Os PersasCapítulo 6 de 11 ⤓ PDF
Quatro carros com anjos alados saem de um desfiladeiro, visão de Zacarias; gravura de Gustave Doré
CAPÍTULO 6 DE 11

Dario, Ageu e Zacarias

O templo termina e o rei confirma o decreto

"É tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica deserta?" Dois profetas, um governador e um rei persa que manda procurar nos arquivos: este capítulo conta como a obra recomeçou e como o templo foi terminado.

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"Porventura é para vós tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica deserta?" A pergunta vem num dia de lua nova, de um profeta chamado Ageu, e é dirigida ao governador Zorobabel e ao sumo sacerdote Josué Ag 1.1-4.

Ponha a câmera numa dessas casas, de paredes forradas de madeira, e deixe a pergunta bater na porta. Dezoito anos tinham passado desde o decreto de Ciro. No relato de Esdras, os alicerces do templo estavam lá, mas a obra estava parada. Este capítulo conta como ela recomeçou, com dois profetas, um governador e um rei persa que mandou procurar nos arquivos. E conta que, no fim, o templo ficou pronto.

01 — O ANO DE 520Um império em reviravolta

A data com que Ageu abre o seu livro conta o tempo pelo reinado do rei persa: "No segundo ano do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês" Ag 1.1. Não há mais um rei de Judá para dar nome ao ano. O ano vem do império, e o mês, do calendário de Israel. Pelas contas mais comuns, é o final de agosto de 520 a.C.

Dario tinha cerca de dois anos de reinado e saía de uma crise. Em 522 a.C., depois da morte de Cambises e de uma disputa pelo trono, ele tinha tomado o poder, e passara o ano seguinte esmagando rebeliões em várias partes do império. Ele conta, na inscrição de Behistun (Capítulo 10), dezenove batalhas em cerca de um ano, e o relevo mostra nove rebeldes amarrados diante dele, com um décimo caído sob os seus pés. Alguns comentaristas leem nesse cenário o pano de fundo de frases como "Ainda uma vez, daqui a pouco, farei tremer os céus e a terra, o mar e a terra seca" Ag 2.6 e "transtornarei o trono dos reinos" Ag 2.22. É uma leitura possível, mas o texto não cita Dario nem as revoltas, e há quem prefira ver aí uma linguagem profética sobre o fim dos impérios em geral.

O título de Zorobabel também mostra a Pérsia: ele é "governador de Judá" Ag 1.1, e a palavra hebraica é peḥāh (פֶּחָה), "governador de província", geralmente tida como de origem acádica. Judá é uma província persa, e quem a governa faz parte do sistema de Dario.

02 — AGEU"Considerai os vossos caminhos"

O primeiro recado de Ageu é um balanço doméstico. "Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vestis-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado" Ag 1.6. É o retrato de anos de colheita ruim e de dinheiro que não rende. Ageu diz que tudo isso tem a ver com as prioridades: o povo cuidava das próprias casas e deixava a casa de Deus em ruínas.

E, de modo incomum, ele é obedecido. Em menos de um mês, a obra começa. O texto mostra como Deus, de novo, desperta as pessoas: "E o Senhor suscitou o espírito de Zorobabel... e o espírito de Josué... e o espírito de todo o restante do povo, e eles vieram, e fizeram a obra na casa do Senhor dos Exércitos, seu Deus" Ag 1.14.

