O vinho está posto diante do rei, e Neemias o serve, como fez tantas vezes. Só que, desta vez, o rosto dele diz o que o coração guarda há quatro meses. "Por que está triste o teu rosto, pois não estás doente? Não é isto senão tristeza de coração" Ne 2.2. E o texto acrescenta, com uma sinceridade desarmante: "então temi sobremaneira".
Ponha a câmera no ombro do copeiro. Ele está em pé, de taça na mão, numa sala do palácio de Susa, e a rainha está sentada ao lado do rei Ne 2.6. Ele nunca tinha mostrado tristeza diante do rei Ne 2.1. Tem diante de si uma pergunta que pode custar a vida ou mudar uma cidade. Este capítulo percorre as duas missões que o rei Artaxerxes autorizou, a do copeiro Neemias e a do escriba Esdras, e o que se sabe sobre elas.
01 — O COPEIROUma oração no meio da conversa
Tudo começa com uma notícia. No mês de Quislev, no ano vinte, "estando eu em Susã, a fortaleza", um irmão de Neemias, Hanani, chega de Judá com alguns homens Ne 1.1-2. A notícia: "Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo" Ne 1.3. A reação de Neemias é a de quem sabe esperar: "assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus" Ne 1.4. A oração que se segue é longa e termina com um pedido muito prático: "faze prosperar hoje o teu servo, e dá-lhe graça perante este homem. Então era eu copeiro do rei" Ne 1.11.
A última frase muda tudo. "Este homem" é o rei, e Neemias é o copeiro, o que prova o vinho antes dele. Era um posto de confiança: Heródoto conta que o filho de um homem muito honrado por Cambises era copeiro do rei, "e isto também era uma honra nada pequena" (Histórias III, 34, tradução minha). Quatro meses depois, no mês de Nisã, a oportunidade chega: o rei pergunta, e Neemias reza, ali mesmo, antes de responder. "E o rei me disse: Que me pedes agora? Então orei ao Deus dos céus" Ne 2.4. Foi uma oração de segundos, no meio de uma conversa. A seguir vem o pedido: "peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique" Ne 2.5.
O rei concorda e Neemias pede mais: cartas aos governadores "dalém do rio" para que o deixem passar, e uma carta a "Asafe, guarda da floresta do rei" pedindo madeira para as portas e o muro Ne 2.7-8. O texto acrescenta: "o rei tinha enviado comigo capitães do exército e cavaleiros" Ne 2.9. Diferente de Esdras, que dispensou escolta (Ed 8.22), Neemias viaja com guarda real. A Bíblia mostra os dois estilos sem julgar nenhum. É o rei Artaxerxes I (465–424 a.C.), no seu ano vinte, c. 445 a.C.
"Copeiro" é, em hebraico, mašqeh (מַשְׁקֶה), literalmente "o que dá de beber". Quando Neemias volta como governador, a palavra do cargo é outra, peḥāh (פֶּחָה), "governador de província", a mesma de Zorobabel em Ageu Ne 5.14. Ele passa de servir o vinho do rei a governar a província do rei. E aqui há uma pequena nota de cronologia: Neemias data o mês de Quislev (o nono) e depois o de Nisã (o primeiro) no mesmo "ano vinte" do rei. Os estudiosos notam que isso só faz sentido se Neemias contava os anos do rei a partir do outono, e não da primavera.
02 — O MUROCinquenta e dois dias, com a espada na cintura
Neemias chega, descansa três dias e sai de noite com poucos homens, sem contar a ninguém Ne 2.11-12. Percorre o muro destruído, e só depois fala ao povo: "Bem vedes vós a miséria em que estamos... vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém, e não sejamos mais um opróbrio" Ne 2.17. A resposta é curta: "Levantemo-nos, e edifiquemos" Ne 2.18. O capítulo 3 é uma lista de quem construiu cada trecho, a começar pelo sumo sacerdote Eliasibe, que levanta "a porta do gado" Ne 3.1. É o texto mais "documental" do livro, com cada família diante do pedaço de muro que lhe coube.
A oposição vem de três nomes: "Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita" Ne 2.10, e depois "Gesém, o árabe" Ne 6.1. O primeiro escarnece: "Que fazem estes fracos judeus?" Ne 4.2. O segundo completa: "vindo uma raposa, derrubará facilmente o seu muro de pedra" Ne 4.3. Neemias responde com organização. Metade trabalha, metade vigia: "cada um com uma das mãos fazia a obra e na outra tinha as armas" Ne 4.17. E há uma crise interna, que ele trata com a mesma firmeza. Em meio à fome, pobres tinham empenhado terras e filhos a credores judeus, para pagar até "o tributo do rei" Ne 5.4. Neemias reúne uma assembleia, manda devolver os penhores e se recusa, durante os doze anos de governo, a comer "o pão do governador", isto é, a cobrar do povo o sustento a que tinha direito Ne 5.14-15.
