A ilha de Faros, diante de Alexandria. Setenta e dois homens, seis de cada tribo de Israel, lavam as mãos no mar e rezam. Depois voltam ao trabalho: ler e interpretar, passagem por passagem, os livros de Moisés. O lugar, diz o narrador, é calmo e luminoso, e a tradução fica pronta em setenta e dois dias (Carta de Aristeas 305-307).
É a cena da Carta de Aristeas, um texto judaico em grego escrito mais de um século depois do que conta, e quase ninguém hoje o toma por história. Mas ele explica por que a Septuaginta tem o nome que tem, e a história por trás dele é real: nos séculos III e II a.C., em Alexandria, os judeus passaram a ler a Bíblia em grego. Este capítulo mostra o que aconteceu quando as Escrituras de Israel entraram na língua de Platão, e o que se escreveu, em grego, por judeus que conheciam os dois mundos. É o capítulo das pontes antes de Paulo.
32 — SETENTA, OU SETENTA E DOISA Bíblia que virou grega
A Carta de Aristeas diz que o rei Ptolomeu II Filadelfo, do Egito, quis ter em sua biblioteca a Lei dos judeus, e que, por sugestão do bibliotecário Demétrio de Falero, pediu ao sumo sacerdote Eleazar de Jerusalém seis anciãos de cada tribo. Chegaram setenta e dois, e fizeram a obra em setenta e dois dias. O número virou "Setenta" (em latim, septuaginta), e daí o nome da tradução, abreviado LXX. Os historiadores veem problemas na carta: Demétrio de Falero existiu, mas foi conselheiro de Ptolomeu I e caiu em desgraça com o filho, e não se sabe que tenha sido bibliotecário.
A lenda cresceu. Fílon, no século I d.C., conta uma versão em que os tradutores, isolados na ilha, "como homens possuídos, não produziram interpretações diversas, mas todos usaram as mesmas palavras e frases, como se alguém invisível lhes soprasse as palavras ao ouvido" (Vida de Moisés II, 37, tradução minha, a partir da versão de Thackeray). A tradição rabínica registra outra: o rei Tolmai reuniu setenta e dois anciãos em setenta e dois aposentos separados, pediu a cada um que escrevesse a Lei, e Deus pôs em todos o mesmo conselho: escreveram igualmente, e o Talmude lista treze passagens que alteraram (Megilá 9a). Entre elas, "a lebre" saiu como "a de patas curtas", porque, segundo o Talmude de Jerusalém, a mãe do rei se chamava Arnabta, que lembra a palavra "lebre". Mais tarde, Irineu e outros pais da igreja repetiram a história dos aposentos separados como prova de inspiração.
Jerônimo, no século IV, não aceitou. No prefácio ao Pentateuco, escreve: "Não sei quem foi o primeiro autor mentiroso a construir as setenta celas de Alexandria, em que eles estavam separados e escreveram as mesmas palavras, quando Aristeas, da guarda do rei, e muito depois Josefo nada disseram disso, mas escrevem que estavam reunidos num só salão e conferenciaram entre si, e não que profetizaram" (tradução minha, a partir da versão de Thackeray). E acrescenta: "uma coisa é ser profeta, outra é ser intérprete". Algumas décadas depois, Agostinho repetiria a lenda das celas em A cidade de Deus (XVIII, 42), observando que "já se tornou costume chamar essa tradução de Setenta". É uma discussão antiga e rica: a igreja dividiu-se entre quem via na LXX uma tradução inspirada e quem a via como tradução humana, boa, mas com defeitos.
