Éfeso, diante do grande templo de Ártemis, por volta de 500 a.C. O templo é uma floresta de colunas, e o rei Creso da Lídia pagou a maior parte delas (Heródoto, Histórias I, 92). Nos degraus, um homem de rosto fechado joga ossinhos com as crianças. Um grupo de efésios se junta em volta, sem entender. Ele levanta os olhos: "De que se admiram, seus miseráveis? Não é melhor fazer isto do que governar com vocês?"
A cena é de Diógenes Laércio, que escreve uns setecentos anos depois, e por isso é anedota, e não registro (Vidas IX, 3). O mesmo autor diz que o homem, cansado da vida pública, deixou o seu livro no templo e que, "segundo alguns", o escreveu de propósito obscuro (IX, 6). O homem é Heráclito, e o livro tem uma primeira frase que ainda hoje ninguém sabe pontuar. Aristóteles já reclamava disso. Mas antes de chegar a ele é preciso passar por cinco pensadores que abriram a estrada: os três de Mileto, Pitágoras, o mestre dos números, e um poeta de Colofão que riu dos deuses.
06 — OS TRÊS DE MILETOA água, o ilimitado e o ar
Tales de Mileto não deixou nada escrito que tenha chegado até nós. Diógenes Laércio já registra que "alguns" dizem que ele não escreveu nada (Vidas I, 23). Tudo o que se diz da sua filosofia vem de testemunhas posteriores, e a principal é Aristóteles, que escreve cerca de dois séculos depois. Segundo ele, Tales dizia que o princípio de todas as coisas é a água, e que por isso a terra flutua sobre a água. E Aristóteles faz uma conjectura sobre o motivo: "provavelmente tirou essa ideia de ver que o alimento de todas as coisas é úmido", e que até o calor nasce da umidade (Metafísica I, 3, 983b; tradução minha). Ele diz "provavelmente". Nem Aristóteles sabia ao certo.
Aristóteles também relata duas outras coisas sobre Tales. Que ele atribuía alma ao ímã, porque o ímã move o ferro (Sobre a alma I, 2, 405a). E que, "provavelmente por isso", chegou à opinião de que "todas as coisas estão cheias de deuses" (Sobre a alma I, 5, 411a). Aqui também há cautela do próprio autor. Mas vale notar o que o dito mostra: o primeiro filósofo, que explica o mundo sem recorrer a caprichos de Zeus, não era ateu.
Anaximandro, também de Mileto e mais jovem, foi um passo adiante. Diz Diógenes Laércio, citando o cronista Apolodoro, que ele tinha 64 anos no segundo ano da 58ª Olimpíada, isto é, por volta de 547-546 a.C. (Vidas II, 2). Para ele, o princípio de tudo não era a água nem outro elemento conhecido, e sim o ápeiron, "o ilimitado" ou "o indefinido", de onde as coisas saem e para onde voltam. Diz-se que fez o primeiro mapa da terra e do mar e que instalou em Esparta um relógio de sol, o gnômon (Vidas II, 1-2).
O único trecho que se atribui às palavras do próprio Anaximandro foi preservado por Simplício, comentador de Aristóteles que escreve no século VI d.C. e que parece citar Teofrasto, discípulo de Aristóteles. Em tradução livre e resumida, o texto diz que as coisas voltam àquilo de que nasceram "segundo a necessidade", pois pagam umas às outras pena e reparação pela sua injustiça, segundo a ordem do tempo. A imagem vem do tribunal da cidade. O mundo, para Anaximandro, tem uma justiça própria, e nenhuma coisa pode crescer sem limite sobre as outras.
⚠️ A redação exata desse fragmento é discutida. Estudiosos divergem sobre quais palavras são de Anaximandro e quais são paráfrase de Teofrasto ou de Simplício, e divergem também sobre o que seria o ápeiron: ilimitado no espaço, no tempo ou na qualidade. Aqui ele é apresentado como a leitura mais comum, e não como a certa.
