Os PersasCapítulo 7 de 11 ⤓ PDF
Assuero, Hamã e Ester à mesa do banquete; pintura de Rembrandt
CAPÍTULO 7 DE 11

Assuero e Ester

Susã, a rainha e um povo marcado

Naquela noite o rei não consegue dormir, e a história vira. Este capítulo percorre o livro de Ester com a Pérsia ao fundo e faz a pergunta que o livro provoca: o que é história, o que é narrativa, e o que se sabe de verdade.

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Naquela noite o rei não consegue dormir. O texto é curto: "Naquela mesma noite fugiu o sono do rei; então mandou trazer o livro de registro das crônicas, as quais se leram diante do rei" Et 6.1.

Ponha a câmera no ombro de um escriba da corte, de pé, lendo em voz alta uma lista de feitos de anos atrás. Ele chega a um nome e a um episódio: dois camareiros que quiseram atentar contra o rei, e um judeu chamado Mardoqueu que os denunciou. O rei pergunta: "Que honra e distinção se deu por isso a Mardoqueu?" E os servos respondem: "Coisa nenhuma se lhe fez" Et 6.3. É o ponto em que a história vira. Este capítulo percorre o livro de Ester com a Pérsia ao fundo, e depois, sem pressa, faz a pergunta que o livro provoca: o que é história, o que é narrativa, e o que se sabe de verdade.

01 — A RAINHAUm banquete e um "não"

O livro abre em Susã, "nos dias de Assuero, o Assuero que reinou desde a Índia até a Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias" Et 1.1. É o mesmo banquete que abriu o Capítulo 1 deste livro, com seus copos de ouro diferentes e o vinho sem constrangimento. No sétimo dia, o rei, com o coração "alegre do vinho", manda trazer a rainha Vasti, com a coroa, "para mostrar aos povos e aos príncipes a sua beleza" Et 1.10-11. Ela recusa. O texto não diz por quê, e o rei, furioso, consulta os "sete príncipes dos persas e dos medos, que viam a face do rei" Et 1.14.

A resposta de Memucã é um edito: Vasti nunca mais entrará na presença do rei, e a medida deve, nas palavras de Memucã, ser escrita "nas leis dos persas e dos medos, e não se revogue" Et 1.19. O rei envia cartas a todas as províncias, "a cada província segundo a sua escrita, e a cada povo segundo a sua língua" Et 1.22. É uma frase que parece pequena e traz um retrato do império: uma administração que escreve a cada povo no próprio alfabeto. Ela voltará, com peso muito maior, nos capítulos 3 e 8.

🔎 A palavra original

O nome do rei, em hebraico, é ʼĂḥašwērôš (אֲחַשְׁוֵרוֹשׁ), que a ACF escreve "Assuero". A identificação padrão é com Xerxes I, porque o nome hebraico corresponde ao persa antigo Khshayarsha, de onde vem também o grego Xérxēs. O livro tem muitas palavras persas: o "edito" do rei é dāt (a mesma palavra do Capítulo 1), os "sátrapas" são ʼăḥašdarpĕnîm, e os cavalos dos correios, hā-ʼăḥaštᵉrānîm Et 8.10, trazem uma palavra rara, provavelmente de origem persa, cujo sentido exato é discutido (cavalos reais, mulas?). Essa mistura de hebraico e persa faz parte do que levou muitos a ver no autor alguém que conhecia bem o ambiente da corte.