Os inimigos tentam atraí-lo para fora de Jerusalém, num vale em Ono, "porém intentavam fazer-me mal" Ne 6.2. E então o final, que o texto dá sem adjetivos:
Os inimigos "temeram, e abateram-se muito a seus próprios olhos; porque reconheceram que o nosso Deus fizera esta obra" Ne 6.16. Cinquenta e dois dias, c. setembro de 445 a.C. Era um muro, não um palácio: uma cidade pequena, que precisava ter portas, e agora tinha.
Dos três adversários de Neemias, dois aparecem em achados fora da Bíblia. Sambalate. Os papiros judaicos de Elefantina, no Egito, incluem uma petição de 407 a.C. que cita, ao lado do governador de Judá, Bagoas (Bagohi), os filhos de Sambalate, Delaías e Selemias, e chama o próprio Sambalate de "governador de Samaria". A data da carta é cerca de quarenta anos depois da missão de Neemias. O nome reaparece em Wadi Daliyeh, numa impressão de selo do séc. IV a.C. lida como "...yahu, filho de Sambalate, governador de Samaria", o que indica uma família de governadores de Samaria com esse nome (é outro Sambalate, não o de Neemias). Gesém. Uma tigela de prata da coleção do Brooklyn Museum, dita vinda de Tell el-Maskhuta, no delta do Nilo, traz a dedicatória de "Qainu, filho de Gesém, rei de Quedar", uma tribo árabe. Os estudiosos costumam ver nesse Gesém o "árabe" de Neemias, mas a identificação é inferência, e não prova.
⚠️ Nenhum achado fala de Neemias, e a Bíblia é a única fonte para o muro. A arqueologia de Jerusalém no período persa mostra uma cidade pequena, e há debate sobre onde exatamente passava o muro que ele reconstruiu. O que os achados permitem dizer é que os nomes dos seus adversários são nomes reais da época, em lugares reais, o que dá firmeza ao quadro de fundo.
03 — O ESCRIBA"A lei de Deus e a lei do rei"
Neemias teve de lidar com tijolos. Esdras, com palavras. O livro de Esdras o apresenta como "escriba hábil na lei de Moisés", descendente de Arão Ed 7.6, e resume em uma frase o seu projeto de vida: "Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a lei do Senhor e para cumpri-la e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos" Ed 7.10. Buscar, cumprir, ensinar, nessa ordem.
Quando ele sobe, o rei lhe dá uma carta (Ed 7.12-26), escrita em aramaico, que é um dos documentos mais notáveis da Bíblia. Nela, "Artaxerxes, rei dos reis", permite que qualquer israelita do reino vá com Esdras Ed 7.12-13. Esdras é enviado "da parte do rei e dos seus sete conselheiros" Ed 7.14 (os "sete" são um eco dos sete príncipes de Ester 1.14) para fazer uma inquirição "conforme à lei do teu Deus, que está na tua mão". Leva prata e ouro, o rei manda aos tesoureiros dalém do rio fornecer até cem talentos de prata, cem coros de trigo, cem batos de vinho e de azeite Ed 7.22, e os sacerdotes e levitas ficam isentos de tributo Ed 7.24. Até a razão está dita, em tom de quem conhece os riscos: "pois, para que haveria grande ira sobre o reino do rei e de seus filhos?" Ed 7.23.
E então vem o parágrafo mais discutido:
Alguns estudiosos veem aí um exemplo de uma política persa de reconhecer e "autorizar" as leis locais, que o império passava a fazer cumprir. É uma teoria conhecida e debatida: nem todos acham que tal política existisse como sistema, e há quem a tome como explicação para a carta. Em todo caso, o texto mostra o rei delegando a Esdras o poder de nomear magistrados e juízes entre os que conhecem a lei, e de ensinar os que não a conhecem Ed 7.25.
No hebraico de Esdras 7.6, a "lei de Moisés" é tôrat Mōšeh. Mas na carta do rei, em aramaico, a palavra para "lei" é dāt (דָּת), um empréstimo do persa: "escriba da lei do Deus do céu" Ed 7.12 traz dāt, e "a lei do teu Deus e a lei do rei" também (Ed 7.26). A carta usa dāt para "a lei do Deus do céu", que o livro identifica com a lei de Moisés (Ed 7.6). Esdras é, no mesmo versículo, "escriba" sāfar (סָפַר), título de quem escreve, copia e interpreta.
