Alexandre e a MacedôniaCapítulo 8 de 11 ⤓ PDF
A expulsão de Heliodoro do templo, afresco de Rafael no Vaticano
CAPÍTULO 8 DE 11

Antíoco IV Epifânio

Do templo financiado ao templo profanado, c. 200–167 a.C.

Um tesoureiro do rei da Síria entra no templo para levar o dinheiro do tesouro. Poucos anos depois, outro rei da Síria faz muito mais: manda erguer um altar a Zeus no lugar do altar do Senhor.

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Jerusalém, no dia marcado. O tesoureiro do rei da Síria, Heliodoro, entra no recinto do templo com a guarda, para levar o dinheiro do tesouro. Os sacerdotes se prostram diante do altar, em suas vestes. As mulheres andam pelas ruas com saco sob o peito, e as moças correm às portas e aos muros. O sumo sacerdote está pálido de agonia. Então, conta o Segundo livro de Macabeus, aparece um cavalo com um cavaleiro de armadura de ouro, que o derruba com as patas, e dois jovens fortes que o açoitam sem parar. Heliodoro cai no chão, cercado de escuridão, e é levado numa liteira, sem poder falar (2Mc 3.14-29, resumo meu a partir da versão inglesa).

É a história que Rafael pintou no Vaticano. Segundo Macabeus é um livro que católicos e ortodoxos incluem na Bíblia e protestantes não, e esta é a versão dele. Como veremos, há uma inscrição que confirma o personagem, mas não o milagre. Este capítulo conta como Jerusalém passou, entre c. 200 e 167 a.C., de um rei seléucida que financiava os sacrifícios do templo a outro que o profanou.

01 — A VIRADADe Antíoco, o Grande, a Seleuco IV

Por volta de 200 a.C., Antíoco III derrota o general egípcio Escopas perto das fontes do Jordão (Capítulo 7), e Jerusalém passa dos Ptolomeus para os Selêucidas. Josefo conta que os judeus receberam o rei por vontade própria, deram provisões ao exército e aos elefantes e o ajudaram a cercar a guarnição egípcia na cidadela. Em troca, Antíoco teria escrito uma carta ao governador, que Josefo reproduz: uma ajuda anual para os sacrifícios, em prata, farinha, trigo e sal; dinheiro para terminar a obra do templo; madeira do Líbano sem imposto; isenção de tributos para o senado, os sacerdotes, os escribas e os cantores do templo; três anos sem impostos para os moradores da cidade; e liberdade para os judeus que tinham virado escravos. Outra ordem, que Josefo diz ter sido publicada em todo o reino, proíbe que estrangeiros entrem no recinto do templo e que se criem na cidade animais impuros (Antiguidades XII, 133–146). Os historiadores discutem o texto exato dessas cartas, mas elas descrevem um quadro plausível: o rei que tomou a região pagava pelo culto.

A situação mudou depois que Roma derrotou Antíoco III. Primeiro Macabeus lembra que ele foi vencido, tomado vivo, obrigado a pagar tributo e a entregar reféns (1Mc 8.6-8), e que o filho dele, o futuro Antíoco Epifânio, esteve em Roma como refém (1Mc 1.10). Um império endividado procura dinheiro. Segundo Macabeus diz que, no reinado de Seleuco IV, o rei ainda pagava do próprio bolso as despesas dos sacrifícios (2Mc 3.3). Mas um funcionário do templo, Simão, brigou com o sumo sacerdote Onias, foi ao governador da região e disse que o tesouro de Jerusalém estava cheio de dinheiro que não era dos sacrifícios. O governador contou ao rei, e o rei mandou Heliodoro (2Mc 3.4-8). Onias responde que o dinheiro são depósitos de viúvas e órfãos, e que parte dele é de Hircano, filho de Tobias, provavelmente da família tobíada do Capítulo 7: quatrocentos talentos de prata e duzentos de ouro (2Mc 3.10-11).

🏺 O que a pá encontrou

A Estela de Heliodoro. Em 2007, Hannah Cotton e Michael Wörrle publicaram, na revista Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik (159), uma pedra com uma inscrição grega. É uma carta do rei Seleuco IV Filopátor a um certo Heliodoro, e anuncia que ele nomeia um alto funcionário grego, Olympiodoro, para cuidar dos santuários da região. A carta é datada do mês de Gorpiaios do ano 134 da era selêucida, o verão de 178 a.C. A pedra tinha sido comprada no mercado de antiguidades e estava emprestada ao Museu de Israel, em Jerusalém. Depois, fragmentos inscritos da mesma peça apareceram em Maresha, na Judeia, e Dov Gera os publicou em 2009. Yuval Goren, por outro caminho, concluiu que a pedra veio muito provavelmente de Maresha, o que reforça a autenticidade dela.

