imprensa Evangélica.
16–17 de dezembro de 1865
Presbitério do Rio de Janeiro, em São Paulo; Conceição é ordenado.
14 de maio e 9 de dezembro de 1867
Início do seminário; morte de Simonton, aos 34 anos.
10 de julho de 1876
Os Kalley voltam à Escócia.
6–13 de setembro de 1888
Organiza-se o Sínodo do Brasil.
1890
O censo conta 143.743 evangélicos, cerca de 1% da população.

PARA FIXARO que ficou do capítulo

🏥

Kalley, 1855–1858

Médico escocês, vindo da Madeira. Escola Dominical em Petrópolis e igreja em português em 1858, com a Bíblia como cartilha.

📖

Simonton, 1859–1867

Duas pessoas na classe bíblica de maio de 1861; duas profissões de fé em janeiro de 1862; morre aos 34 anos.

📰

Conceição e a Imprensa Evangélica

Ex-padre, ordenado em 1865. O jornal, de 1864 a 1892, chegou a lugares antes dos pregadores, como Ubatuba.

⚖️

Dois lados da história

Mendonça e Ribeiro divergem sobre quem esses missionários atingiram. Sobre a escravidão, Barbosa critica e Silva responde.

Próximo capítulo: os outros começos. Os metodistas voltam em 1867 e 1876, os batistas fundam em 1871 e 1882 e as escolas, da Escola Americana de 1870 ao Mackenzie, ensinam a ler a Bíblia a gente que nunca tinha aberto um livro.

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