Os PersasCapítulo 1 de 11 ⤓ PDF
Colunas e portais das ruínas de Persépolis; litografia colorida de Eugène Flandin
CAPÍTULO 1 DE 11

Quem eram

Medos, persas e o planalto que virou império

Antes de ver a Pérsia cruzando a Bíblia, é preciso saber quem eram essas duas gentes, os persas e os medos, e como um vassalo do planalto do Irã chegou ao palácio de Susã.

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Cento e oitenta dias de festa, e o rei ainda não acabou de mostrar o que tem. O texto diz que o banquete era "para mostrar as riquezas da glória do seu reino, e o esplendor da sua excelente grandeza" Et 1.4. Quando os dias se acabam, vem outra festa, de sete dias, para todo o povo da cidadela de Susã, no pátio do jardim do palácio real.

Ponha a câmera no ombro de um morador da cidadela, desses que entram "desde o maior até ao menor" Et 1.5. Ele passa por cortinas presas em argolas de prata e pisa um chão de mármore em quatro cores. Alguém lhe põe na mão um copo de ouro. O copo do vizinho é diferente do dele. Ninguém o obriga a beber: o rei mandou que cada um bebesse como quisesse Et 1.8. É o retrato de um império que sabia ser rico e sabia mostrar isso. Mas a primeira frase do banquete já traz uma pista: o rei recebe "o poder da Pérsia e Média" Et 1.3. Duas gentes, não uma. Quem eram elas, e como chegaram a um palácio assim?

"As tapeçarias eram de pano branco, verde, e azul celeste, pendentes de cordões de linho fino e púrpura, e argolas de prata, e colunas de mármore; os leitos de ouro e de prata, sobre um pavimento de mármore vermelho, e azul, e branco, e preto." Ester 1.6

01 — O PLANALTOA terra de montanhas e planícies de sal

Pense numa grande bacia de terra alta, cercada de cordilheiras. É o planalto do Irã. No oeste, as montanhas de Zagros descem em degraus até as planícies quentes do rio Karun e do Ulai, onde fica Susã, a cidadela que Daniel descreve: "eu estava na cidadela de Susã, na província de Elão" Dn 8.2. No sul, mais alto e mais seco, fica a região que os gregos chamaram Pérsis, hoje a província iraniana de Fars. É dali que vêm os persas. No noroeste, a cidade de Ecbatana (a Hamadã de hoje) era o centro dos medos.

Três nomes dessa geografia aparecem na Bíblia, em épocas diferentes, e vale separá-los.

Elão. É o mais antigo. Elão é filho de Sem Gn 10.22, e o reino de Elão, com capital em Susã, já era velho quando os persas chegaram à região. Mais tarde os persas continuaram a usar a língua elamita nos seus documentos de administração, como veremos no Capítulo 10.

Madai. Na lista dos filhos de Jafé aparece "Madai" Gn 10.2. É o nome hebraico dos medos. Os persas, curiosamente, não aparecem na tabela das nações de Gênesis 10. Entram na Bíblia só muito depois, e já como força militar.

Paras. É a Pérsia. A primeira vez que o nome surge num texto de profeta é num lugar inesperado, entre os soldados de aluguel de Tiro: "Os persas, e os lídios, e os de Pute eram no teu exército os teus soldados" Ez 27.10. Ezequiel escrevia no exílio, antes de Ciro tomar a Babilônia. Os persas já eram conhecidos como guerreiros, mas ainda não como donos do mundo.

🔎 A palavra original

Em hebraico, a Pérsia é Paras (פָּרַס) e a Média é Madai (מָדַי). O nome "Pérsia" que usamos veio do grego Pérsis, tirado de Pārsa, o nome que os próprios persas davam à sua terra. "Susã" é Shushan (שׁוּשַׁן), forma hebraica de um nome de origem elamita. E "Acmeta" (Ed 6.2) é Achmetha (אַחְמְתָא), forma aramaica de Ecbatana. Os nomes de lugar de Esdras, Neemias e Ester são palavras de outras línguas que o hebraico ouviu e guardou.