Uma tigela de prata do Metropolitan Museum, de c. 465–424 a.C., traz uma inscrição em persa antigo com o nome de Artaxerxes, "o grande rei, rei dos reis", filho de Xerxes. O título é o mesmo que a carta de Esdras 7.12 dá a ele. Se a inscrição é autêntica, ela mostra que Artaxerxes I usava esse título e que os seus vasos de mesa eram marcados com o seu nome. Há um aviso: a peça não vem de escavação (é uma de quatro tigelas quase idênticas que apareceram no comércio de antiguidades, ditas de Hamadã, por volta de 1932), e alguns estudiosos já questionaram a autenticidade do texto. Em qualquer caso, não prova nada sobre a carta de Esdras, que existe só na Bíblia.
A viagem durou quatro meses, de 1º de Nisã a 1º de Abe Ed 7.9. À beira do rio Aava, Esdras faz uma pausa e proclama um jejum, "para nos humilharmos diante da face de nosso Deus, para lhe pedirmos caminho seguro" Ed 8.21. A razão é curiosa: "Porque tive vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros para nos defenderem do inimigo pelo caminho" Ed 8.22. Eles tinham dito ao rei que a mão de Deus é sobre os que o buscam, e agora não queriam contradizer-se. É uma escolha de fé, que a Bíblia registra sem a recomendar como regra para todo mundo, pois Neemias, no mesmo livro, usou escolta. Chegam sãos e salvos Ed 8.31-32.
A primeira pergunta de quem estuda o assunto é: quando? Esdras 7.7 diz "o sétimo ano do rei Artaxerxes". Se for Artaxerxes I, Esdras chega em 458 a.C. e Neemias em 445. Essa é a ordem tradicional, e combina com Neemias 8 e 12, onde os dois aparecem juntos. Mas há quem proponha outra data. Em 1890 foi sugerido que o rei de Esdras seria Artaxerxes II, o que põe Esdras em 398 a.C., depois de Neemias. Argumentos: Esdras 9.9 fala em "uma parede de proteção em Judá e em Jerusalém", que alguns leem como o muro já pronto (outros, como imagem de proteção), e Neemias parece não conhecer a multidão que veio com Esdras. A ordem tradicional continua a mais aceita, e a questão segue em aberto.
04 — A LEITURAUm dia de choro e de festa
No primeiro dia do sétimo mês, o povo se junta "como um só homem, na praça, diante da porta das águas" e pede a Esdras que traga o livro da lei Ne 8.1. "E leu no livro diante da praça... desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender" Ne 8.3. Os levitas ajudam: "declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse" Ne 8.8. E o povo chora. A resposta dos líderes é uma das frases mais famosas do livro: "não vos lamenteis, nem choreis... a alegria do Senhor é a vossa força" Ne 8.9-10.
No dia seguinte, descobrem algo escrito na lei sobre as cabanas, e a festa dos tabernáculos é celebrada com ramos de oliveira, murta e palmeira, "cada um no seu terraço, nos seus pátios" Ne 8.16. Segue-se uma oração de confissão, um pacto assinado por chefes, sacerdotes e levitas, e um sorteio para que um em cada dez viva em Jerusalém, para repovoar a cidade Ne 11.1. A dedicação do muro fecha o conjunto, com levitas buscados de todos os seus lugares, para cantar e tocar Ne 12.27.
Em Neemias 8.8, a ACF traduz "declarando", e o hebraico diz mᵉpōrāš (מְפֹרָשׁ), uma palavra rara cujo sentido é discutido: "com clareza", "em partes" ou "traduzido". A tradição judaica antiga a lê como "traduzido", o que combina com o fato de o aramaico ser então a língua do dia a dia, e o hebraico, a da lei. Se for isso, a cena é de leitura seguida de tradução e explicação, como em muitas sinagogas depois. O texto, nos dois casos, diz o essencial: "faziam que, lendo, se entendesse".
Pense em quem estava na praça. Muitos talvez nunca tivessem ouvido a lei lida em voz alta, em Jerusalém. Quem tinha nascido na Babilônia talvez só conhecesse pedaços. O texto diz que "todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei" Ne 8.9. O que fazer com um povo que chora diante da Palavra? A resposta de Neemias, Esdras e dos levitas é a mais humana possível: "Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si" Ne 8.10. Choro e festa, mais uma vez juntos, como em Esdras 3.