O terceiro, Anaxímenes, volta a uma substância conhecida: o ar. Aristóteles diz que ele e Diógenes de Apolônia puseram o ar antes da água (Metafísica I, 3, 984a). A tradição de resumos de filósofos antigos acrescenta o mecanismo: o ar, quando se adensa, vira vento, nuvem, água, terra e pedra, e quando se rarefaz, vira fogo. Para esta tradição, os três de Mileto têm em comum uma ideia nova: o mundo tem uma ordem interna e a razão humana pode procurá-la. Não procuraram a ordem na vontade dos deuses.
A palavra-chave desta fase é ἀρχή (arkhé), que Aristóteles usa ao dizer que Tales deu a água por "princípio" de todas as coisas. O dicionário de Strong a define como "começo ou, concretamente, chefe, em várias aplicações de ordem, tempo, lugar ou posição". A palavra quer dizer ao mesmo tempo "começo" e "o que comanda".
O hebraico tem rêʼshîyth (רֵאשִׁית), "o primeiro, em lugar, tempo, ordem ou posição" (Strong). É a palavra da primeira frase da Bíblia: "No princípio criou Deus o céu e a terra" Gn 1.1. Quando os judeus de Alexandria traduziram o Gênesis para o grego, escreveram ἐν ἀρχῇ, e João abre o seu Evangelho com as mesmas duas palavras: ἐν ἀρχῇ ἦν ὁ λόγος Jo 1.1. A pergunta dos filósofos, "do que tudo é feito?", é diferente da pergunta que o Gênesis responde, "quem fez?". Mas as duas usam a mesma palavra para "começo", e esse é um dos fios que ligam este livro.
07 — PITÁGORASOs números e a alma que passa de corpo em corpo
Pitágoras nasceu em Samos, ilha vizinha da Jônia, por volta de 570 a.C., e fundou em Crotona, no sul da Itália, uma comunidade que unia matemática, rito e regra de vida. Quase tudo o que se conta dele é lenda, escrita séculos depois. Aristóteles, que o conhece pelos "chamados pitagóricos", diz que eles se dedicaram à matemática e foram os primeiros a desenvolvê-la, e que, por causa disso, julgaram que os princípios dos números eram os princípios de todas as coisas. Viram, por exemplo, que os intervalos da escala musical dependem de razões numéricas (Metafísica I, 5, 985b). O universo, para eles, tinha uma música escondida.
O outro lado dos pitagóricos é a alma. Diógenes Laércio, citando Heráclides do Ponto, conta que Pitágoras dizia ter vivido antes como Etálides, depois como Euforbo, que lutou em Troia, e depois como Hermotimo e como Pirro, um pescador de Delos (Vidas VIII, 4-5). Isso é a metempsicose: a alma passa de um corpo para outro, inclusive para o de animais. Um poeta contemporâneo, Xenófanes, zombou da ideia num verso que Diógenes preserva. Pitágoras vê um cão sendo espancado e diz ao homem: "Para! Não bata nele, pois é a alma de um amigo meu; reconheci a voz dele quando ganiu" (Vidas VIII, 36; tradução minha).
Diz-se que Pitágoras viajou ao Egito, a Babilônia e até à Índia, e que dali trouxe a matemática e a doutrina da alma. As fontes que contam isso são tardias e misturam fatos com lendas de discípulos que o veneravam. O que se pode afirmar é mais modesto. Tabuinhas de argila da Babilônia, de mais de mil anos antes dele, mostram que a relação entre os lados do triângulo retângulo, que hoje leva o nome dele, já era conhecida. Se foi Pitágoras ou seus discípulos quem primeiro a demonstrou, nenhuma fonte antiga segura permite dizer.
⚠️ Tradição, e não história confirmada. Diógenes Laércio escreve no século III d.C. A fama de Pitágoras cresceu nos séculos seguintes e a sua biografia se encheu de milagres.
