A Filosofia GregaCapítulo 4 de 11 ⤓ PDF
Pintura neoclássica: Sócrates, de torso nu, no centro de uma cela, ergue o dedo e estende a mão para a taça de cicuta que um jovem lhe oferece; ao redor, amigos chorando
CAPÍTULO 4 DE 11

Sócrates

A pergunta na ágora, o julgamento e a cicuta

Aos setenta anos, pela primeira vez diante de um tribunal, Sócrates pede para falar como falava na ágora. A cidade que ouviu as suas perguntas por décadas o condena por não reconhecer os seus deuses e por trazer outros, e quase quatro séculos e meio depois a mesma acusação voltará a ser feita em Atenas, a um judeu chamado Paulo.

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Atenas, 399 a.C., o tribunal. O réu tem setenta anos e nunca esteve num tribunal. Diz isso logo de saída: "sou um completo estrangeiro à maneira de falar daqui" (Platão, Apologia 17d; tradução minha). Pede uma só coisa. Que o deixem falar como falou sempre, com as palavras que usava na ágora, junto às mesas dos cambistas, onde muitos dos jurados já o ouviram (17c).

A Apologia é a versão de Platão desse dia, escrita por um discípulo que estava presente (38b). Não é ata, e as palavras são dele. Mas o que ela mostra bate com o que Xenofonte e outros contam, e é a melhor janela que temos. Neste capítulo, Sócrates fala a maior parte do tempo, e fala em frases que cabem num cartão. Ele conversa com a cidade e pergunta por quê. O que a cidade responde é uma sentença de morte.

Sócrates interessa a este livro por três motivos. Primeiro, porque a pergunta dele, "como se deve viver?", muda o rumo da filosofia grega, que até ali olhava sobretudo para o céu. Segundo, porque ele foi condenado por "não reconhecer os deuses da cidade e introduzir divindades novas", e quase quatro séculos e meio depois, na mesma Atenas, dirão de Paulo que parece "pregador de deuses estranhos". Terceiro, porque os Pais da igreja o tomaram, com cuidado, como um aliado.

14 — O HOMEM DA ÁGORAQuem foi Sócrates, e por que é difícil saber

Sócrates nasceu em Atenas em 470 ou 469 a.C. Era filho de Sofronisco, escultor ou canteiro, e de Fenarete, parteira, segundo Platão, que Diógenes Laércio resume (Vidas II, 18; Teeteto 149a). Serviu como soldado em Potideia, Anfípolis e Délio: diz que ficou no posto, "como qualquer outro", quando os comandantes o puseram lá (Apologia 28e). Era pobre, e diz que a pobreza é a testemunha de que nunca cobrou nada de ninguém (31c). Nunca escreveu uma linha.

Por isso o conhecemos por terceiros, e os terceiros se contradizem. Platão, discípulo, faz dele o herói de seus diálogos e põe nas suas bocas ideias que talvez sejam do próprio Platão. Xenofonte, soldado e escritor, o retrata como um homem prático e piedoso, em livros como as Memoráveis. Aristófanes, comediógrafo, o pôs numa cesta pendurada no teto, em As Nuvens (423 a.C.). E Aristóteles, que não o conheceu, o cita de segunda mão. O que se pode dizer de "Sócrates" sem Platão é muito pouco, e o que se diz com Platão é, em boa parte, Platão. Os estudiosos chamam isso de "questão socrática", e ela não tem solução definitiva.

Em As Nuvens, o lavrador Estrepsíades bate à porta do "Pensatório" e acha Sócrates suspenso numa cesta. Sócrates responde: "Ando pelo ar e especulo sobre o Sol" (v. 225; tradução minha). Vinte e quatro anos depois, no tribunal, Platão faz o velho Sócrates lembrar o fato: "vocês mesmos viram isso na comédia de Aristófanes: um Sócrates carregado, dizendo que andava no ar e falando muitas outras tolices, de que eu nada sei, nem pouco nem muito" (Apologia 19c). A caricatura grudou. Sócrates diz que os acusadores mais perigosos são esses anônimos que o pintaram antes.

Busto de mármore de Sócrates: rosto largo, calvo na testa, barba cheia e olhos fundos, sobre um pilar com inscrição grega
Sócrates — cópia romana (séc. II d.C.) de um original grego do século IV a.C., atribuído a Lisipo; mármore, Musei Capitolini, Roma. Foto de Daderot. O pilar traz o nome em grego: Sócrates, filho de Sofronisco, ateniense. O rosto "de sátiro", de nariz achatado, é descrito em fontes antigas e é a imagem que a tradição transmitiu. CC0.
📜 Segundo a tradição

Diógenes Laércio conta que Sócrates leu o livro de Heráclito, que Eurípides lhe emprestou, e que, perguntado o que achou, respondeu: "O que entendi é excelente; e creio que o que não entendi também é; mas é preciso um mergulhador de Delos para chegar ao sentido dele" (Vidas II, 22). Conta também, citando o historiador Duris, que as Graças da Acrópole eram obra dele, do tempo em que trabalhava como pedreiro (II, 19). As duas histórias são tardias e não têm respaldo em Platão ou Xenofonte.