02 — A JOVEM DE SUSÃHadassa, que é Ester

Em Susã vive "um homem judeu... cujo nome era Mardoqueu, filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, homem benjamita" Et 2.5. Ele criou uma prima órfã, "Hadassa (que é Ester, filha de seu tio)" Et 2.7. Quando o rei manda ajuntar moças bonitas para escolher uma nova rainha, Ester é levada à casa do rei, aos cuidados de Hegai, o guarda das mulheres. O texto diz que cada moça passava por "doze meses" de preparo, "seis meses com óleo de mirra, e seis meses com especiarias" Et 2.12 antes de ver o rei. E então:

"Assim foi levada Ester ao rei Assuero, à sua casa real, no décimo mês, que é o mês de tebete, no sétimo ano do seu reinado. E o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as virgens; e pôs a coroa real na sua cabeça, e a fez rainha em lugar de Vasti." Ester 2.16-17

Se Assuero é Xerxes, o sétimo ano é o de 479–478 a.C., depois do revés persa em Salamina. Ester esconde que é judia, a pedido de Mardoqueu. E Mardoqueu, sentado à porta do rei, descobre uma conspiração de dois camareiros, Bigtã e Teres. Avisa Ester, ela avisa o rei, os dois são enforcados, e o caso é "escrito nas crônicas perante o rei" Et 2.23. Ninguém lembra de recompensar o homem. Fica no registro.

👁️ Como era viver ali

Imagine viver como moça escolhida para o harém do rei. Nada de pedido de mão: uma convocação do Estado, um ano inteiro de óleos e perfumes, e uma noite diante do rei. Quem não era escolhida voltava para a "segunda casa das mulheres" e talvez nunca mais fosse chamada, a não ser que o rei se agradasse dela e a chamasse pelo nome Et 2.13-14. Era a condição das jovens escolhidas. O livro não comenta se Ester quis ou não. Ele só mostra que, dentro desse cenário que não escolheu, ela vai ser uma das pessoas mais importantes da história do seu povo.

03 — HAMÃUm povo "espalhado e dividido"

Depois dessas coisas, o rei engrandece "a Hamã, filho de Hamedata, agagita" Et 3.1. Todos os servos se curvam e se prostram diante dele, "porém Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava" Et 3.2. O texto não explica a razão. Fala só que Mardoqueu tinha declarado que era judeu Et 3.4. Muitos leitores lembram que Hamã é "agagita", isto é, associado a Agague, o rei dos amalequitas que Saul poupou 1Sm 15.8, e veem aí uma rivalidade de séculos. Outros acham que a recusa é de fé: curvar-se diante de um homem como se ele fosse um deus. O livro, repare, não escolhe nenhuma das duas. Como vimos no Capítulo 2, muitos historiadores acham que, para os persas, a prostração era etiqueta de hierarquia, e o que o texto mostra é uma recusa que os servos do rei entendem como desafio.

Hamã, "teve como pouco... o pôr as mãos só em Mardoqueu", quer destruir o povo todo Et 3.6. E escolhe a data por sorteio:

"No primeiro mês (que é o mês de Nisã), no ano duodécimo do rei Assuero, se lançou Pur, isto é, a sorte, perante Hamã, para cada dia, e para cada mês, até ao duodécimo mês, que é o mês de Adar." Ester 3.7

A acusação que ele faz ao rei é de uma frieza arrepiante: "Existe espalhado e dividido entre os povos em todas as províncias do teu reino um povo, cujas leis são diferentes das leis de todos os povos, e que não cumpre as leis do rei; por isso não convém ao rei deixá-lo ficar" Et 3.8. Ele oferece dez mil talentos de prata Et 3.9. O rei tira o anel e o dá a Hamã Et 3.10. As cartas saem, escritas "a cada província segundo a sua escrita", seladas com o anel do rei, levadas por correios a todas as províncias, para que se matasse a todos os judeus "em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês" Et 3.12-13.

🏺 O que a pá encontrou

A palavra Pur não é hebraica. O próprio livro a explica, "isto é, a sorte", e os estudiosos costumam ligá-la ao acádico pūru, "sorte". Quanto aos correios a cavalo, o sistema existiu mesmo: Heródoto elogia os mensageiros reais persas, que passavam a mensagem de mão em mão, de posto em posto, e diz que nem neve, nem chuva, nem calor, nem escuridão da noite os impedia de cumprir a tarefa (Histórias VIII, 98, tradução minha). Falaremos disso no Capítulo 9.