Para a Bíblia, é a mesma pergunta que Paulo vai ouvir em Atenas: o que acontece depois da morte? O texto bíblico fala de outra coisa que a metempsicose: "como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" Hb 9.27. E fala de ressurreição do corpo, o que, para muitos gregos instruídos, era o ponto mais estranho da pregação cristã At 17.32. O Capítulo 9 conta isso. Aqui basta marcar que a ideia de que a alma é uma coisa e o corpo outra, e que a primeira escapa do segundo, já circulava na Grécia desde Pitágoras, e que Platão vai levá-la adiante.
08 — XENÓFANESO poeta que riu dos deuses de Homero
Xenófanes de Colofão, na Jônia, viveu muito e viajou muito, e os estudiosos o situam entre c. 570 e c. 475 a.C. Foi poeta, e foi o primeiro crítico dos deuses de Homero e de Hesíodo cujos versos ainda temos. Clemente de Alexandria, escrevendo para cristãos por volta do ano 200, copiou trechos dele para mostrar que mesmo os gregos tinham ouvido falar de um só Deus (Stromata V, 14). É por Clemente que lemos, em tradução minha, que "há um só deus, o maior entre deuses e homens, nem em corpo nem em pensamento semelhante aos mortais".
Xenófanes ataca a imagem humana dos deuses. Os mortais, diz ele, acham que os deuses nascem, vestem roupas e têm voz e corpo como os deles. E acrescenta o argumento mais famoso: se bois, cavalos e leões tivessem mãos e soubessem pintar, os cavalos desenhariam deuses como cavalos e os bois, como bois (Stromata V, 14). Noutro lugar, Clemente lembra que, segundo Xenófanes, os etíopes imaginam os seus deuses escuros e os trácios, ruivos (Stromata VII, 4). E o filósofo cético Sexto Empírico, que escreve por volta do ano 200, preserva um verso em que Xenófanes acusa Homero e Hesíodo de terem atribuído aos deuses tudo o que é vergonha entre os homens: roubar, adulterar, enganar uns aos outros (DK 21 B11). Era um golpe direto na educação grega, que se fazia lendo Homero.
É inevitável ouvir nisto um eco de Isaías e dos Salmos, e a comparação é antiga. Os cristãos que liam Xenófanes viam nele um aliado. Mas a semelhança tem limites, e é melhor dizê-los.
O salmista zomba de estátuas de metal e de quem confia nelas. Xenófanes zomba de uma imaginação humana que projeta os homens no céu. O primeiro parte de um Deus que fala, age e criou os céus: "A quem, pois, fareis semelhante a Deus, ou com que o comparareis?" Is 40.18. O segundo parte de uma pergunta, "como o divino deve ser, se é divino?", e responde por raciocínio. Os dois combatem uma divindade feita à imagem do homem, mas por caminhos diferentes. Os pais da igreja, como se verá no Capítulo 11, tiraram desse parentesco uma consequência: a razão pode ao menos tirar o entulho do caminho.
Xenófanes percebeu que cada povo faz os deuses à sua cara. A Bíblia diz algo mais incômodo: "A eles se tornem semelhantes os que os fazem" Sl 115.8. A imagem que você tem de Deus acaba formando você. Vale perguntar de que tamanho é o Deus de que você fala todo dia: do tamanho da sua família, da sua cidade, da sua igreja, ou do tamanho do que está escrito em Isaías 40?
09 — HERÁCLITOO Obscuro de Éfeso e o primeiro "logos"
Heráclito era de Éfeso, e Diógenes Laércio põe o seu auge por volta da 69ª Olimpíada, isto é, 504-501 a.C. (Vidas IX, 1). Clemente e Hipólito o chamam de "o Obscuro". Ele escrevia em frases curtas, enigmáticas, quase sentenças de oráculo. O livro se perdeu, e o que temos são trechos citados por autores posteriores, entre eles dois pais da igreja, Clemente e Hipólito de Roma. Os estudiosos numeram esses trechos pela edição de Diels e Kranz (DK 22, B1, B2...), e é como eles aparecem aqui.