⚠️ O achado prova que Seleuco IV tinha um ministro chamado Heliodoro e que os santuários da região estavam sob um controle real direto, o que combina com Segundo Macabeus. Não prova o episódio do cavaleiro, e a identificação do Heliodoro da pedra com o do livro, embora provável, é uma identificação. A pedra tem ainda uma história de proveniência incômoda: apareceu no comércio antes de ser estudada.

Daniel 11.20 diz, sobre o sucessor de Antíoco III: "em seu lugar se levantará quem fará passar um arrecadador pela glória do reino; mas em poucos dias será quebrantado, e isto sem ira e sem batalha". A maioria dos leitores vê aí Seleuco IV e o "arrecadador" de impostos, Heliodoro. Jerônimo conta que Seleuco morreu "sem lutar uma batalha" (Comentário a Daniel, sobre Dn 11.20).

02 — O GINÁSIOJasão, o chapéu e o disco

Em 175 a.C., Antíoco IV sobe ao trono. Segundo Macabeus conta o que acontece em Jerusalém em seguida. Jasão, irmão do sumo sacerdote Onias, procura o rei por baixo dos panos para comprar o sumo sacerdócio, prometendo 360 talentos de prata, mais 80 de outra renda, e mais 150 se pudesse fundar um ginásio e uma escola de jovens "à moda dos gregos" e registrar os moradores de Jerusalém como "antioquenos" (2Mc 4.7-9). O rei concede. Jasão constrói o ginásio "sob a própria torre" e faz os jovens principais usar o chapéu grego (2Mc 4.12). O autor do livro se escandaliza: os sacerdotes perdem o ânimo de servir no altar e correm para o campo de exercícios "depois que o jogo do disco os chamava" (2Mc 4.14, tradução minha).

Primeiro Macabeus conta a mesma mudança de outro ângulo. Diz que homens "iníquos" saíram de Israel e convenceram muita gente: "Vamos fazer aliança com os gentios que estão à nossa volta, pois, desde que nos separamos deles, muitos males nos vieram" (1Mc 1.11, tradução minha). Pediram licença ao rei, construíram um ginásio em Jerusalém "conforme os costumes dos gentios", e alguns "fizeram-se incircuncisos" (1Mc 1.13-15). Josefo traz uma terceira versão. Para ele, quem pede o ginásio ao rei não é Jasão, e sim o rival dele, Menelau, junto com os filhos de Tobias, que tinham perdido o apoio do povo (Antiguidades XII, 237–241). As fontes não concordam sobre quem começou.

A disputa continua. Três anos depois, Jasão manda Menelau, irmão daquele Simão que denunciara o tesouro, levar dinheiro ao rei, e Menelau oferece trezentos talentos a mais e fica com o sumo sacerdócio. Jasão foge para a terra dos amonitas (2Mc 4.23-26). Menelau não paga o que prometeu, rouba vasos de ouro do templo para subornar um oficial, e o antigo sumo sacerdote Onias, que denuncia o roubo, é atraído para fora do santuário onde se refugiara em Dafne e morto (2Mc 4.32-34). Segundo Macabeus diz que o próprio Antíoco chorou de pena e mandou executar o assassino (4.37-38). Muitos leitores veem na morte de Onias o "príncipe da aliança" de Daniel 11.22, que é "quebrantado".

🔎 A palavra original

"Ginásio" vem do grego gymnásion, da raiz de gymnós, "nu", porque se treinava sem roupa. O dicionário de Strong registra o verbo gymnázō como "treinar nu (nos jogos)", e o sentido figurado, "exercitar-se", é o que o Novo Testamento usa: "exercita-te a ti mesmo em piedade" 1Tm 4.7. No texto de Segundo Macabeus o lugar é o gymnásion e o chapéu é o pétasos, de abas largas, da moda grega. Para um judeu, o problema era duplo: a nudez ficava visível e a circuncisão aparecia. Por isso Primeiro Macabeus e Josefo contam que alguns esconderam a circuncisão (1Mc 1.15; Antiguidades XII, 241).

👁️ Como era viver ali

Imagine um jovem sacerdote de Jerusalém por volta de 175 a.C. A tradição da família diz que o lugar dele é o altar. Mas há um campo de exercícios perto da cidadela, onde os amigos treinam e se exibem, e onde se ganha a boa vontade de quem manda. Em Tiro, nos jogos que se faziam a cada cinco anos, com o rei presente, Jasão mandou trezentas dracmas de prata para o sacrifício a Hércules, e os próprios portadores, diz Segundo Macabeus, acharam que não convinha gastá-las assim, e o dinheiro acabou em navios (2Mc 4.18-20). O que as fontes registram é que, em poucos anos, a cidade se dividiu entre os que iam ao campo de exercícios e os que ficavam no altar.