🔎 A palavra original

O verbo que a ACF traduz por "suscitou" em Ageu 1.14 é, em hebraico, wayyāʿar (וַיָּעַר), do mesmo verbo ʿûr, "acordar", que vimos nos Capítulos 1 e 3. Já vimos esse verbo agir sobre os medos Jr 51.11, sobre Ciro Ed 1.1 e sobre o povo Ed 1.5. Em Ageu ele volta uma vez mais, agora sobre o governador, o sacerdote e o resto do povo. Quem lê em hebraico percebe o fio: a história da volta é, em boa parte, uma história de despertares. E em Ageu 2.23, o título que Zorobabel recebe também é uma palavra de peso: "far-te-ei como um anel de selar", de ḥôtām (חוֹתָם), "anel de selo", o objeto com que o rei assina. Há aí um eco de Jeremias 22.24, onde Deus dissera que, ainda que Conias (o rei Jeconias, de quem Zorobabel descende, segundo 1Cr 3.17-19) fosse o anel de selar na sua mão direita, ele o arrancaria. Para muitos leitores, Ageu 2.23 reverte essa rejeição na pessoa de um descendente dele.

No dia 21 do sétimo mês vem a segunda mensagem, e ela fala diretamente aos velhos que choraram em Esdras 3: "Quem há entre vós que, tendo ficado, viu esta casa na sua primeira glória? E como a vedes agora? Não é esta como nada diante dos vossos olhos, comparada com aquela?" Ag 2.3. A resposta de Deus não nega a comparação. Ele diz "esforça-te" três vezes (ao governador, ao sacerdote e ao povo), promete a sua presença Ag 2.4-5 e conclui: "A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz" Ag 2.9.

Na terceira mensagem, no dia 24 do nono mês, Ageu faz perguntas aos sacerdotes sobre o que é puro e impuro, e mostra que a santidade não passa por contágio, mas a impureza passa Ag 2.11-14. Depois vem a promessa de bênção: "Considerai, pois, vos rogo, desde este dia em diante; desde o vigésimo quarto dia do mês nono, desde o dia em que se fundou o templo do Senhor" Ag 2.18. Essa frase tem uma dificuldade: Esdras 3 já tinha dito que os alicerces foram lançados anos antes, sob Ciro. Algumas leituras tratam a fala de Ageu como uma refundação, ou como o início da construção da estrutura. Outras veem aí a prova de que a verdadeira fundação foi nesse ano de 520, e de que o relato de Esdras 3 resume, em um só momento, duas fases de obra. O texto não decide.

A última palavra de Ageu, no mesmo dia, é para Zorobabel. "Tomar-te-ei, ó Zorobabel, servo meu, filho de Sealtiel, diz o Senhor, e far-te-ei como um anel de selar; porque te escolhi" Ag 2.23. É uma promessa estranha, e a Bíblia não conta como ela se cumpriu. Depois de Zacarias, o nome de Zorobabel desaparece do texto, e ninguém sabe o que lhe aconteceu. Há teorias, mas nenhuma tem fonte antiga que a sustente. É melhor ficar com o silêncio do texto.

03 — ZACARIASOito noites num só sonho

Dois meses depois de Ageu, vem outro profeta, Zacarias, "filho de Baraquias, filho de Ido" Zc 1.1. Esdras o liga a Ageu: os dois profetas "profetizaram aos judeus que estavam em Judá, e em Jerusalém" Ed 5.1. O livro começa com um convite: "Tornai-vos para mim, diz o Senhor dos Exércitos, e eu me tornarei para vós" Zc 1.3.

Em seguida vêm as visões, que a maioria dos comentaristas conta como oito, numa mesma noite: cavalos que percorrem a terra, quatro chifres e quatro ferreiros, um homem com uma corda de medir, o sumo sacerdote Josué, o candelabro de ouro entre duas oliveiras, um rolo voando, uma mulher dentro de um cesto e quatro carros que saem entre dois montes. São imagens estranhas, e cada uma tem sua leitura. Três cenas servem ao nosso assunto.

A roupa suja de Josué. O sumo sacerdote aparece diante do anjo do Senhor, de roupas sujas, e "Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor" Zc 3.1. A resposta é: "O Senhor te repreenda, ó Satanás, sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreenda; não é este um tição tirado do fogo?" Zc 3.2. Tiram-lhe a roupa suja e lhe vestem roupas finas: "tenho feito com que passe de ti a tua iniqüidade" Zc 3.4.

