Em 1642, no mar, entre Batávia e Malaca. Um rapaz português viaja nas possessões holandesas do Oriente. Tem catorze anos, segundo contaria ele mesmo, e nasceu numa família católica. Nas mãos, um livrinho em castelhano, sem nome de autor.
O livrinho é anticatólico, e o rapaz sai dele rejeitando a fé em que foi criado. Em Malaca, começa a traduzir para o português alguns evangelhos e epístolas. O nome dele é João Ferreira de Almeida. Esse livrinho, que ele traduziria depois sob o título Differença d'a Christandade, é o início de uma tradução que só ficaria inteira mais de cem anos depois, e que mudou de mão no meio do caminho. Em versões revistas, é a base das Bíblias evangélicas mais tradicionais do Brasil (ARC, ARA, ACF). Este capítulo conta de onde ela veio, o que havia antes dela e o que a Igreja Católica dizia, em cada época, sobre ler a Bíblia em língua do povo.
01 — ANTES DE ALMEIDAO que havia em português e o que Roma dizia
Antes do século XVII, a Bíblia em português quase não existe. A tese do historiador Luis Henrique Menezes Fernandes (USP, 2016) resume: as poucas versões bíblicas portuguesas anteriores ao século XVII são todas fragmentárias e, na maior parte, parafraseadas, misturadas a gêneros devocionais. Há notícia de trechos traduzidos em tempos de D. Dinis e de D. João I, mas são notícias, quase sempre de obras perdidas, e não textos conservados. Os Evangelhos e Epístolas com suas exposições em romance (Porto, 1497), por exemplo, são a tradução de um compêndio devocional, não "a Bíblia em português". A exceção humanista que Fernandes destaca é um Eclesiastes anotado do hebraico, de Damião de Góis, impresso em Veneza em 1538.
Por que tão pouco? Parte da resposta está na política de livros da Igreja e do Estado em Portugal. Convém ser exato, porque a posição de Roma mudou muito ao longo do tempo.
O Concílio de Trento, na sessão IV (1546), declarou que a antiga edição Vulgata devia ser tida como autêntica "em lições públicas, disputas, sermões e exposições", reservou à Igreja a interpretação da Escritura e exigiu licença dos superiores eclesiásticos para imprimir livros sagrados (tradução minha, a partir da versão inglesa). O decreto não proíbe expressamente as traduções para as línguas do povo. A proibição veio com os Índices de livros proibidos. Fernandes, apoiado em Jedin e Delumeau, escreve que foi só com as edições de 1559 e 1564 que se estabeleceu uma interdição total. O Índice de 1564, aprovado por Pio IV, traz a quarta regra: como a experiência mostra que, se a Bíblia em língua vulgar for permitida a todos sem distinção, a temeridade dos homens fará mais mal que bem, cabe aos bispos ou inquisidores, aconselhados pelo pároco ou confessor, permitir a leitura de Bíblias traduzidas por autores católicos "àqueles cuja fé e piedade julgarem que serão aumentadas, e não prejudicadas"; e a licença devia ser dada por escrito (tradução minha, a partir da versão inglesa de Townley, publicada por Mendham). A regra, em si, exigia licença; não dizia que ninguém podia ler.
Em Portugal, o Rol dos livros defesos de 1551, assinado pelo cardeal infante D. Henrique, inquisidor-geral, é mais seco. Na letra S do catálogo latino está uma linha que o fac-símile da Biblioteca Nacional de Portugal mostra com clareza: "Sacre scripture omnes libri in quacumque lingua vulgari", isto é, "todos os livros da Sagrada Escritura, em qualquer língua vulgar". A Inquisição portuguesa, criada em 1536, mirava, segundo Fernandes, sobretudo as práticas judaizantes dos cristãos-novos; a Reforma nunca foi uma ameaça real ali. Mas o Rol não abre exceção nesse verbete.