A primeira frase do livro, preservada por Sexto Empírico e por Hipólito, diz mais ou menos isto: "Deste logos, que sempre existe, os homens se mostram sem compreensão, tanto antes de ouvi-lo como depois de o terem ouvido pela primeira vez. Pois, embora tudo aconteça segundo este logos, parecem inexperientes" (DK 22 B1; tradução minha). Aristóteles, na Retórica, usa justamente essa abertura como exemplo de frase difícil de pontuar: não se sabe se o "sempre" vai com "existe" ou com "não compreendem" (Retórica III, 5, 1407b). Quem lê o primeiro período já enfrenta a pergunta: o que é esse logos?
Outra frase, que Hipólito copia, aprofunda: "Dando ouvidos não a mim, mas ao logos, é sábio concordar que todas as coisas são uma só" (DK 22 B50). Em outro trecho, que Clemente transmite: "Este mundo, o mesmo para todos, nenhum dos deuses nem dos homens o fez. Sempre foi, é e será fogo sempre vivo, que se acende em medidas e se apaga em medidas" (DK 22 B30). Repare no que muda para um leitor da Bíblia. O primeiro versículo da Bíblia diz que Deus criou o céu e a terra. Heráclito diz que nenhum deus nem homem fez este mundo. O cosmos é eterno e se governa por si mesmo, por um princípio que ele chama de logos.
O que une as coisas, para Heráclito, é a tensão entre contrários. "A guerra é pai de todas as coisas e rei de todas: a uns mostrou deuses, a outros homens; a uns fez escravos, a outros livres" (DK 22 B53, citado por Hipólito). A harmonia que não se vê, diz ele, vale mais do que a que se vê (B54). Uma imagem do rio ficou: Platão faz Sócrates dizer que Heráclito afirma que tudo se move e nada permanece, e compara o universo à corrente de um rio, em que não se pode entrar duas vezes (Crátilo 402a). A fórmula "tudo flui" (panta rhei) não aparece entre os fragmentos: é um resumo posterior. O que há de atestado é a imagem do rio, que vem de Platão.
λόγος (lógos) vem do verbo λέγω, "dizer, contar, reunir". O dicionário grego-inglês de Liddell, Scott e Jones lista, para a palavra, uma enorme variedade de sentidos: "conta, cálculo", "medida", "proporção", "explicação, argumento", "razão, fundamento", "discurso, narrativa", "palavra, dito" e, num verbete próprio, "razão, lei que se mostra no processo do mundo". Em Heráclito, o dicionário dá o exemplo de B1 sob o sentido "razão, fundamento", e de B50 sob "exposição de uma teoria".
Strong resume o uso do Novo Testamento: "algo dito (incluindo o pensamento)... também raciocínio (a faculdade mental) ou motivo; especialmente, com o artigo em João, a Expressão Divina (isto é, Cristo)". O dicionário de Liddell e Scott, no fim do verbete, resume a história inteira da palavra: de "razão, fundamento" em Heráclito à "razão que se mostra no processo do mundo", sobretudo entre os estoicos, e daí à "Palavra ou Sabedoria de Deus", personificada como agente da criação, em livros judaicos de língua grega e em Fílon, até o Novo Testamento, onde "é identificada com a pessoa de Cristo". Os capítulos 7, 8 e 10 vão seguir esse caminho, passo a passo. Aqui basta guardar que o logos de Heráclito não é a Palavra de João 1, mas a palavra é a mesma.
O que Heráclito queria dizer? Os estudiosos discordam. Para alguns, o logos é o seu próprio discurso, "isto que eu digo". Para outros, é a lei racional que governa o mundo, a que todos podem ouvir e quase ninguém ouve. A leitura mais comum une as duas: o livro é fiel ao que o mundo diz. É o que o fragmento 50 sugere quando faz o autor se pôr de lado: "ouvindo não a mim, mas ao logos".