⚠️ São tradição, não história. A primeira tem encanto (o homem que conversou com a obscuridade de Heráclito e a achou profunda), mas ninguém sabe se aconteceu.

15 — A PERGUNTA E O ORÁCULOQuem é sábio em Atenas?

Tudo começou, diz Sócrates, com uma pergunta de um amigo em Delfos. Querofonte, "impetuoso em tudo o que empreendia", foi ao oráculo e perguntou se havia alguém mais sábio que Sócrates. A Pítia respondeu que ninguém era mais sábio (Apologia 21a). Querofonte já morrera, e o irmão dele estava no tribunal para confirmar. Sócrates ficou intrigado. "Estou consciente de que não sou sábio, nem muito nem pouco. O que o deus pode querer dizer? Que enigma é esse? Ele certamente não mente, pois isso não lhe é possível" (21b; tradução minha).

Foi então procurar alguém mais sábio, para refutar o oráculo. Foi a um político: achou que ele parecia sábio a muitos e sobretudo a si mesmo, e não era. Daí a pouco concluiu: "eu sou mais sábio do que este homem, pois nenhum de nós sabe nada de belo e bom, mas ele acha que sabe, e não sabe, e eu, como não sei, também não acho que sei. Parece, então, que nesta pequena coisa eu sou mais sábio: o que não sei, também não julgo saber" (21d). Foi depois aos poetas, que compõem "não por sabedoria, mas por natureza e inspiração, como os profetas e os que dão oráculos: dizem muitas coisas belas, mas não sabem nenhuma do que dizem" (22c). E foi, por fim, aos artesãos. Aí encontrou saber de verdade. Eles sabiam coisas belas que ele não sabia, e nisso eram mais sábios. Mas, por saberem bem o seu ofício, achavam-se sábios também nas coisas maiores, e nisso estavam errados (22d).

A conclusão que Sócrates tira do oráculo é que a verdadeira sabedoria humana "vale pouco ou nada", e que o deus só usou o nome dele como exemplo: "é mais sábio, entre vós, humanos, quem, como Sócrates, reconheceu que na verdade nada vale em sabedoria" (23b). Sua missão passa a ser ir de cidadão em cidadão, examinando-os, "para ajudar o deus" (23b).

⚠️ A frase famosa "só sei que nada sei" não aparece assim em Platão. É um resumo posterior. O que o Sócrates da Apologia diz é mais fino: ele não julga saber o que não sabe (21d), e, em outro ponto, afirma saber duas coisas: que é mau e vergonhoso cometer injustiça e desobedecer a quem é melhor, deus ou homem (29b).

O método dele, que os estudiosos chamam de élenkhos, "refutação", é conversar fazendo perguntas, até o interlocutor perceber que não sabe o que pensava saber. O exemplo mais usado em aulas está no Eutífron. Sócrates e Eutífron, um especialista em religião muito seguro de si, discutem o que é o piedoso. Sócrates propõe uma pergunta que ficou: "O piedoso é amado pelos deuses porque é piedoso, ou é piedoso porque é amado pelos deuses?" (Eutífron 10a). Teólogos cristãos responderam à pergunta de formas diferentes. Costuma-se apontar que Tomás de Aquino ancora a lei moral na razão e na natureza de Deus, e que Guilherme de Ockham, séculos depois, dá mais peso à vontade divina. Os teólogos de hoje continuam divididos. O que importa aqui é que a pergunta é socrática, e a usamos até hoje.

🌱 Semente de sermão

Sócrates diz que a vida sem exame não vale a pena ser vivida por um ser humano (Apologia 38a). A Bíblia tem uma fala vizinha, com outra fonte: "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos" Sl 139.23. Sócrates examina os outros, e o salmista pede para ser sondado. A diferença é pequena na frase e grande na vida: um examina o vizinho, e o outro oferece a si mesmo.

16 — O DEUS, A VOZ E OS "DEUSES ESTRANHOS"No que Sócrates acreditava

A acusação dizia que Sócrates "não reconhece os deuses que a cidade reconhece, mas outras divindades novas" (Apologia 24b). Xenofonte conta que o escrito era mais ou menos esse: "Sócrates é culpado de não reconhecer os deuses que a cidade reconhece e de introduzir outras divindades novas; é culpado também de corromper os jovens" (Memoráveis I, 1, 1; tradução minha do grego). Diógenes Laércio diz que o texto da denúncia estava guardado no Métroon, o templo da Mãe dos Deuses, e o cita (Vidas II, 40).