A posição oficial de Roma, em fatos e em palavras do próprio magistério, foi mudando. Em 1757, um decreto da Congregação do Índice, aprovado por Bento XIV, passou a permitir as versões vernáculas aprovadas pela Sé Apostólica ou com notas tiradas dos Santos Padres (assim o cita Gregório XVI). Em 1844, a encíclica Inter praecipuas de Gregório XVI condenou as sociedades bíblicas, que, escreve ele, publicam a Escritura traduzida "em todo tipo de língua vulgar" para distribuição "sem discriminação" entre cristãos e não cristãos e depois "convidam todos a lê-la sem guia" (tradução minha, a partir da versão inglesa); no mesmo texto o papa nega que a Igreja tenha escondido a Escritura dos fiéis. Em 1943, Pio XII, na Divino afflante Spiritu, escreveu que o decreto de Trento também não proíbe fazer traduções em língua vulgar, "mesmo diretamente dos textos originais", com a aprovação da autoridade eclesiástica (§22; tradução minha, a partir da versão inglesa). E o Concílio Vaticano II, na Dei Verbum (1965), declara que "é preciso que os fiéis tenham acesso patente à Sagrada Escritura" (§22) e exorta "com ardor e insistência todos os fiéis" à leitura frequente (§25).
⚠️ A objeção católica do século XIX, como os próprios textos mostram, era a Bíblia sem notas, sem aprovação eclesiástica e com cânon diferente (sem os livros deuterocanônicos), vendida por estrangeiros. A objeção protestante era que, na prática, o povo não tinha acesso à Bíblia. Os dois lados têm fonte, e este livro não escolhe entre eles.
02 — O JOVEM QUE VIROU MINISTROJoão Ferreira de Almeida
Quase tudo o que se sabe da infância de Almeida é pouco, e parte é disputada. Nasceu por volta de 1628, data deduzida da idade que ele mesmo declara ter em 1644 (dezesseis anos). O lugar de nascimento ficou por séculos em Lisboa, porque um viajante holandês, Philippus Baldaeus, o escreveu assim em 1671. Em 1918, o arquivista Pedro de Azevedo achou na Torre do Tombo uma obra de 1670 escrita contra Almeida por um frade agostiniano, Jerónimo de Siqueira, que o conheceu em Batávia. Ali está: nasceu "em Torre de Tavares, de pais católicos", e foi criado em Lisboa por um tio clérigo (citado por Fernandes). Torre de Tavares é hoje concelho de Mangualde. É a única fonte documental que dá esse local, e vem de um adversário; a maioria dos estudiosos a aceita.
Almeida assinava "João Ferreira A. d'Almeida". O "A" é, segundo Herculano Alves, a abreviatura de Annes. A tradição que o faz padre católico ou jesuíta não se sustenta: vem de confusão com outro Ferreira e do título "Padre" nas folhas de rosto, que era, nas Índias holandesas, o tratamento dos ministros protestantes. Ele mesmo diz ter deixado o catolicismo aos catorze anos. Tornou-se ministro da Igreja Reformada em Batávia, na segunda metade da década de 1650 (as fontes divergem entre 1656 e 1658), e pregou no Ceilão, na costa de Tuticorin e depois em Batávia, para as comunidades de língua portuguesa. Em setembro de 1689 foi feito emérito "por causa da idade de fraqueza", e morreu em agosto de 1691.
Uma história que se repete e não tem prova: a de que a Inquisição de Goa o teria condenado em efígie e queimado o seu retrato. Baldaeus a conta; Fernandes escreve que, em boa parte porque os papéis da Inquisição de Goa foram destruídos, "não foi identificada, até o momento, qualquer prova documental que confirme definitivamente esse fato". Pode ser um homônimo.
O contexto importa. O português era a língua franca do comércio nas Índias, e a Companhia Holandesa das Índias Orientais, que não queria promover uma língua rival, foi pressionada pelos pastores, que argumentavam que, sendo o português a língua dos missionários e dos cristãos católicos da região, o Evangelho devia ser ensinado em português. A tradução nasceu aí. E nasceu em disputa: Almeida escreveu também obras de polêmica contra os católicos, Differença d'a Christandade (1668) e Duas Epístolas e Vinte Propostas (1672), e recebeu respostas de um agostiniano, de um jesuíta e de um franciscano. A Bíblia de Almeida é filha de uma controvérsia entre católicos e protestantes, e o leitor de hoje precisa saber disso.