04 — "PARA TAL TEMPO COMO ESTE"A decisão de Ester

Quando Mardoqueu sabe, "rasgou as suas vestes, e vestiu-se de saco e de cinza... e clamou com grande e amargo clamor" Et 4.1. Pede a Ester que vá ao rei. Ela responde, com franqueza de quem conhece a corte, que quem entra no pátio interior sem ser chamado só tem a morte, "salvo se o rei estender para ele o cetro de ouro", e que ela não é chamada fazia trinta dias Et 4.11. A resposta de Mardoqueu é uma das mais citadas do livro:

"Então Mardoqueu mandou que respondessem a Ester: Não imagines no teu íntimo que, por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus. Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?" Ester 4.13-14

Ester decide, e pede um jejum de três dias Et 4.16: "e assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci". No terceiro dia ela se veste de rainha e fica no pátio. O rei estende o cetro Et 5.2. Ela não pede logo. Convida o rei e Hamã para um banquete, e depois para outro. Entre os dois, Hamã, feliz e furioso, aceita o conselho da mulher e dos amigos: uma forca "de cinqüenta côvados de altura" Et 5.14, algo como vinte e dois metros, onde enforcar Mardoqueu.

Friso de arqueiros em tijolos esmaltados do palácio de Dario em Susa, no Louvre
Friso de arqueiros, do palácio de Dario em Susa — tijolos de argila esmaltada, c. 510 a.C., Museu do Louvre (AO D 488). Escavado em Susa pela missão francesa de Marcel e Jane Dieulafoy, em 1885–1886. É a cidade onde o livro de Ester situa o palácio de Assuero. Fotografia de Jastrow (2007), em domínio público. Domínio público.

05 — A VIRADAA noite sem sono, e uma lei que não se desfaz

Aqui a cena do começo entra. O rei lê as crônicas, descobre a dívida com Mardoqueu e, justo quando Hamã chega, pergunta: "Que se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada?" Hamã, achando que é ele, descreve a mais alta honra, e o rei responde: "faze assim para com o judeu Mardoqueu" Et 6.10. É o próprio Hamã que leva Mardoqueu a cavalo pelas ruas, apregoando: "Assim se fará ao homem a quem o rei deseja honrar!" Et 6.11.

No segundo banquete, Ester fala. Ela diz: "Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem, e aniquilarem de vez" Et 7.4. E quando o rei pergunta quem fez isso, "O homem, o opressor, e o inimigo, é este mau Hamã" Et 7.6. Hamã é enforcado na forca que ele mesmo tinha feito Et 7.10.

Mas o problema continua. A ordem de Hamã estava escrita e selada, e "o documento que se escreve em nome do rei, e que se sela com o anel do rei, não se pode revogar" Et 8.8. A saída é uma segunda lei, que não anula a primeira, mas dá aos judeus o direito de se reunir e "defenderem as suas vidas" Et 8.11. A mesma máquina de cartas, selos e correios, agora a serviço dos judeus, leva a nova ordem a todas as províncias. A cena que fecha o capítulo 8 tem uma palavra rara: "muitos, dos povos da terra, se fizeram judeus, porque o temor dos judeus tinha caído sobre eles" Et 8.17.

🔎 A palavra original

"Se fizeram judeus" é, em hebraico, uma única palavra, mityahădîm (מִתְיַהֲדִים), um verbo que só aparece aqui em toda a Bíblia hebraica e que significa "tornar-se judeu" (ou, em outra leitura, "fazer-se passar por judeu"). O nome "judeu" (yᵉhûdî) vem de Judá, e já designava, no tempo do livro, o povo inteiro, e não só os descendentes da tribo. No tempo persa, a própria província se chamava Yehud (Capítulo 5).