03 — ANTÍOCO IVO rei que ficou "louco" e o dia 15 de Quisleu

Antíoco IV Epifânio governou de 175 a.C. até o fim de 164 a.C. Nas moedas, usou o título Theós Epiphanḗs, "deus manifesto", e costuma-se dizer que foi o primeiro seléucida a pôr epítetos divinos nas moedas. Políbio escreveu que o chamavam Epimanḗs, "o louco": o rei fugia da corte e andava sozinho pelo mercado, discutindo com os ourives, entrava de flauta em festas de rapazes, vestia a toga e pedia votos nas ruas como candidato romano (livro XXVI, citado por Ateneu). É um retrato de um homem estranho, mas Políbio escrevia com antipatia, e há historiadores que o consideram parcial.

Por volta de 170 a.C., Antíoco ataca o Egito e toma quase todo o país, menos Alexandria (1Mc 1.16-19; Josefo XII, 242–243). Na volta, saqueia Jerusalém: entra no santuário e leva o altar de ouro, o candelabro, a mesa dos pães da proposição, os vasos e as cortinas (1Mc 1.20-24). Segundo Macabeus localiza essa pilhagem depois da segunda campanha, de 168, e conta que o rei veio furioso porque pensava que a Judeia se tinha rebelado, quando Jasão tentou retomar a cidade com mil homens, numa falsa notícia da morte do rei. O livro fala em oitenta mil mortos ou vendidos em três dias e em mil e oitocentos talentos levados (2Mc 5.5-21). A ordem exata das duas viagens é discutida, e os números não são confiáveis.

Em 168 a.C., em Elêusis, perto de Alexandria, o enviado de Roma, Gaio Popílio Lenas, entrega a Antíoco uma carta do Senado, manda que ele a leia e, quando o rei quer consultar os amigos, risca no chão com uma vara de videira um círculo em volta dele e diz que ele deve decidir antes de sair do círculo. Antíoco cede, e Políbio diz que o rei voltou para a Síria "ferido e queixoso, mas cedendo às circunstâncias" (XXIX, 27, tradução minha). Muitos leitores veem aí o cumprimento de Daniel 11.30: "virão contra ele navios de Quitim, que lhe causarão tristeza; e voltará, e se indignará contra a santa aliança". Jerônimo cita a versão latina, que lê "os romanos" no lugar de "Quitim", e conta o episódio do círculo (Comentário a Daniel, sobre Dn 11.30). Muitos leitores ligam essa humilhação ao que vem depois. Alguns historiadores modernos, porém, acham que Antíoco saiu menos humilhado do que as fontes contam.

Desenho a pena e aguada em cinza: dois homens de toga em pé, um com a mão erguida, num círculo traçado no chão
Popílio Lenas risca um círculo em torno de Antíoco IV Epifânio — desenho de Jurriaan Andriessen (entre 1752 e 1819), Rijksmuseum, Amsterdã (RP-T-00-1096). CC0.

O que segue é descrito por Primeiro Macabeus. Dois anos depois da primeira pilhagem, o rei manda um coletor de tributos que fala em paz, ataca a cidade de surpresa, incendeia casas e derruba muros. Os invasores fortificam a "Cidade de Davi" e a transformam numa fortaleza, a Acra, com gente a favor do rei dentro (1Mc 1.29-36). Segundo Macabeus acrescenta que o comandante, Apolônio, esperou o sábado para mandar atacar os que vinham celebrá-lo (2Mc 5.24-26). Então o rei escreve a todo o reino que todos devem ser um só povo e deixar as suas leis. Proíbe os holocaustos, os sacrifícios e as libações no templo, manda profanar os sábados e as festas, levantar altares e capelas de ídolos, sacrificar porcos, deixar os filhos sem circuncisão, sob pena de morte (1Mc 1.41-50).

E então vem o dia: "no dia quinze do mês de Quisleu, no ano cento e quarenta e cinco, puseram a abominação da desolação sobre o altar" (1Mc 1.54, tradução minha). É dezembro de 167 a.C. No dia 25, oferecem sacrifício sobre o altar de ídolo que ficava em cima do altar do Senhor (1Mc 1.59). Segundo Macabeus diz que o templo foi dedicado a Zeus Olímpico, e o do Gerizim, a Zeus Hospitaleiro (2Mc 6.2). Josefo conta que os samaritanos pediram ao rei que o templo deles se chamasse "templo de Zeus Helênio" e que o rei concordou (XII, 257–264). Em todo mês, no dia do aniversário do rei, os judeus são forçados a comer das vítimas, e na festa de Baco a andar em procissão com hera na mão (2Mc 6.7). Os livros da lei são rasgados e queimados, e quem for achado com uma cópia é morto (1Mc 1.56-57). Mulheres que circuncidaram os filhos são mortas com os bebês pendurados no pescoço (1Mc 1.60-61). A outra face, a dos mártires, está em Segundo Macabeus 6–7, no velho Eleazar e nos sete irmãos e a mãe.