Olhe a folha de rosto da primeira edição, abaixo: o título diz "O Novo Testamento" e logo em seguida explica: "Todos os Sacro Sanctos Livros e Escritos Evangelicos e Apostolicos do Novo Concerto de nosso Fiel Senhor Salvador e Redemptor Iesu Christo" (grafia da época). Almeida usou duas palavras, "testamento" e "concerto", para uma só do grego, διαθήκη (diathḗkē), que está no título grego da coleção, Καινὴ Διαθήκη. O dicionário de Strong (G1242) a define como "uma disposição, ou seja, um contrato, especialmente um testamento". A palavra é, de fato, as duas coisas na Bíblia. Em Hebreus 9, o texto brinca com os dois sentidos: "Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador" Hb 9.16. E em Hebreus 13.20 a mesma palavra é "aliança eterna" Hb 13.20. A ACF traduz por "testamento" num lugar e por "aliança" no outro. Quem compara traduções sem ver o grego pode achar que são palavras diferentes, e é uma palavra só.
03 — O PRIMEIRO LIVROO Novo Testamento de 1681 e os mil e seiscentos exemplares
Almeida começou o Novo Testamento em Malaca. Ele mesmo conta, na dedicatória de 1668, que no segundo ano de sua conversão, em 1644, aos dezesseis anos, passou a traduzir todo o Novo Testamento "do latim do mui reverendo e douto padre Teodoro de Beza", com ajuda das versões espanhola, francesa e italiana (citado por Fernandes). Segundo a literatura, em 1676 ele se ofereceu para retraduzir do grego, e o consistório de Batávia recusou, mandando prosseguir a revisão do manuscrito existente. A revisão andava devagar: depois de dois anos não tinham passado do Evangelho de Marcos. Em 1678, Almeida enviou o manuscrito à Holanda, sem o consentimento do consistório. A Companhia das Índias Orientais pagou a impressão. Em Amsterdã, o texto foi revisto por dois holandeses.
A primeira edição saiu em 1681, em Amsterdã. E saiu mal. Fernandes fala de erros tipográficos e de língua em abundância. Em carta de 18 de março de 1683 às autoridades da Companhia, Almeida culpou um "judeu português convertido ao cristianismo" que fizera a revisão do português em Amsterdã e, segundo ele, deixara o texto cheio de contradições, absurdos e obscuridades. A decisão dos diretores holandeses foi drástica: destruir os exemplares, para não dar motivo às calúnias dos inimigos da fé reformada, que acusariam de patrocinar uma tradução bíblica corrompida. Mil e seiscentos exemplares foram destruídos na Holanda. A proposta de Almeida foi mais moderada: uma errata e correções à mão, com nova folha de rosto, sem o nome da Companhia nem o do tradutor. Existe na Biblioteca Nacional de Portugal um exemplar corrigido à pena, com uma Advertência ao pio leitor de 1.º de janeiro de 1683.
A segunda edição saiu em Batávia, em 1693, impressa por João de Vries. A revisão começara por volta de 1685, com o próprio Almeida e outros dois ministros, mas só foi concluída dois anos depois da morte dele, com revisão de Theodorus Zás e Jacobus op den Akker. As mudanças dessa revisão são contestadas até hoje: um exemplo é a colocação do verbo no fim da frase, como em 1 João 1.1. Uma página institucional escreve que a edição de 1693 foi a que Almeida "aprovou"; Fernandes e Scholz mostram que ela foi feita sem ele.
Que texto Almeida usou como base? A resposta curta é que ninguém sabe ao certo, e quem diz saber exagera. Ele mesmo diz que partiu do latim de Beza. Uma página institucional afirma que a base foi o Textus Receptus. O que a pesquisa mostra é que ainda faltam análises profundas e sistemáticas para decidir; que, segundo Herculano Alves, ele traduziu só indiretamente pelos originais, com forte dependência de uma Bíblia espanhola (a Biblia del Cántaro, 1602) e de versões italiana e francesa; e que não traduziu da Vulgata, ao contrário do que dizia um erudito do século XVIII, Barbosa Machado.