Mapa do Império Persa por volta de 500 a.C., com as fronteiras das satrapias (pontilhado) e a Estrada Real (linha cheia). do Atlas Histórico de William R. Shepherd
O Império Persa por volta de 500 a.C. — mapa de William R. Shepherd, Historical Atlas (1923), Perry-Castañeda Library Map Collection, Universidade do Texas. Em verde, a extensão do império no tempo de Dario I, do Egito e da Trácia até o vale do Indo, com as fronteiras das satrapias (pontilhado) e a Estrada Real (linha cheia). Domínio público.

02 — OS MEDOSOs vizinhos do norte, e um império em debate

Nas narrativas da Bíblia, os medos aparecem primeiro como destino de deportados. Quando a Assíria tomou Samaria, o rei "levou Israel cativo para a Assíria; e fê-los habitar em Hala e em Habor junto ao rio de Gozã, e nas cidades dos medos" 2Rs 17.6. O texto não conta como era viver lá. Sabemos só que a Assíria já avançava sobre a região fazia tempo: os medos aparecem nos textos assírios a partir do séc. IX a.C., e Sargão II fundou fortalezas assírias em Harhar e Kishesim por volta de 716 a.C. É nesse mundo de fronteira, e não num reino medo grandioso, que a Bíblia coloca os exilados de Israel.

Os medos não deixaram textos próprios. O que temos deles vem de fora: dos assírios, que os descrevem como muitos pequenos chefes, "senhores de cidade", e de Heródoto, o historiador grego, que conta um reino medo unificado, fundado por um certo Dejoces, com capital em Ecbatana. Parte dos especialistas hoje duvida de que tenha existido, no séc. VII a.C., um "império medo" tão forte quanto o de Heródoto. Os sítios escavados em território meda, como Tepe Nush-i Jan (um complexo religioso, com templo e altar do fogo) e Godin Tepe (a residência fortificada de um senhor local), mostram elites regionais, e não necessariamente um grande Estado. A posição mais cautelosa é esta: houve medos poderosos, que com os babilônios ajudaram a derrubar Nínive, em 612 a.C., mas o tamanho do reino deles continua em discussão.

O que a Bíblia faz com os medos é interessante. Ela os chama de instrumento de Deus contra a Babilônia, muito antes de isso acontecer: "Eis que eu despertarei contra eles os medos, que não farão caso da prata, nem tampouco desejarão ouro" Is 13.17. Jeremias fala com o verbo no passado, como quem já vê a cena: "o SENHOR despertou o espírito dos reis da Média" Jr 51.11. Em Daniel, o último rei da Babilônia ouve na parede que seu reino foi "dado aos medos e aos persas" Dn 5.28. Por isso "medos e persas" virou uma expressão fixa: aparece na "lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar" de Daniel Dn 6.8 e nas "leis dos persas e dos medos" de Ester Et 1.19.

🔎 A palavra original

Repare no verbo. Em Isaías 13.17, Deus diz que vai "despertar" os medos. Em Jeremias 51.11, ele "despertou" o espírito dos reis da Média. E em Esdras 1.1, "despertou" o espírito de Ciro. Nos três lugares o hebraico usa o mesmo verbo, ʿûr (עוּר), "acordar", na forma causativa: fazer alguém acordar, pôr em movimento. É a linguagem de quem sacode um adormecido. Para o autor bíblico, o avanço dos medos e dos persas não era só política de um planalto distante: era uma mão acordando um povo para uma tarefa. Os próprios medos e persas, claro, contariam a história de outro jeito, e este livro mostra as duas versões.