O capítulo 9 conta o que aconteceu no dia 13 de Adar. Os judeus se reúnem e se defendem: em Susã mataram quinhentos homens no primeiro dia Et 9.6 e, no dia seguinte, trezentos Et 9.15; nas províncias, "setenta e cinco mil" Et 9.16. Há um detalhe que o texto repete três vezes: "ao despojo não estenderam a sua mão" Et 9.10. A lei de Hamã permitia saquear os bens dos judeus Et 3.13, e a segunda lei também permitia o saque Et 8.11. Segundo o autor, eles não o fizeram. Os números são grandes e os leitores debatem como entendê-los, como veremos adiante.

E a festa nasce: "guardassem o dia catorze do mês de Adar, e o dia quinze do mesmo, todos os anos" Et 9.21. O nome vem da palavra que abriu a trama: "àqueles dias chamam Purim, do nome Pur" Et 9.26. Purim não está na Torá: a festa tem origem neste livro.

06 — HISTÓRIA OU NARRATIVA?O que se sabe, e o que não se sabe

Chegou a hora de ser honesto sobre o livro. Nenhum documento persa ou grego da época menciona Ester, Vasti, Hamã ou a ordem de matar os judeus. Isso não é pouca coisa, mas também não é prova de que o livro seja invenção: a documentação persa que sobreviveu é fragmentária. Os especialistas se dividem em três grandes leituras.

1. Um relato histórico, com marcas literárias. Estudiosos como Tremper Longman e Raymond Dillard, e comentaristas mais antigos (a International Standard Bible Encyclopedia, de 1939, e Joyce Baldwin, em 1984), defendem que os problemas históricos têm solução e que o núcleo é fato. Eles destacam o conhecimento do ambiente persa (os nomes dos meses, as palavras persas, os palácios, as cartas, os correios) como indício de um autor que conhecia a corte.

2. Uma novela histórica. É a posição de muitos estudiosos: Jon Levenson, a New Oxford Annotated Bible (2018) e Lloyd Llewellyn-Jones, por exemplo, falam de uma "novela histórica" ambientada no império persa: um texto que usa um cenário real para contar uma história de outro tipo. Entre os argumentos costumam aparecer a falta de menção fora da Bíblia, as cifras grandes (a forca de 50 côvados, as 127 províncias, os 75 mil mortos) e a estrutura de reviravoltas e inversões.

3. Uma lenda de origem de Purim. Uma variante da segunda leitura: o livro teria sido composto para explicar uma festa que já existia ou que se queria estabelecer. É a opinião mais difundida entre os críticos, embora contestada. A mais antiga menção a um "dia de Mardoqueu" fora do livro está em 2 Macabeus 15.36, no séc. II a.C.

Vale olhar os problemas concretos, um a um.

Vasti e Amestris. A esposa de Xerxes, segundo Heródoto, chamava-se Amestris, filha de um nobre persa chamado Otanes (Histórias VII, 61). Alguns identificam Vasti com ela, mas Amestris continuou a ser uma figura poderosa por muito tempo, o que dificulta a ideia de que tenha sido deposta no começo do reinado. Outros acham que Vasti e Amestris são mulheres diferentes, ou que cada tradição guardou o nome de modo diferente.

Uma rainha judia? Heródoto diz que, depois da conspiração dos sete contra o falso rei, ficou estabelecido que o rei "não poderia casar-se com ninguém, a não ser com mulheres das famílias dos que tinham se levantado com ele" (Histórias III, 84, tradução minha, em resumo). Se a regra valesse à letra, uma jovem judia órfã não poderia ser rainha. Não se sabe se ela valia para todas as esposas do rei, nem se Heródoto a descreve com exatidão, e a questão fica em aberto.

A idade de Mardoqueu. Ester 2.5-6 diz que Mardoqueu "fora transportado de Jerusalém, com os cativos que foram levados com Jeconias", ou seja, em 597 a.C. Em 479, ele teria mais de cem anos. A frase em hebraico admite uma leitura em que "fora transportado" se refere ao bisavô, Quis, e não a Mardoqueu, e essa leitura resolve a conta.