04 — O MITO"Almeida traduziu a Bíblia inteira"
Não traduziu. Almeida deixou completo o Novo Testamento e traduziu o Antigo até um ponto preciso, Ezequiel 48.21. A informação vem de Santos Ferreira (1906), que Fernandes cita, e de Scholz (2016). O versículo, na ACF, é este:
Depois dali, a tradução do Antigo Testamento foi completada por um holandês, o ministro Jacobus op den Akker (1649–1731), que declarou ao consistório de Batávia, no fim de 1694, ter terminado os demais livros (segundo o viajante François Valentijn). Mas o manuscrito completo ficou guardado por décadas, e uma explicação é que o governo holandês não queria promover o português. Os luteranos dinamarqueses de Tranquebar, na Índia, publicaram partes: os Doze Profetas Menores em 1732 e os Quatro Profetas Maiores em 1751. Para não perder a honra, Batávia publicou o Antigo Testamento em dois tomos, em 1748 e 1753, "traduzidos por João Ferreira A. d'Almeida e Jacobo op den Akker". A Bíblia completa de Almeida em português só foi publicada mais de cinquenta anos depois da morte dele.
A primeira Bíblia completa de Almeida em um só volume saiu em Londres, em 1819, pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira. Fernandes observa que a folha de rosto dessa edição diz "traduzida em português pelo padre João Ferreira d'Almeida", sem mencionar Op den Akker nem Tranquebar. É provável que aí esteja a raiz do mito: a generalização levou até estudiosos a acreditarem que Almeida completara tudo. A Bíblia de Almeida também não traz os livros deuterocanônicos, o que explica por que ela é, em alguns pontos, diferente da católica.
05 — A OUTRA BÍBLIA EM PORTUGUÊSFigueiredo, a Bíblia católica
Enquanto Almeida ficava no Oriente, a Bíblia católica em português nascia em Lisboa. O padre oratoriano Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797) traduziu a Escritura da Vulgata, com notas, prefácios e resumos. O Novo Testamento saiu em seis volumes, entre 1778 e 1781; o Antigo, a partir de 1782, até 1790, em 23 volumes ao todo. A obra passou pela Real Mesa Censória. O pesquisador Neves cita um parecer de censor que dizia não ser "muito conforme as regras da prudência pretender que o vulgo leia com crítica os livros sagrados", e supõe que o decreto de 1757 pode ter sido um incentivo para Figueiredo (é uma hipótese dele).
O que poucos sabem: as próprias sociedades bíblicas protestantes imprimiram Figueiredo, sem notas e sem prefácios, por ser a tradução portuguesa mais recente em circulação: a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira fez o Novo Testamento em 1818 e a Bíblia completa em 1821; a Sociedade Bíblica Americana, o Novo Testamento em 1839. Segundo Neves, isso aconteceu "não sem algumas disputas internas", porque era versão indireta, da Vulgata. As sociedades imprimiram as duas, Figueiredo e Almeida, e as mandaram ao Brasil. Foi Figueiredo o Novo Testamento que Kidder levou à Assembleia de São Paulo em 1839 (capítulo 5).
06 — AS SIGLASDe Almeida à ARA, da ACF à NVI
No Brasil, a Bíblia de Almeida foi sendo revista ao longo de dois séculos, e as siglas confundem muita gente. As datas abaixo vêm de páginas oficiais das sociedades e de estudos acadêmicos, e onde as fontes divergem o texto diz.
ARC · Almeida Revista e Corrigida
Revisão pedida a partir do Rio e publicada em 1898 pelas sociedades britânica e americana. Quem revisou não está confirmado; o lugar também varia (Lisboa ou Londres, segundo as fontes).