"E braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o sacrifício contínuo, estabelecendo abominação desoladora." Daniel 11.31
🔎 A palavra original

A "abominação desoladora" é, em hebraico, shiqqûts shômêm (שִׁקּוּץ שֹׁמֵם). Strong explica shiqqûwts como "repulsivo; especialmente idolátrico, ou um ídolo", e shâmêm como "ficar atônito, devastar". A expressão aparece em Dn 9.27, Dn 11.31 e Dn 12.11. Uma leitura sugerida por vários estudiosos vê no shômêm, "o que causa horror", uma deformação irônica de Ba'al Shamem, "o senhor do céu", título de uma divindade que os gregos identificavam com Zeus. O que o altar era exatamente é discutido: uma estátua de Zeus, como registra Jerônimo, ou o altar pagão e os sacrifícios que tomaram o lugar do culto judeu, segundo estudos mais recentes. No grego do Novo Testamento a frase é bdélygma tēs erēmṓseōs (βδέλυγμα τῆς ἐρημώσεως), e Jesus a retoma: "Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, entenda" Mt 24.15. Leitores a ligaram ao cerco de Jerusalém por Tito, em 70 d.C., à tentativa do imperador Calígula de colocar a estátua dele no templo, ou a um adversário do fim dos tempos.

04 — POR QUE ELE FEZ ISSO?Três respostas

Era comum, no mundo helenístico, os reis respeitarem os cultos dos povos súditos. Por que Antíoco proibiu o judaísmo? Os historiadores propõem respostas diferentes, e nenhuma é consenso.

O rei perseguidor. É a visão dos próprios livros dos Macabeus e de Josefo: um rei orgulhoso, que quis uniformizar o reino. Segundo Macabeus acrescenta uma explicação religiosa: o povo estava sendo corrigido, não destruído. "Não são castigos para destruição, mas para correção do nosso povo" (2Mc 6.12, tradução minha), e Deus não castiga os outros povos até que eles encham a taça dos pecados (6.14).

A reação a uma revolta. Alguns estudiosos dizem que os decretos seguem um padrão helenístico de punir cidades que se rebelam, e que o rei os emitiu depois da disputa de 168, quando achava que Jerusalém tinha se rebelado (2Mc 5.11). Outros defendem que Antíoco foi um político hábil e que o retrato negativo vem de fontes parciais.

A guerra civil entre judeus. Primeiro Macabeus diz que a mudança começou com judeus que queriam "fazer aliança com os gentios" (1.11-15), e alguns estudiosos entendem que a crise foi, sobretudo, uma disputa entre judeus helenizantes e tradicionais, na qual o rei entrou ao lado de um grupo. Os livros dos Macabeus, que vêm do lado que venceu, tendem a pôr a culpa nos dois: no rei e em quem o chamou.

⚠️ Este livro não escolhe. Os fatos básicos são firmes: o templo foi profanado em dezembro de 167 a.C., e a prática religiosa dos judeus foi proibida por pouco mais de três anos. A discussão é sobre as causas, e as fontes que temos são de quem sofreu os decretos.

🌱 Semente de sermão

"Vamos fazer aliança com os gentios... pois, desde que nos separamos deles, muitos males nos vieram." É a frase mais perigosa de Primeiro Macabeus (1.11), porque tem cara de razoável: se o isolamento dói, a integração parece a cura. Daniel 11 responde de outro jeito. O rei "com lisonjas perverterá" os que violam a aliança, "mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e fará proezas" Dn 11.32. A força de um povo de Deus nunca esteve em ser igual ao vizinho nem em estar longe dele, e sim em saber a quem pertence.

PARA FIXARO que ficou do capítulo

🏛️

De protetor a profanador

Antíoco III pagava os sacrifícios (Josefo); Antíoco IV profana o templo em dezembro de 167 a.C. (1Mc 1.54).

🪨

A Estela de Heliodoro

Carta de Seleuco IV, de 178 a.C., publicada em 2007. Confirma o ministro, não o milagre de 2Mc 3.

🤸

O ginásio de Jerusalém

Jasão compra o sumo sacerdócio e funda o ginásio. Primeiro Macabeus, Segundo Macabeus e Josefo discordam sobre quem pediu 1Tm 4.7.

⭕

O círculo de Popílio

Em 168 a.C., Roma manda Antíoco sair do Egito. Muitos leem aí os "navios de Quitim" de Dn 11.30.

Próximo capítulo: a revolta. Um sacerdote de Modin e seus filhos, a purificação do templo, o que é Hanucá, e o que Daniel 11 diz sobre "o povo que conhece ao seu Deus" e o fim de Antíoco.

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