O candelabro e o governador. A palavra mais citada do livro está na visão do candelabro, e é dirigida a Zorobabel: "Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos" Zc 4.6. E, a quem achava a obra pequena demais, vem a pergunta: "quem despreza o dia das coisas pequenas?" Zc 4.10. Com ela vem a promessa: "As mãos de Zorobabel têm lançado os alicerces desta casa; também as suas mãos a acabarão" Zc 4.9.

As coroas. Num gesto simbólico, Zacarias recebe a ordem de fazer coroas de prata e ouro e colocá-las "na cabeça do sumo sacerdote Josué, filho de Jozadaque" Zc 6.11. É uma cena que os leitores leram de modos diferentes, porque o governador, descendente de Davi, era Zorobabel, e quem recebe a coroa é um sacerdote. Uns veem um sinal de que sacerdócio e realeza se aproximavam; outros, um gesto que aponta para um governante ainda por vir. As tradições judaica e cristã leem esse futuro de jeitos diferentes. O texto não diz mais do que isso.

🔎 A palavra original

Em Zacarias 3.1, o hebraico diz wᵉhaśśāṭān (וְהַשָּׂטָן), com o artigo: "e o acusador". É um título de função, e não ainda o nome próprio que a palavra terá depois. A raiz é śāṭan, "acusar, ser adversário", a mesma da carta de acusação de Esdras 4.6, que vimos no capítulo anterior. No texto de Zacarias, trata-se de um acusador numa cena de tribunal, que é repreendido. Há acusação, defesa e veredito, e quem responde pelo acusado é o próprio Senhor.

Em dezembro de 518 a.C., no quarto ano de Dario, vem a última mensagem datada de Zacarias 1–8. Uma delegação chega a Jerusalém com uma dúvida que dá para sentir: "Chorarei eu no quinto mês, fazendo abstinência, como tenho feito por tantos anos?" Zc 7.3. Eram jejuns ligados, segundo a leitura tradicional, à queda de Jerusalém. A pergunta, depois de setenta anos, é humana: ainda precisa chorar? E a resposta final do capítulo 8 é uma das mais bonitas do livro: "Ainda nas praças de Jerusalém habitarão velhos e velhas; levando cada um, na mão, o seu bordão... E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão" Zc 8.4-5. E mais adiante: os quatro jejuns "será para a casa de Judá gozo, alegria, e festividades solenes" Zc 8.19.

04 — DARIO E TATENAIO governador pergunta, o rei manda procurar

Enquanto os profetas falam, a obra volta. E, como era de esperar, chama a atenção de quem governava. Esdras 5 conta: "Naquele tempo vieram a eles Tatenai, governador dalém do rio, e Setar-Bozenai, e os seus companheiros, e disseram-lhes assim: Quem vos deu ordem para reedificardes esta casa, e restaurardes este muro?" Ed 5.3. A pergunta é de funcionário. Não é perseguição, é auditoria. Os judeus respondem que são servos do Deus dos céus e da terra e apontam o decreto de Ciro Ed 5.11-13. E o texto faz uma observação que quase passa despercebida: "os olhos de Deus estavam sobre os anciãos dos judeus, e não os impediram, até que o negócio chegasse a Dario, e viesse resposta por carta sobre isso" Ed 5.5. A obra continuou enquanto a resposta não chegava.

Tatenai então escreve ao rei (Ed 5.6-17). A carta é em tom neutro: descreve o templo, "com grandes pedras, e a madeira já está sendo posta nas paredes" Ed 5.8, relata o que os anciãos disseram e sugere que se busque nos arquivos "se é verdade que se deu uma ordem pelo rei Ciro" Ed 5.17. O rei ordena a busca. Procuram nos arquivos da Babilônia, onde se guardavam os tesouros, mas é "em Acmeta, no palácio, que está na província de Média" que "se achou um rolo" Ed 6.2 com o memorial de Ciro (Capítulo 3).