03 — O PEQUENO REI DE ANSHANComo um vassalo virou rei do mundo

Os persas começam pequenos. No séc. VI a.C. são vassalos dos medos, e o chefe deles é Ciro, "rei de Anshan", uma região do sul do Irã: assim a Crônica de Nabonido o chama. Ciro assumiu o trono de Anshan em 559 a.C. (cronologia convencional), se rebelou contra o rei medo Astíages por volta de 553 e, em 550, ganhou a guerra. A Crônica, um texto babilônico da época, resume em poucas linhas: Astíages marchou contra Ciro, mas o exército dele se revoltou, prenderam-no e o entregaram a Ciro (Crônica de Nabonido, ano 6, tradução minha). Em seguida Ciro entrou em Ecbatana e levou prata, ouro e bens para Anshan.

Com o reino dos medos nas mãos, o pequeno rei andou depressa: tomou a Lídia e Sardes, no oeste, por volta de 547 a.C., e chegou à Babilônia em outubro de 539 a.C. Essa é a história do Capítulo 3. Os que vieram depois dele completaram o desenho do império.

Cambises II (530–522 a.C.), filho de Ciro, conquistou o Egito, em 525. A Bíblia não o menciona por nome. É um dos silêncios mais curiosos do livro de Esdras: o texto salta de Ciro para Dario.

Dario I (522–486 a.C.) tomou o trono numa crise e a contou numa grande inscrição, em Behistun (Capítulo 10). Foi ele quem organizou o império em satrapias e começou Persépolis. É o rei de Ageu, de Zacarias e do templo terminado (Capítulos 5 e 6).

Xerxes I (486–465 a.C.) é o que a Bíblia chama de Assuero, em hebraico Achashverosh. Invadiu a Grécia e sofreu o revés de Salamina. É o rei de Ester (Capítulo 7).

Artaxerxes I (465–424 a.C.) é o rei de Neemias e, na leitura mais comum, também o de Esdras (Capítulo 8).

Depois deles vem uma sequência de reis que quase não aparecem na Bíblia: Dario II, Artaxerxes II, Artaxerxes III e, por fim, Dario III, derrotado por Alexandre, o Grande, em 331 e morto em 330 a.C. (Capítulo 11).

Só quatro nomes de reis persas aparecem nas páginas da Bíblia: Ciro, Dario, Assuero e Artaxerxes. Daniel fala também de um "Dario, o medo", e sobre ele há debate (Capítulo 4). Há ainda um "Dario, o persa" em Neemias Ne 12.22, que pode ser Dario II ou Dario III. A Bíblia não diz qual, e os estudiosos se dividem.

🏺 O que a pá encontrou

A cronologia que você acabou de ler vem de fontes que se completam. Do lado persa, as inscrições reais (Behistun, Persépolis, Susa) e os arquivos de Persépolis. Do lado babilônio, as crônicas em tabuinhas de argila, que registram ano a ano o que o rei fez. Do lado grego, Heródoto, Ctésias e Xenofonte. Um dos pontos de apoio é a Crônica de Nabonido, hoje no Museu Britânico, que registra a queda de Babilônia em 539 a.C. Os gregos contam histórias mais coloridas, mas parte delas é suspeita: a ligação de Ciro com a família real meda, em Heródoto (ele seria neto de Astíages, filho de uma filha dele), pode ter sido inventada para legitimar o seu poder.

⚠️ Datas como "553" ou "550" para a queda do rei medo variam um ou dois anos conforme a fonte e o especialista. Uso aqui a cronologia mais comum (Ciro, 559; Cambises, 530; Dario, 522; Xerxes, 486; Artaxerxes I, 465; Alexandre, 330 a.C.).