Xenofonte defende o mestre: Sócrates sacrificava em casa e nos altares públicos da cidade e consultava os oráculos (Memoráveis I, 1, 2). O que provocou a acusação, pensa Xenofonte, foi a "voz" que Sócrates dizia ouvir. Em Platão, ele mesmo explica: "alguma coisa divina e espiritual vem a mim... uma espécie de voz que, desde a infância, quando aparece, sempre me desvia do que estou prestes a fazer, e nunca me impele" (31c-d). Foi essa voz, diz, que o impediu de entrar na política. Seria, acredita, morto há muito tempo.

A segunda coisa em que Sócrates acreditava era numa obediência. No tribunal, ele diz que, se o soltarem sob a condição de parar de filosofar, responderá: "Eu os respeito e amo, atenienses, mas obedecerei ao deus antes que a vocês, e enquanto eu viver e puder, jamais deixarei de filosofar" (Apologia 29d). Em grego, πείσομαι δὲ μᾶλλον τῷ θεῷ ἢ ὑμῖν. Agora compare com o que os apóstolos dizem ao Sinédrio:

"Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens." Atos 5.29

Em grego, Πειθαρχεῖν δεῖ θεῷ μᾶλλον ἢ ἀνθρώποις. A semelhança é de estrutura e de palavras, e vários comentaristas de Atos ouvem nela um eco do julgamento de Sócrates. Mas Pedro logo acrescenta de quem fala: "O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus" At 5.30. O Deus de Pedro tem nome e fez algo na história. O "deus" de Sócrates é a divindade a quem ele atribui a missão, sem biografia.

🔎 A palavra original

A palavra de Sócrates para a voz é δαιμόνιον (daimónion), "algo divino". Na Grécia, o termo podia significar uma força divina de qualquer tipo, e não era mau. No Novo Testamento, é quase sempre o contrário: daimónion são os demônios que Jesus expulsa. Strong define a palavra como "um ser demoníaco; por extensão, uma divindade". Por isso é preciso ler com cuidado Atos 17.18: os filósofos de Atenas dizem que Paulo "parece ser pregador de ξένων δαιμονίων", "divindades estrangeiras", e a ACF traduz por "deuses estranhos" At 17.18. A expressão lembra a da denúncia contra Sócrates, ἕτερα καινὰ δαιμόνια, "outras divindades novas": as palavras mudam (kainá, "novas", e xéna, "estrangeiras"), a ideia é a mesma, e vários comentaristas de Atos notam o eco. Os atenienses não estavam dizendo que Paulo pregava demônios, no sentido do Novo Testamento: estavam dizendo que ele trazia divindades de fora, como já se acusara Sócrates.

Outra palavra da mesma família aparece na abertura do discurso de Paulo: ele diz que os vê "um tanto δεισιδαιμονεστέρους" At 17.22. A ACF traduz por "supersticiosos"; Strong a define como "mais religioso do que os outros". O Capítulo 9 volta a ela.

17 — O JULGAMENTOA cidade, a anistia e os votos

Em 404 a.C. Atenas perdera a guerra contra Esparta, e por cerca de um ano foi governada por um regime de trinta oligarcas, os Trinta Tiranos. Entre eles estava Crítias, que fora companheiro de Sócrates. Os Trinta mataram muita gente. Quando caíram, a democracia voltou e declarou uma anistia para os atos anteriores. Xenofonte, ao defender o mestre, responde a uma crítica de que ele ensinava os jovens a desprezar as leis, por exemplo ao zombar do sorteio de cargos públicos, e discute o caso de Crítias e de Alcibíades, dois companheiros de Sócrates que fizeram mal à cidade (Memoráveis I, 2, 9-12). Em Platão, Sócrates conta que, sob os Trinta, ele recebeu a ordem de ajudar a prender um homem, Leão de Salamina, e simplesmente voltou para casa (Apologia 32c-e).

Muitos estudiosos pensam que a acusação religiosa disfarçava um motivo político que a anistia impedia de levar a juízo. É uma hipótese, não prova. Outros lembram que as acusações de impiedade eram instrumentos reais da cidade, como o caso de Anaxágoras, e que os atenienses temiam irritar os deuses depois de guerra e peste. As fontes antigas não dão o motivo.

O julgamento foi por júri sorteado entre cidadãos. Nem Platão nem Xenofonte dizem quantos eram, e o provável é 501. Platão faz Sócrates dizer que, se só "trinta votos" tivessem caído para o outro lado, ele teria sido absolvido (Apologia 36a). Com 501 jurados, a conta dá uma condenação por 280 votos contra 221, número que alguns estudiosos modernos deduzem. Diógenes Laércio dá cifras diferentes (Vidas II, 41), e as fontes não concordam.