Houve cristãos que leram esse texto com entusiasmo e outros com medo. Clemente de Alexandria cita o fragmento sobre o fogo e acrescenta, por conta própria, que o fogo se transforma "pelo Verbo de Deus, que governa todas as coisas" (Stromata V, 14). Isso é de Clemente, e não de Heráclito. Hipólito de Roma, por sua vez, dedica boa parte do livro IX da Refutação de todas as heresias a acusar um mestre chamado Noeto, que ensinava que Pai e Filho são o mesmo, de ter tirado a ideia de Heráclito e não de Cristo. Ele escreve que os seguidores de Noeto "imaginam ser discípulos de Cristo, quando na verdade são do Obscuro". Para Hipólito, a filosofia podia ser fonte de heresia. Para Clemente, podia ser preparação para o evangelho. As duas atitudes, e muitas entre elas, vão marcar o Capítulo 11.
⚠️ Que Noeto tenha de fato aprendido de Heráclito é o que diz o adversário dele, Hipólito. Os noetianos, naturalmente, tinham outra versão: apoiavam-se nas Escrituras. O texto de Hipólito mostra como um pai da igreja via a filosofia. Não prova de onde Noeto tirou suas ideias.
O templo de Ártemis em Éfeso foi uma das sete maravilhas do mundo antigo. O que Heráclito conheceu, porém, não é o que Paulo viu. A reconstrução em mármore começou por volta de 550 a.C., com dinheiro de Creso. Esse templo foi incendiado em 356 a.C. por um homem chamado Heróstrato, e o templo seguinte, reconstruído pelos efésios, é o que estava de pé quando Paulo chegou a Éfeso. Foi diante dele que a multidão gritou, durante quase duas horas: "Grande é a Diana dos efésios" At 19.34. Os godos o saquearam no século III d.C. Hoje restam as fundações e uma única coluna reconstruída, e parte das esculturas está no Museu Britânico.
⚠️ Que Heráclito tenha depositado o livro no templo é o que diz Diógenes Laércio, séculos depois. Nenhum achado confirma isso.
Diógenes Laércio dá duas versões da morte de Heráclito. Numa, ele se afasta da cidade para viver de ervas nas montanhas, adoece de hidropisia, pergunta aos médicos, por enigma, se sabem fazer seca depois da chuva, e morre coberto de esterco de vaca, tentando evaporar a água do corpo. Noutra, ele é devorado por cães sem ser reconhecido (Vidas IX, 3-4). O próprio Diógenes diz que as fontes divergem. As histórias parecem feitas para ilustrar o "Obscuro" que fala por enigmas, e não registros de fato.
⚠️ Tradição, não história. A imagem do "Heráclito que chora" e do "Demócrito que ri" também é tardia: um testemunho antigo e muito citado é o de Sêneca, no século I d.C. (Sobre a ira II, 10, 5).
No mundo de Heráclito, tudo flui e nada fica. Quem lê a Bíblia depois dele estranha uma frase como esta: "Porque eu, o Senhor, não mudo" Ml 3.6, e outra: "o Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação" Tg 1.17. Para quem vive no rio, a promessa bíblica é uma margem. Não é que o rio pare, é que há alguém que não é arrastado por ele.
PARA FIXARO que ficou do capítulo
Do mito à natureza
Tales, Anaximandro e Anaxímenes procuram uma ordem dentro do mundo: água, ilimitado, ar. Tudo o que sabemos de Tales vem de Aristóteles, e ele mesmo usa "provavelmente".
Pitágoras: números e almas
A música como proporção e a alma que muda de corpo. A Bíblia fala de outra coisa: morrer uma vez Hb 9.27 e ressurreição do corpo.
Xenófanes e os deuses-cavalo
Se os cavalos tivessem mãos, desenhariam deuses cavalos. A crítica à imagem humana dos deuses é parente da dos Salmos Sl 115.4-8, com um ponto de partida diferente.
Heráclito e o logos
"Dando ouvidos não a mim, mas ao logos." É a primeira grande aparição da palavra que João 1.1 vai usar. Mas o logos de Heráclito é lei do mundo, e o de João é uma pessoa.
Próximo capítulo: Heráclito disse que tudo muda. Parmênides, da cidade de Eleia, respondeu que nada muda, e que quem diz o contrário está enganado. Entre os dois, um grupo de filósofos tenta salvar o mundo, e um deles, Anaxágoras, põe uma Mente para organizá-lo.
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