04 — O IMPÉRIODo Indo ao Egito, em vinte e tantas satrapias

No tempo de Dario I o império ia do vale do Indo, no leste, até o Egito e a Trácia, no oeste. Segundo os historiadores, foi o maior império que o mundo tinha visto até então. Para mantê-lo de pé, Dario o dividiu em províncias chamadas satrapias, cada uma sob um governador, o sátrapa. Heródoto conta vinte e anota o tributo de cada uma (Histórias III, 89-96), mas o número variou ao longo dos séculos: os especialistas falam de algo entre vinte e trinta. A Bíblia conhece o sistema por dentro. Em Ester, o decreto vai "aos sátrapas, e aos governadores, e aos líderes das províncias", da Índia até a Etiópia: "cento e vinte e sete províncias" Et 8.9. Em Esdras, o rei manda ordens "aos seus sátrapas, e aos governadores dalém do rio" Ed 8.36. O "além do rio" é o Eufrates: do ponto de vista de quem governava de Susa e da Babilônia, a Judeia ficava do outro lado. O Capítulo 9 desmonta essa máquina, com a estrada, a língua e a moeda.

Uma observação sobre números. As "cento e vinte e sete províncias" de Ester não são as vinte satrapias de Heródoto. Muitos estudiosos entendem que a palavra hebraica, medinah, designa unidades administrativas menores do que a satrapia, e então os dois números não brigam. É um exemplo de uma regra que este livro vai repetir: antes de dizer que "a Bíblia e a história divergem", é preciso ver se os dois falam da mesma coisa.

🔎 A palavra original

Muitas palavras de governo em Esdras, Neemias e Ester são persas, entradas no hebraico e no aramaico da Bíblia. "Sátrapa" é ʼăchashdarpan (אֲחַשְׁדַּרְפַּן), do persa antigo khshathrapāvan, geralmente explicado como "protetor do reino". "Decreto" ou "lei" é muitas vezes dāt (דָּת), outra palavra persa. "Tesoureiro", em Esdras 1.8, é gizbar (גִּזְבָּר), também de origem persa. E a "floresta do rei" de Neemias 2.8, de onde Neemias pede madeira, é pardēs (פַּרְדֵּס), a origem remota da nossa palavra "paraíso": um parque cercado, um jardim real. Quando a Bíblia fala em linguagem de palácio, soa persa.

05 — O DIA A DIAMontar, atirar e dizer a verdade

👁️ Como era viver ali

Heródoto, grego do séc. V a.C., conta o que lhe diziam sobre os persas. Os meninos ficavam com as mulheres até os cinco anos. Dos cinco aos vinte, ensinavam-lhes só três coisas: montar a cavalo, atirar com o arco e dizer a verdade (Histórias I, 136, tradução minha). Para um persa, diz ele, a coisa mais vergonhosa era mentir, e a segunda, dever dinheiro, porque quem deve acaba mentindo (I, 138). O dia do aniversário era a grande festa, e os ricos serviam um boi, um cavalo ou um camelo inteiros, assados no forno (I, 133). Ele afirma ainda que discutiam os assuntos mais sérios bebendo, e que na manhã seguinte, sóbrios, o dono da casa trazia a conclusão de volta: se ainda agradasse, valia (I, 133). Ao se encontrarem na rua, os iguais se beijavam na boca, os de posição um pouco menor, no rosto, e o muito inferior se prostrava (I, 134).

Esse quadro tem limites. Heródoto era grego, escrevia sobre rivais, e parte do que conta é estereótipo. Mas ajuda a ler Ester com os olhos certos: o banquete em que cada um bebe como quer, a corte em que se prostrar diante de um superior é etiqueta, o grupo seleto dos que "viam a face do rei" Et 1.14.

Os persas gostavam de jardins. A palavra pardēs, que a Bíblia usa em Neemias, aparece também em Eclesiastes 2.5 (as "hortas e jardins") e em Cantares 4.13 (o "pomar"). Heródoto registra de passagem que os persas reverenciavam os rios e não os sujavam (I, 138). Em Pasárgada, a capital de Ciro, o plano do lugar era o de um grande parque com pavilhões. Um dos poucos retratos serenos que temos deles é este: gente que gostava de água, de sombra e de árvore, no meio de um planalto seco.