O que a história mostra, sem a lenda, é isto. A Torá foi traduzida em Alexandria numa data que a maioria dos estudiosos situa em meados ou fins do século III a.C. O resto da Bíblia hebraica foi traduzido depois, ao longo de dois séculos, e as qualidades da tradução variam de livro a livro. O neto do autor de Sirácida, que traduziu o livro do avô para o grego no Egito, no trigésimo oitavo ano de Evérgeta, isto é, por volta de 132 a.C., pede desculpas no prólogo: "as mesmas coisas ditas em hebraico e traduzidas para outra língua não têm a mesma força, e não só estas, mas a própria lei, e os profetas, e o resto dos livros têm uma diferença não pequena quando ditos em sua língua" (tradução minha, a partir da versão inglesa do prólogo). Os manuscritos mais antigos que temos são do século II a.C., fragmentos de Levítico e de Deuteronômio. Os códices quase completos, o Vaticano e o Alexandrino, são dos séculos IV e V d.C.
E o Novo Testamento? Os autores citam o Antigo, quase sempre, em grego, e muitas vezes na forma da Septuaginta. Isso significa que, para os primeiros cristãos de fala grega, "a Escritura" era também essa. Mas a LXX nem sempre coincide com o hebraico, e as diferenças geram debates que atravessam este livro.
O caso mais famoso está em Isaías 7.14. A ACF traz: "Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel" Is 7.14. No hebraico, a palavra é ʻalmâh (עַלְמָה), que Strong define como "uma moça (como velada ou reservada)", e não bᵉthûwlâh, a palavra mais comum para "virgem". A Septuaginta traduziu por παρθένος (parthénos), "uma donzela; por implicação, uma filha solteira" (Strong). Mateus, ao citar o texto, segue a redação grega: "Eis que a virgem conceberá" Mt 1.23.
⚠️ O debate é real e é entre posições honestas. Muitos estudiosos hoje dizem que ʻalmâh significa "moça em idade de ter filhos", e muitas traduções judaicas modernas põem "a jovem". Outros defendem que a palavra, quando se sabe, se refere a moça virgem, e a tradição cristã lê "virgem". A LXX mostra que um tradutor judeu de língua grega, antes do cristianismo (na datação mais aceita, no século II a.C.), pôs parthénos. Isso não resolve o sentido do hebraico, e a data da tradução de Isaías também é discutida.
Outro empréstimo, menos disputado. No grego clássico, ἐκκλησία (ekklēsía) é a assembleia dos cidadãos, regularmente convocada: o dicionário de Liddell e Scott cita Tucídides, Platão e a assembleia de Atenas. A Septuaginta usou a palavra para a "congregação" de Israel, o hebraico qâhâl, "assembleia", e o dicionário registra o uso em Deuteronômio 31.30. O Novo Testamento usa para a igreja Mt 16.18. A palavra que reunia os atenienses na colina da Pnix passou, por Alexandria, a nomear o povo de Deus. E o livro que a ACF chama de "O Pregador" tem, em grego, o nome Ekklēsiastḗs, de qôheleth, "o que reúne a assembleia" (Strong).
33 — JERUSALÉM TAMBÉM FALAVA GREGOA pedra de Teodoto
Seria um erro pensar que só a Diáspora se helenizou. Martin Hengel, em Judaísmo e helenismo (alemão, 1969; inglês, 1974), argumentou que, desde meados do século III a.C., todo o judaísmo, inclusive o da Palestina, foi "helenístico" em alguma medida, e que a separação nítida entre um judaísmo "grego" de fora e um judaísmo "puro" de dentro é artificial. A tese é aceita em geral, e tem críticos. O que nenhum crítico nega é que havia judeus que falavam grego em Jerusalém. Atos conta que, na igreja primitiva, "houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano" At 6.1, e de uma sinagoga "dos libertinos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia", em Jerusalém, onde alguns disputaram com Estêvão At 6.9. A "Cilícia" ali é a província de Paulo.