05 — AS MULHERES ESTRANGEIRASO capítulo mais difícil
Há um episódio que quem estuda Esdras e Neemias não pode pular, porque é difícil e porque dividiu leitores em todas as épocas. Pouco depois da chegada de Esdras, os príncipes vêm dizer-lhe: "O povo de Israel, os sacerdotes e os levitas, não se têm separado dos povos destas terras" Ed 9.1. A acusação é de casamentos mistos: "tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e assim se misturou a linhagem santa com os povos dessas terras" Ed 9.2. A reação de Esdras é de luto: "rasguei as minhas vestes e o meu manto, e arranquei os cabelos da minha cabeça e da minha barba, e sentei-me atônito" Ed 9.3.
Enquanto ele ora, uma multidão chora, e um homem chamado Secanias propõe a solução: "façamos aliança com o nosso Deus de que despediremos todas as mulheres, e os que delas são nascidos" Ed 10.3. O povo se reúne em Jerusalém no nono mês, "tremendo por este negócio e por causa das grandes chuvas" Ed 10.9. Seguem-se meses de investigação (do primeiro dia do décimo mês ao primeiro do primeiro, Ed 10.16-17), e o livro termina com uma lista de nomes: "Todos estes tomaram mulheres estrangeiras; e alguns deles tinham mulheres de quem tiveram filhos" Ed 10.44. Em Neemias, anos depois, o problema volta: filhos que falavam meio asdodita Ne 13.24, e um neto do sumo sacerdote casado com a filha de Sambalate Ne 13.28.
É um texto que carrega muita dor humana: famílias desfeitas por decisão de uma assembleia. Como lê-lo? As posições são várias, e vale conhecê-las sem escolher por ninguém.
Uma leitura centrada na fidelidade religiosa. Para quem lê assim, o problema não é a origem dos povos como tal: as "abominações" de Esdras 9.1 são práticas de culto, e o medo é que a fé de Israel se dissolva, como já tinha ocorrido antes do exílio. O pacto de Neemias 10.30 vai na mesma linha: não dar filhas aos povos da terra. Outros leitores lembram que Esdras 9.2 fala em "linhagem santa", o que dá ao caso também uma dimensão de descendência, e os estudiosos debatem o peso de cada fator. Não há consenso sobre isso.
A leitura que vê excesso. Outros leitores, judeus e cristãos, veem aqui um rigor que a própria Bíblia balanceia em outros lugares. Rute, uma moabita (Rt 1.4), bisavó de Davi (Rt 4.17); e Isaías, que diz: "E aos filhos dos estrangeiros, que se unirem ao Senhor... também os levarei ao meu santo monte" Is 56.6-7. Para esses leitores, Esdras 9–10 é um episódio histórico real, mas não um modelo para todas as épocas.
A leitura histórica. Alguns historiadores lembram que, numa província pequena e frágil, a questão da identidade era também de sobrevivência social, e que o próprio texto mostra o casamento ligando a família do sumo sacerdote à de Sambalate Ne 13.28, ou seja, um laço político. Lembram ainda que os livros mostram só um lado dessa discussão.
No Novo Testamento, o assunto reaparece num contexto diferente: Paulo orienta o cristão casado com alguém que não crê a não se separar, se o outro consentir em viver com ele (1Co 7.12-14). As tradições cristãs leem a relação entre esse texto e Esdras de modos diferentes, e este livro não os decide.
Entre a pergunta do rei e a resposta de Neemias, o texto põe uma oração de poucos segundos: "Então orei ao Deus dos céus" Ne 2.4. Ele já vinha jejuando e orando desde a notícia Ne 1.4, e mesmo assim rezou de novo, ali, com o rei esperando. A oração longa prepara o coração; a oração curta o leva para dentro da sala. Quem ora só no quarto e nunca no meio da reunião, ou só no meio da reunião e nunca no quarto, não conhece Neemias por inteiro.
PARA FIXARO que ficou do capítulo
O copeiro e o rei
Em Nisã do ano 20 de Artaxerxes (c. 445 a.C.), Neemias pede para reedificar Jerusalém, e reza no meio da conversa Ne 2.4.
O muro em 52 dias
Pronto em 25 de Elul Ne 6.15, com os adversários Sambalate, Tobias e Gesém, que aparecem em documentos fora da Bíblia (Sambalate e Gesém).
Esdras e a carta do rei
Artaxerxes, "rei dos reis", autoriza a missão e a lei, com tesouro e isenção Ed 7.12-26. Data: 458 ou 398 a.C., conforme o rei.
A leitura da lei
Num dia só de leitura, o povo chora e depois festeja: "a alegria do Senhor é a vossa força" Ne 8.10.
Próximo capítulo: o império por dentro. A Estrada Real, a língua aramaica, as satrapias e a moeda, e a colônia judaica de Elefantina, no Egito, com seu templo e suas cartas.
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