A resposta de Dario é completa e favorável. Ele manda Tatenai e os seus "apartar-se dali", deixar a obra seguir, pagar a despesa "da fazenda do rei, dos tributos dalém do rio" Ed 6.8, fornecer diariamente animais, trigo, sal, vinho e azeite Ed 6.9 "para que ofereçam sacrifícios de cheiro suave ao Deus dos céus, e orem pela vida do rei e de seus filhos" Ed 6.10. E acrescenta uma pena para quem mudar a ordem: "se arrancará um madeiro da sua casa, e, levantado, o pendurarão nele, e da sua casa se fará por isso um monturo" Ed 6.11. É uma sentença dura, e vem de um rei conhecido por sua dureza com rebeldes: segundo Heródoto, depois de retomar a Babilônia, Dario mandou empalar cerca de três mil homens importantes da cidade (Histórias III, 159).

🏺 O que a pá encontrou

Dois achados ajudam a ver este quadro por fora. (1) Tatenai. Um contrato babilônico em tabuinha de argila, datado do vigésimo ano de Dario (502 a.C.), menciona um Tattannu, "governador de Além-do-Rio" (a mesma região que a Bíblia chama de "dalém do rio"). É o mesmo cargo e quase o mesmo nome do "Tatenai, governador dalém do rio" de Esdras 5, e ele costuma ser identificado com ele. Há um cuidado: a tabuinha é uns dezoito anos posterior à cena de Esdras 5 (c. 520–519 a.C.), e há quem o descreva, ao menos de início, como subordinado de Ushtani (Histanes), governador da Babilônia e de Além-do-Rio. A identificação é plausível, não certa. É um dos poucos funcionários persas da Bíblia que provavelmente aparecem em documento independente. Já o nome de Setar-Bozenai não foi identificado em documento externo, até onde pude conferir. (2) Udjahorresnet. No Egito, um alto funcionário chamado Udjahorresnet deixou uma estátua com uma longa inscrição. Segundo a leitura corrente, ela conta que, quando Dario o dispensou para voltar ao Egito, ele recebeu a missão de restaurar a "Casa da Vida", uma instituição ligada aos templos, e que antes, sob Cambises, ele cuidou para que o templo da deusa Neit, em Sais, fosse respeitado. A estátua, hoje no Vaticano, foi provavelmente erguida por volta de 519 a.C. O quadro não é igual ao de Esdras, mas mostra o mesmo tipo de gesto: um rei persa apoiando uma instituição religiosa local.

⚠️ Nenhum desses achados cita Jerusalém ou o decreto de Esdras 6. Eles mostram que o tipo de cena descrita (um governador provincial que pergunta, um rei que apoia o culto local) é típico do período. Não existe cópia da carta de Dario fora da Bíblia.

Detalhe da estátua de Udjahorresnet, em pedra escura, coberta de hieróglifos, segurando um pequeno santuário
Estátua de Udjahorresnet (detalhe) — alto funcionário egípcio do tempo de Cambises e Dario I, Museu Gregoriano Egípcio, Vaticano. A figura segura um pequeno santuário com uma figura de pé, e o corpo e o santuário trazem inscrições em hieróglifos. Fotografia de Gary Todd (2019), colocada em domínio público pelo autor. Domínio público.

05 — O TEMPLO PRONTOCem novilhos e uma Páscoa

Com o apoio do rei, a obra avança, "prosperando pela profecia do profeta Ageu, e de Zacarias" Ed 6.14. E, quando acaba, o texto diz o dia: "acabou-se esta casa no terceiro dia do mês de Adar, no sexto ano do reinado do rei Dario" Ed 6.15. Isso é no inverno de 516 ou 515 a.C. (os historiadores variam um ano na conversão), cerca de setenta anos depois da queda de Jerusalém, a mesma conta de Jeremias que o Capítulo 3 mencionou.