Em dezembro de 1913, o arqueólogo Raymond Weill achou, na colina de Ofel, em Jerusalém, uma placa de calcário de 75 por 41 centímetros, com dez linhas em grego. Diz, em tradução minha: "Teodoto, filho de Vettenos, sacerdote e arquissinagogo, filho e neto de arquissinagogos, construiu a sinagoga para a leitura da Lei e o ensino dos mandamentos, e também a hospedaria, os cômodos e as instalações de água, para alojar os que vêm do estrangeiro e precisam, a qual seus antepassados, os anciãos e Simônides fundaram." A inscrição é do período herodiano ou romano inicial, entre o século I a.C. e o ano 70 d.C. Está hoje no Museu Rockefeller, em Jerusalém.
⚠️ É a inscrição de sinagoga mais antiga conhecida em Jerusalém e a principal prova material, na cidade, de uma sinagoga do tempo do Segundo Templo; o edifício nunca foi achado. Mostra uma sinagoga fundada por um homem de nome grego, com inscrição em grego, para ler a Lei e acolher peregrinos da Diáspora. Não diz que o grego tenha substituído o hebraico e o aramaico na cidade.
34 — A SABEDORIA DE SALOMÃOUm livro grego que se diz de Salomão
A Sabedoria de Salomão foi escrita em grego, provavelmente em Alexandria, entre o século I a.C. e o século I d.C. (as datas variam), por um autor que se esconde atrás do nome do rei. É livro deuterocanônico: católicos e ortodoxos o têm como Escritura, protestantes o põem entre os apócrifos, para leitura útil e não para doutrina. Seja qual for o lugar que cada tradição lhe dá, é um texto que mostra como um judeu grego pensava a Bíblia com categorias do mundo helenístico.
No capítulo 2, o autor reproduz o que dizem os ímpios: "nascemos por acaso, e depois seremos como se nunca tivéssemos existido; o fôlego em nossas narinas é fumaça... Vinde, pois, gozemos os bens presentes; enchamo-nos de vinho caro e de ungentos" (Sb 2.2-7; tradução minha, a partir da versão inglesa). Alguns comentadores veem aí um retrato do pensamento epicureu. Logo em seguida, o autor responde com a esperança: "As almas dos justos estão na mão de Deus, e nenhum tormento as tocará" (3.1).
O centro do livro é o elogio da Sabedoria. Ela é "o hálito do poder de Deus, e uma pura influência que flui da glória do Todo-Poderoso... o brilho da luz eterna, o espelho sem mancha do poder de Deus, e a imagem de sua bondade" (7.25-26; tradução minha). Duas coisas chamam a atenção de quem lê o Novo Testamento. Primeiro, a palavra grega para "brilho", ἀπαύγασμα, só aparece uma vez na Septuaginta, em Sabedoria 7.26, e em Hebreus se aplica ao Filho: "o qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa" Hb 1.3. Os comentadores veem o autor de Hebreus tomando a linguagem de Sabedoria e trocando, na segunda metade, "imagem" (εἰκών) por "expressa imagem" (χαρακτήρ). Segundo, no mesmo trecho aparece a palavra ἐνέργεια (7.26), a mesma de que falamos no Capítulo 6.
O autor também mostra, nas virtudes, o seu mundo: "se alguém ama a justiça, os labores dela são virtudes: ensina a temperança e a prudência, a justiça e a fortaleza" (8.7). São as quatro virtudes cardeais da tradição grega. E, no capítulo 13, ele escreve uma passagem que parece a de Romanos 1: "pela grandeza e beleza das criaturas, proporcionalmente, o seu criador é visto" (13.5), com a diferença de que desculpa em parte os que erram por procurar a Deus (13.6) e depois diz que nem esses "são perdoados" (13.8). Compare com "as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo... se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas" Rm 1.20. Que Paulo conhecia Sabedoria é hipótese defendida por vários estudiosos, sem prova definitiva. O Capítulo 10 retoma o assunto.
Em Sabedoria 2, os ímpios dizem: "Gozemos os bens presentes". Em Sabedoria 3, o autor responde: "as almas dos justos estão na mão de Deus". A mesma ideia aparece em outra forma no Novo Testamento, na boca de Jesus: "E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma" Mt 10.28. Para quem prega sobre esperança, Sabedoria mostra como um judeu de Alexandria respondeu ao desespero epicureu do seu tempo: não negando a alegria, e sim mudando o chão debaixo dela.