🌱 Semente de sermão

O mesmo verbo, "despertou", aparece para os medos contra a Babilônia Is 13.17 e para Ciro a favor de Jerusalém Ed 1.1. Um povo que, num capítulo, é o martelo, noutro é o mensageiro. A Bíblia não desenha um "povo bom" e um "povo mau" no mapa. Mostra um Deus que pode pôr em movimento qualquer um, sem pedir licença à imagem que a gente faz dele. Quando um poder desconhecido se move, a pergunta bíblica não é "de que lado ele está?", e sim "quem o despertou?".

LINHA DO TEMPOA Pérsia inteira, com a Bíblia marcada

Datas aproximadas, na cronologia convencional. O símbolo 📖 marca onde o texto bíblico cruza com cada época.

Séc. IX a.C. — Os medos nos anais assírios
Os medos aparecem pela primeira vez nos textos, nas campanhas assírias na região do Zagros.
c. 722–716 a.C. — Samaria cai; fortalezas assírias na Média
📖 Israel é levado cativo e posto "nas cidades dos medos" (2Rs 17.6; 18.11). Sargão II funda fortalezas em Harhar e Kishesim (c. 716 a.C.).
c. 612 a.C. — Queda de Nínive
Medos e babilônios derrubam a capital assíria. O tamanho do reino medo é debatido.
559 a.C. — Ciro, rei de Anshan
O pequeno reino persa, vassalo dos medos, ganha o rei que vai mudar tudo.
c. 550 a.C. — Ciro derrota Astíages
O exército medo se revolta, Astíages é entregue a Ciro e Ecbatana é tomada.
c. 547 a.C. — Sardes e a Lídia
Ciro conquista o oeste da Ásia Menor.
Outubro de 539 a.C. — A Babilônia
📖 Cumpre-se o que Isaías e Jeremias disseram dos medos e, em Daniel, a escrita na parede (Is 13.17; Jr 51.11; Dn 5.28).
c. 538 a.C. — Primeiro ano de Ciro "sobre a Babilônia"
📖 O decreto que abre o caminho de volta (2Cr 36.22-23; Ed 1.1-4).
530–522 a.C. — Cambises II
Conquista o Egito, em 525. A Bíblia não o cita.
522–486 a.C. — Dario I
📖 Behistun, as satrapias, Persépolis. O templo de Jerusalém é terminado em c. 516–515 a.C. (Ed 5–6; Ag; Zc).
486–465 a.C. — Xerxes I (Assuero)
📖 O banquete de Susã, Vasti, Ester e Mardoqueu (Et). Ao fundo, a guerra contra a Grécia.
465–424 a.C. — Artaxerxes I
📖 Neemias e, na leitura mais comum, Esdras (Ed 7–10; Ne).
423–338 a.C. — Dario II, Artaxerxes II e III
Reis que a Bíblia quase não nomeia. Em Elefantina, no Egito, uma colônia militar judaica pede ajuda para reconstruir seu templo (407 a.C.).
336–330 a.C. — Dario III
📖 Alexandre vence em Gaugamela (331) e destrói palácios de Persépolis (330). Daniel 8 fala do bode que derruba o carneiro de dois chifres (Dn 8.20-21).

PARA FIXARO que ficou do capítulo

⛰️

Terra alta, povos pequenos

Elão no sudoeste, os medos no noroeste e os persas em Fars. Os persas nem aparecem na tabela das nações de Gênesis 10.

⚖️

Os medos em debate

Eles não deixaram textos. Houve medos poderosos, mas o tamanho do "império medo" de Heródoto ainda é discutido.

👑

Quatro reis com nome

Ciro, Dario, Assuero e Artaxerxes. Cambises, filho de Ciro, não aparece na Bíblia.

🗺️

Um império em satrapias

Governadores sobre vinte e tantas províncias, com a Judeia "além do rio". As palavras de governo em Esdras e Ester são persas.

Próximo capítulo: no que os persas acreditavam, o deus Aúra-Masda e o que se sabe, e não se sabe, sobre Zoroastro.

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