"E ofereceram para a dedicação desta casa de Deus cem novilhos, duzentos carneiros, quatrocentos cordeiros, e doze cabritos por expiação do pecado de todo o Israel; segundo o número das tribos de Israel." Esdras 6.17

Os números pedem comparação. Quando Salomão consagrou o primeiro templo, ofereceu "vinte e duas mil vacas e cento e vinte mil ovelhas" 1Rs 8.63. Agora são cem novilhos, duzentos carneiros e quatrocentos cordeiros. A diferença é enorme e honesta: a Bíblia não disfarça. O dado que ela destaca é outro, os doze cabritos, "segundo o número das tribos de Israel". Os que voltaram eram de Judá e Benjamim, mas ofereciam por todo o Israel.

No mês seguinte, "os filhos do cativeiro celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês" Ed 6.19, depois de uma purificação coletiva: "os sacerdotes e levitas se purificaram como se fossem um só homem, todos estavam limpos" Ed 6.20. A festa dura sete dias, "com alegria; porque o Senhor os tinha alegrado, e tinha mudado o coração do rei da Assíria a favor deles" Ed 6.22.

"Rei da Assíria"? Dario era persa. Há duas explicações possíveis. A Assíria, como império, já não existia, mas o território ainda era chamado assim, e o próprio Dario inclui "Assíria" entre as terras que governava na inscrição de Behistun (§6). Outra possibilidade é que o autor use o nome do antigo opressor como símbolo, para dizer: o poder que antes oprimia agora ajudava. A Bíblia não explica, e os estudiosos se dividem.

E há uma pequena estranheza no verso 14: "conforme ao decreto de Ciro e Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia". Artaxerxes só reinaria quase cinquenta anos depois. Muitos leitores entendem que o editor do livro, sabendo que esse rei também ajudou o templo e a cidade (Esdras 7), incluiu seu nome na lista, mesmo que ele não fosse contemporâneo da dedicação. É uma explicação razoável, mas o texto não a dá.

👁️ Como era viver ali

Jerusalém tinha agora um templo bem menor que o primeiro (Ageu 2.3), mas com sacerdotes, turnos de levitas e um cordeiro na Páscoa Ed 6.18-19. Pense no que isso devia significar para quem tinha nascido na Babilônia, ouvindo falar de Sião, e agora estava ali. O mais impressionante, em Esdras 6, é o tom: "fizeram a dedicação desta casa de Deus com alegria" Ed 6.16. Não há conquista nem milagre aparente no texto. Há uma casa pequena, de pé.

🌱 Semente de sermão

"Quem despreza o dia das coisas pequenas?" Zc 4.10 A Bíblia sabia que o segundo templo ia parecer pequeno diante do primeiro, e não escondeu isso. Mas disse que as pequenas obras de Deus têm uma glória própria: "não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito" Zc 4.6. Deus não mede a obra pelo tamanho que ela tem hoje, mas pelo que ele fará com ela. O texto não pede que ninguém finja grandeza; pede que não despreze o dia pequeno.

PARA FIXARO que ficou do capítulo

🏠

Casas forradas

Ageu pergunta se é tempo de morar bem enquanto a casa de Deus está deserta Ag 1.4. O povo obedece, e o Senhor "desperta" o espírito de todos.

🕯️

Zacarias e o dia pequeno

"Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito" Zc 4.6; "quem despreza o dia das coisas pequenas?" Zc 4.10.

📜

Tatenai e os arquivos

O governador pergunta, o rei manda procurar. O decreto de Ciro é achado em Acmeta, e Dario manda pagar a obra. Um Tattannu, governador de Além-do-Rio, aparece em tabuinha de 502 a.C. (identificação provável).

🏛️

O templo pronto

Concluído em Adar do sexto ano de Dario (c. 516–515 a.C.), com doze cabritos pelas doze tribos e uma Páscoa Ed 6.15-19.

Próximo capítulo: Susã, a corte de Assuero e a rainha Ester, onde a história, a narrativa e o debate sobre o gênero do livro precisam ser separados com cuidado.

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