35 — FÍLON DE ALEXANDRIAO judeu que leu Moisés com Platão ao lado
Fílon viveu em Alexandria, do fim do século I a.C. até meados do século I d.C. Era de família importante: Josefo diz que era irmão do alabarca Alexandre e "não inexperiente em filosofia" (Antiguidades XVIII, 257-260). Por volta de 40 d.C., encabeçou a embaixada dos judeus de Alexandria ao imperador Calígula, para defendê-los de acusações de Apião. Calígula o expulsou, e Fílon animou os seus: o imperador, dizia, já estava em guerra com Deus. A principal parte da sua obra são comentários alegóricos à Torá, escritos em grego, em que ele lê Moisés com as categorias de Platão e dos estoicos.
Um exemplo. Em Sobre a criação do mundo, Fílon pergunta o que significa que Deus tenha criado "o céu e a terra". Ele responde que, antes do mundo visível, Deus fez o mundo inteligível, como o arquiteto de uma cidade desenha antes a cidade na mente: "não se poderia chamar esse mundo, perceptível só ao intelecto, de outra coisa que a razão [λόγος] de Deus, já ocupada na criação do mundo" (§ 24; tradução minha, a partir da versão de Yonge). E acrescenta: "esta é a doutrina de Moisés, e não minha" (§ 25). O homem, diz, foi feito "à imagem de Deus", e essa imagem é o logos. Em outro lugar, ele chama esse logos de "seu primogênito, o mais velho de seus anjos... chamado a Autoridade, o Nome de Deus, o Verbo, o homem segundo a imagem de Deus, aquele que vê Israel" (Sobre a confusão das línguas 146; tradução minha). E, comentando Gênesis 9.6 ("Deus fez o homem conforme a sua imagem"), diz que o homem foi feito à semelhança "do segundo Deus, que é o Verbo do primeiro" (Questões sobre Gênesis II, 62, citado por Eusébio, Preparação evangélica VII, 13).
Um dos pontos mais citados é um jogo com o artigo. Ao comentar Gênesis 31.13, que a ACF, seguindo o hebraico, traz como "Eu sou o Deus de Betel", mas que a Septuaginta traz como "Eu sou o Deus (ho theós) que te apareceu no lugar de Deus", Fílon observa que o texto escreve ho theós, com artigo, quando fala do Deus verdadeiro, e theós, sem artigo, quando fala de outro. E conclui que, nesse segundo caso, "o que se chama Deus é a sua palavra mais antiga" (Sobre os sonhos I, 228-230; tradução minha). Quem lê João 1.1 ouve o eco, e o Capítulo 10 fala dele. Mas é preciso cuidado: Fílon não diz o que João diz. Para Fílon, o logos é intermediário entre o Deus transcendente e o mundo. Para João, é pessoa que "se fez carne".
Fílon também mostra a que ponto a leitura de Platão se infiltrou na leitura da Bíblia. Ao explicar a criação, ele fala de uma "substância destituída de arranjo, de qualidade, de animação" que Deus ordena, e cita, sem nomear, a frase do Timeu sobre o Pai e Criador ser bom e não ter inveja (Sobre a criação 21-22). Se Fílon aceitava a criação do nada é discutido entre os estudiosos.
Eusébio, historiador da igreja do século IV, conta que Fílon, no reinado de Cláudio, teria conhecido Pedro em Roma. Acrescenta que o livro Sobre a vida contemplativa, em que Fílon descreve os terapeutas, uma comunidade de ascetas do lago Mareótis, perto de Alexandria, mostra um autor que conhecia e aprovava "os homens apostólicos" (História eclesiástica II, 17). Para Eusébio, os terapeutas eram cristãos.