Pelo costume ateniense, depois da condenação o réu propunha a sua pena e os jurados escolhiam entre a proposta da acusação e a dele. A acusação pedia a morte. Sócrates propôs, primeiro, a pena de ser sustentado com refeições no pritaneu, a honra reservada aos benfeitores da cidade: "que mais convém a um homem pobre, seu benfeitor, que precisa de tempo livre para exortá-los?" (Apologia 36d). Depois aceitou propor uma multa de trinta minas, que os amigos, Platão entre eles, garantiam (38b). O júri votou a morte. E o filho de Sofronisco fez o último discurso: "Chegou a hora de partir. Eu vou morrer, e vocês, viver. Qual dos dois caminha para melhor sorte, ninguém sabe, a não ser o deus" (42a; tradução minha).

18 — A CICUTAUm mês de espera e uma última dívida

Não houve execução imediata. Na véspera do julgamento, conta o Fédon, o sacerdote de Apolo coroara a popa do navio que Atenas manda todo ano a Delos, em lembrança de Teseu, e, enquanto o navio não voltasse, a lei da cidade proibia execuções públicas. Por isso, Sócrates ficou "muito tempo" na prisão (Fédon 58a-c). Os amigos o visitaram. O diálogo mais famoso desse tempo, o Fédon, é Platão pondo na boca dele os argumentos para a imortalidade da alma, e é obra literária.

Na tarde final, o servidor dos Onze trouxe a taça de cicuta. Sócrates a tomou, diz Fédon, "muito delicadamente, sem tremer, sem mudar de cor nem de expressão", e perguntou se podia fazer uma libação a alguma divindade. Disseram-lhe que só preparavam o suficiente. "Entendo. Mas posso e devo rezar aos deuses para que a minha partida seja feliz", e bebeu tudo "com muita calma e tranquilidade" (Fédon 117b-c; tradução minha). Os amigos choraram. Ele os repreendeu, pedindo silêncio. Quando o frio chegou ao ventre, descobriu o rosto e disse as últimas palavras: "Críton, devemos um galo a Asclépio. Paguem, e não se esqueçam" (118a).

O que isso quer dizer é discutido. Asclépio é o deus da cura, e o galo era uma oferta comum a ele. Alguns intérpretes leem a frase como gratidão por uma cura, e a "doença" seria a vida; outros veem uma dívida ritual qualquer, um último gesto de homem comum. O texto de Platão não explica.

🏺 O que a pá encontrou

Onde Sócrates morreu? Platão diz só "a prisão". Um grande edifício de pedra porosa (o "Edifício de Poros"), no canto sudoeste da Ágora de Atenas, escavado nos anos 1940, tem salas dos dois lados de um corredor estreito. Em 1975, o arqueólogo Eugene Vanderpool propôs que fosse o possível "desmoterion", a prisão do Estado. No fundo de uma cisterna apareceram treze pequenos vasos de barro que, segundo ele, poderiam ter servido para dar o veneno. Mas num poço do prédio também há lascas de mármore de c. 400-385 a.C., e o edifício pode ter sido uma oficina.

⚠️ A identificação é uma sugestão, não um achado. Os copos não trazem inscrição, e o edifício pode ter sido oficina. O chamado "Cárcere de Sócrates" que os guias mostram na colina das Musas é uma tradição moderna, sem base nas fontes antigas.

📜 Segundo a tradição

Diógenes Laércio conta que os atenienses se arrependeram logo: fecharam ginásios e palestras, baniram os acusadores, condenaram Meletos à morte e erigiram a Sócrates uma estátua de bronze, obra de Lisipo (Vidas II, 43). Historiadores desconfiam. Fica como lenda de reparação.

⚠️ Tradição, não história. Platão e Xenofonte não falam de arrependimento coletivo nem de estátua.

PARA FIXARO que ficou do capítulo

🏛️

Um réu de 70 anos

Sócrates nunca estivera num tribunal (Apologia 17d). Perde por poucos votos, segundo ele mesmo: "trinta" (36a).

❓

O oráculo e a pergunta

"Ninguém é mais sábio", disse a Pítia. Sócrates concluiu que sabedoria humana é saber que não sabe o que não sabe (21d), mas "só sei que nada sei" não está em Platão.

🗣️

Deuses estranhos

"Divindades novas" (Sócrates) e ξένων δαιμονίων (Paulo, At 17.18): a mesma acusação, em Atenas, com 450 anos de distância.

🐓

Um galo a Asclépio

Últimas palavras de Sócrates no Fédon. O sentido é discutido, e Platão não o explica.

Próximo capítulo: Platão. Ele estava no tribunal e se ofereceu como fiador da multa. Quando Sócrates morreu, Platão fez de uma pergunta sem resposta um sistema inteiro: o mundo das Formas, a caverna, o Demiurgo e a alma imortal, ideias que os cristãos vão ler durante séculos.

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