Números. As "cento e vinte e sete províncias" (Capítulo 1) não são as vinte satrapias de Heródoto, mas a palavra hebraica mᵉdînāh pode designar unidades menores. Já as cifras de 10 mil talentos de prata (Hamã) e 75 mil mortos são o tipo de número que muitos leitores entendem como grande, simbólico ou enfático, e outros tomam ao pé da letra.

🏺 O que a pá encontrou

Susã. A cidade onde o livro situa o palácio de Assuero foi escavada, em 1851, por William Loftus e, a partir de 1885, pelos franceses Marcel e Jane Dieulafoy, que acharam tijolos esmaltados, bases e capitéis de colunas de um palácio aquemênida. Dario descreve em uma inscrição a construção do seu palácio ali, e o friso de arqueiros, hoje no Louvre, vem de lá. O livro de Ester descreve o pátio do jardim, com colunas de mármore e cortinas Et 1.5-6. Os dois quadros combinam em estilo, mas não há objeto que prove que aquele banquete aconteceu. O nome Marduka. Aparece como nome de funcionários persas em mais de trinta textos do tempo de Dario I e Xerxes, segundo uma síntese de estudiosos. O nome parece vir de Marduque, deus de Babilônia, e corresponde ao "Mardoqueu" da Bíblia. Mas o nome era comum: alguns propuseram ligar um desses Mardukas ao Mardoqueu bíblico, e a ideia não tem aceitação geral. Qumran. Entre os Manuscritos do Mar Morto, até hoje, não foi identificado nenhum fragmento de Ester, ao contrário da maioria dos outros livros bíblicos. Há várias explicações, e nenhuma é conclusiva.

⚠️ Em resumo: o livro conhece bem a Pérsia, mas ninguém, fora dele, nos fala da sua trama. Quem o lê como história e quem o lê como narrativa de fé estão diante dos mesmos dados.

Duas observações finais, que pesam muito para quem estuda o livro. Deus não é nomeado. Ester é, junto com Cantares, um dos dois livros da Bíblia hebraica em que o nome de Deus não aparece. A tradição judaica o lê como a providência escondida: Deus age sem se mostrar. Uma pista que muitos leitores notam é a frase de Mardoqueu, "socorro e livramento de outra parte sairá" Et 4.14. E há versões diferentes do livro. A tradução grega antiga (Septuaginta) traz seis acréscimos, entre eles orações e cartas dos reis, em que Deus é mencionado. As Bíblias católicas e ortodoxas os incluem, e as protestantes seguem apenas o texto hebraico, como a ACF que citamos aqui.

🌱 Semente de sermão

"Quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?" Et 4.14 Mardoqueu não afirma que sabe. Ele diz "quem sabe". E o livro mostra uma coisa rara: Deus não é citado, e a história inteira acontece como se ele estivesse na sala. A providência, às vezes, não vem com voz; vem com uma noite sem sono, uma lista de crônicas e uma decisão corajosa tomada sem garantia. Ester disse "se perecer, pereci" antes de saber o fim. A fé do livro não está em ter certeza do resultado, e sim em levantar-se mesmo assim.

PARA FIXARO que ficou do capítulo

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Assuero é Xerxes

A identificação padrão. A trama vai de c. 483 a c. 473 a.C., entre o banquete, o sétimo ano (Tebete) e o dia 13 de Adar.

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Pur e Purim

Hamã lança "Pur, isto é, a sorte" Et 3.7, e a festa de Purim leva o nome dele.

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Uma lei que não se revoga

A ordem de matar não pode ser desfeita Et 8.8; a saída é uma segunda lei que permite a defesa.

⚖️

História ou novela?

Nenhum documento fora da Bíblia cita a trama. Há três leituras (relato histórico, novela histórica, lenda de Purim), e o livro não nomeia Deus.

Próximo capítulo: Artaxerxes, o escriba Esdras e o copeiro Neemias, e como um rei persa mandou reconstruir o muro de Jerusalém.

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