⚠️ Tradição, não história. A maioria dos estudiosos de hoje vê nos terapeutas uma comunidade judaica, não cristã, e não há prova de que Fílon tenha encontrado Pedro. Mas o interesse dos cristãos por ele foi real: a maior parte das obras de Fílon foi preservada em grego por pais da igreja, e algumas só sobrevivem em tradução armênia. A literatura rabínica clássica não o menciona. Foram cristãos que o copiaram.
36 — ECLESIASTES, COM CAUTELAGrego ou não grego?
Poucos livros da Bíblia são tão discutidos quanto Eclesiastes. O autor se apresenta como "o pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém" Ec 1.1, em hebraico Qôheleth. Repete que "vaidade de vaidades... tudo é vaidade" Ec 1.2, em que "vaidade" é hebel (הֶבֶל), "vapor, sopro" (Strong: "vazio; figuradamente, algo transitório e insatisfatório"). Diz que "nada há de novo debaixo do sol" Ec 1.9, que homens e animais morrem do mesmo jeito Ec 3.19-21, e recomenda "comer, beber e alegrar-se" Ec 8.15. Parece-se tanto com um filósofo helenístico que, desde o século XIX, perguntam se houve influência grega.
Os estudiosos se dividem. Uma posição data o livro do período persa, entre cerca de 450 e 330 a.C., e diz que não há nele nenhum helenismo, nem palavras emprestadas do grego nem expressões gregas. A outra o põe no período helenístico, depois de 330 a.C., e vê no livro marcas do pensamento e do ambiente social grego. Hengel, no livro citado, é o nome mais lembrado entre os que veem influência. O limite mais tardio é razoavelmente firme: Ben Sira parece citar o livro por volta de 180 a.C., e uma data entre o século IV e o III a.C. costuma ser apontada como a mais provável. Nenhum paralelo com um texto grego específico se impôs a todos.
Há também uma terceira via: o tema do "goza a vida" talvez venha de muito mais longe. Em Eclesiastes 9, o pregador diz:
Numa versão antiga babilônica da Epopeia de Gilgámesh, a taverneira Siduri aconselha o rei, que procura a imortalidade, a aceitar a morte e a gozar a vida. Bruno Meissner propôs em 1902 que a passagem inspirou Eclesiastes, e há quem a defenda ainda hoje. Outros, como o assiriólogo Andrew George, não veem ligação direta. O motivo existe em muitas literaturas.
O que está claro: Eclesiastes é um livro hebraico, canônico para judeus e cristãos, e o seu autor termina com algo que um epicureu não diria: "Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem" Ec 12.13, e lembra que "o espírito volte a Deus, que o deu" Ec 12.7. O que está em debate: a data, a medida do contato com o mundo grego e as fontes do tema da alegria. Quem prega Eclesiastes precisa saber que essas perguntas existem, e que o sentido do livro não depende de responder a todas.
⚠️ Debate acadêmico aberto. As posições aqui são as de estudiosos que divergem de boa-fé, e nenhuma é a posição "da igreja".
PARA FIXARO que ficou do capítulo
Os Setenta
Setenta e dois em setenta e dois dias, segundo Aristeas. Fílon, o Talmude e Jerônimo contam o caso de modos diferentes. A tradução existiu; a lenda é lenda.
Palavras que mudaram
ἐκκλησία era a assembleia ateniense, virou o povo de Deus Mt 16.18. παρθένος em Isaías 7.14 é um debate aberto entre honestos.
Sabedoria e Hebreus
"Brilho da luz eterna" em Sabedoria 7.26 e "resplendor da sua glória" em Hebreus 1.3 usam a mesma palavra grega rara.
Fílon
Leu Moisés com Platão, chamou o logos de "primogênito" e de "segundo Deus". Foi preservado por cristãos.
Próximo capítulo: Paulo entra em Atenas. Vê altares por toda parte, discute na ágora com epicureus e estóicos e é levado ao Areópago. É a cena em que a Bíblia e a filosofia se encontram frente a frente, e ela precisa de um capítulo só para si.
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