TB · Tradução Brasileira
A primeira Bíblia protestante inteira traduzida no Brasil, projeto da Sociedade Bíblica Americana, com consultores como Rui Barbosa; relançada pela SBB em 2011.
ARA · Almeida Revista e Atualizada
Decidida em 1943, o Novo Testamento ficou pronto em 1951. Os revisores foram o luterano Paul Schelp e o metodista Antonio de Campos Gonçalves. A SBB data o lançamento de 1956; Scholz, de 1959.
ACF · Almeida Corrigida Fiel
Bíblia completa da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, fundada em 1968. É uma entidade distinta da Sociedade Bíblica do Brasil.
NVI · Nova Versão Internacional
Comissão reunida em 1990 pela Sociedade Bíblica Internacional; o prefácio é de março de 2001. Não é tradução da NIV inglesa.
NVT · Nova Versão Transformadora
Projeto iniciado em 2010 pela Mundo Cristão, com a Tyndale House; primeira edição em outubro de 2016.
Ao lado dessas, a SBB publicou a Nova Almeida Atualizada (NAA, 2017) e a Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2000), herdeira da Bíblia na Linguagem de Hoje (Novo Testamento em 1973, Bíblia em 1988), e a editora Vida Nova a Almeida Século 21 (2008). Entre as católicas estão a Bíblia de Jerusalém (Paulus, 1981), a Bíblia Pastoral (Paulus, 1990) e a Tradução Ecumênica da Bíblia (TEB, 1994), segundo a literatura.
Quem tinha uma Bíblia, no Brasil do século XIX, podia ter a de Figueiredo ou a de Almeida e não saber a diferença. Os preços ajudam a ver a distância entre as duas. Segundo Neves, que levantou os anúncios do Rio, a Bíblia protestante barata, de Figueiredo sem notas, impressa em Londres, custava 4$000; a Bíblia católica Garnier, de 1864, 30$000 em 1876 e 40$000 em 1885. Uma edição de Almeida chegou a ser anunciada, numa loja do Rio, a 2$560. A diferença não era só de doutrina, era de bolso.
"Entendes tu o que lês?" pergunta Filipe ao eunuco, e a resposta é: "Como poderei entender, se alguém não me ensinar?" At 8.30-31 Almeida traduziu para que alguém entendesse, e três séculos de tradutores depois dele ainda estão mexendo no texto para a mesma finalidade. Uma Bíblia que ninguém consegue ler é uma Bíblia fechada, mesmo aberta sobre a mesa.
LINHA DO TEMPOA Bíblia em português (1497–2017)
Datas de Fernandes, Scholz, Neves e das páginas oficiais das sociedades bíblicas. Onde há divergência, o texto diz.
PARA FIXARO que ficou do capítulo
1642, entre Batávia e Malaca
Um rapaz português de 14 anos lê um livrinho em castelhano e começa a traduzir.
NT em 1681, AT em 1748–1753
O primeiro livro saiu com erros, e 1.600 exemplares foram destruídos. A Bíblia completa saiu mais de 50 anos depois da morte de Almeida.
Parou em Ezequiel 48.21
Jacobus op den Akker completou o Antigo Testamento. "Almeida traduziu a Bíblia inteira" é mito.
Roma mudou com o tempo
Trento (1546), o Índice (1564), o decreto de 1757, a encíclica de 1844, Pio XII (1943) e Dei Verbum (1965) dizem coisas diferentes sobre a Bíblia em língua do povo.
Próximo capítulo: enquanto Almeida e Figueiredo esperavam nas prateleiras da Europa, o Brasil continuava com as portas fechadas ao culto protestante. Elas se abrem uma fresta em 1808 e se abrem mais um pouco em 1810, com o Tratado de Strangford, e os primeiros protestantes a se instalar de novo no Brasil são ingleses e alemães.
Leve este capítulo com você
Baixe o Capítulo 3 — A Bíblia que veio de Batávia em PDF — diagramado, com as obras de arte e as 4 camadas de estudo, pronto pra ler offline, imprimir ou usar no preparo do sermão.
🔒 PDF do capítulo