A Filosofia GregaCapítulo 7 de 11 ⤓ PDF
Pintura a óleo: Diógenes, sentado dentro de um grande jarro de barro, segura uma lanterna acesa; ao redor, cães; ao fundo, uma praça e prédios ao sol
CAPÍTULO 7 DE 11

Estoicos e epicureus

O Pórtico, o Jardim e a filosofia como modo de vida

Um mercador naufraga perto de Atenas, lê Xenofonte numa livraria e funda o estoicismo. Na mesma época, um filósofo compra um jardim e ensina que a morte não é nada. Quando Paulo chega, os dois grupos o esperam na ágora, e a ressurreição é a pedra no caminho de ambos.

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Atenas, no fim do século IV a.C. Um mercador de Cítio, em Chipre, trazia da Fenícia uma carga de púrpura. O navio naufraga perto do Pireu, e ele vai a pé até a cidade. Senta-se na banca de um livreiro, pega o segundo livro das Memoráveis de Xenofonte e lê. Gosta tanto que pergunta onde vivem homens como aquele Sócrates. Por acaso, passa Crates, o filósofo cínico. O livreiro aponta e diz: "Siga aquele homem" (Diógenes Laércio, Vidas VII, 2-3).

É anedota, e Diógenes a registra sem garantia. Mas a frase que o mercador teria dito depois ficou: "Naveguei bem quando naufraguei" (VII, 4). O homem é Zenão. Ele vai ensinar num pórtico pintado, e os alunos serão chamados de estoicos. Na mesma Atenas, mais ou menos na mesma época, um filósofo criado em Samos compra um jardim e funda a escola rival. É Epicuro. Os dois grupos estavam em Atenas quando Paulo chegou. Lucas os cita pelo nome:

"E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição." Atos 17.18

Este capítulo conta quem eram.

29 — O PÓRTICO PINTADOZenão, Cleanthes, Crisipo e a razão que governa o mundo

Zenão, diz Diógenes, andava de um lado para o outro num belo pórtico da ágora, chamado Stoa Poikile, o "Pórtico Pintado", por causa das pinturas de Polignoto. Dava ali as suas aulas. Os discípulos foram chamados primeiro de zenonianos e depois de estoicos, do nome do lugar (VII, 5). O pórtico, conta Diógenes, era um lugar sombrio, porque os Trinta Tiranos teriam matado ali, segundo ele, cerca de mil e quatrocentos cidadãos, número que talvez seja exagero. É por isso, diz ele, que Zenão quis sossegá-lo com as suas conversas.

A cidade de Zenão tem nome bíblico. Cítio, em Chipre, é a Quitim da Bíblia: "E os filhos de Javã são: Elisá, Társis, Quitim e Dodanim" Gn 10.4. Josefo, no século I, diz que Quitim ocupou a ilha de Chipre, e que uma cidade ali conservou o nome, "Citio" para os gregos (Antiguidades I, 128). Os profetas falam de "Quitim" como de uma terra do outro lado do mar: "desde a terra de Quitim lhes foi isto revelado" Is 23.1, e Daniel fala de "navios de Quitim" Dn 11.30. Strong define o gentílico hebraico como "um cipriota; por extensão, um ilhéu em geral, isto é, os gregos ou romanos nas costas defronte da Palestina". Diógenes diz que Cítio era uma cidade grega em parte ocupada por colonos fenícios, e conta que Crates chamava Zenão, de brincadeira, de "meu fenicinho" (VII, 1 e 3). O fundador do estoicismo era, portanto, um homem do mundo de Quitim, entre Fenícia e Grécia.

O que ensinou Zenão? Primeiro, que o mundo é governado por uma razão. Diógenes resume a doutrina estoica: Deus é uma unidade, que se chama Mente, Destino e Zeus, e "sendo o princípio seminal do mundo" ordena a matéria (VII, 135-136). Os estoicos chamavam essa razão de logos. O dicionário de Liddell e Scott registra, para a palavra, o sentido estoico de "a ordem divina", com uma citação de Zenão: "a razão do universo, a que alguns chamam destino", e a expressão "logos seminal" (σπερματικὸς λόγος), "princípio gerador" do mundo. Os estoicos se viam como herdeiros de Heráclito: Diógenes lista entre os livros de Cleanthes uns Comentários a Heráclito. O logos deles é parente do de Éfeso, só que agora a razão vira sistema.

Segundo, que a vida boa é viver conforme a natureza. Zenão foi o primeiro, diz Diógenes, a afirmar em Sobre a natureza do homem que o bem supremo é "viver de acordo com a natureza", o que é o mesmo que viver segundo a virtude (VII, 87). Terceiro, que as paixões são erros de juízo. As principais, diz Diógenes, são quatro: dor, medo, desejo e prazer, e, segundo Crisipo, cada uma é um juízo: "a cobiça é a opinião de que o dinheiro é belo" (VII, 110-111). O sábio estoico vive sem essas perturbações, o que os gregos chamavam de ἀπάθεια, apátheia, e que não significa "apatia" no sentido de hoje: é liberdade das paixões que perturbam o juízo.

Os outros mestres vêm depois. Cleanthes, de Assos, que fora lutador, carregava água de noite nos jardins para viver, e de dia estudava. Diógenes conta que foi levado a um tribunal para explicar de que vivia, e os juízes do Areópago, que ouviram o jardineiro e a moleira como testemunhas, o admiraram e mandaram dar-lhe dez minas, que Zenão o proibiu de aceitar (Vidas VII, 168-169). Crisipo, de Soli ou de Tarso, na Cilícia, escreveu mais de setecentos e cinco livros, e diziam que, se houvesse dialética entre os deuses, seria como a dele (VII, 179-180). Ele deu forma ao sistema, e Diógenes cita o verso: "Se Crisipo não tivesse vivido e ensinado, o Pórtico não teria existido" (VII, 183).

Cabeça de mármore de um homem idoso, calvo, de testa franzida, olhos vazados e barba curta, sobre um suporte escuro
Cabeça de Crisipo — mármore romano do século I d.C., cópia de um retrato grego antigo do filósofo estoico; Metropolitan Museum of Art, Nova York (24.243; Open Access). A identificação segue o catálogo do museu. CC0.
👁️ Como era viver ali

Crates, o mestre cínico de Zenão, ensinava pela vergonha. Diógenes conta que, para curar Zenão do pudor, mandou-o atravessar o Cerâmico carregando um jarro de sopa de lentilhas; quando viu que ele tentava escondê-lo, quebrou o jarro com o cajado, e a sopa escorreu pelas pernas dele (VII, 3). Os cínicos faziam isso de propósito: viviam na rua, com pouco, desafiando as convenções. De Diógenes de Sinope contava-se que, perguntado de onde era, respondeu: "cidadão do mundo", κοσμοπολίτης (Vidas VI, 63). E que, quando Alexandre, junto a ele, ofereceu o que ele quisesse, pediu só que saísse da frente do sol (VI, 38). São histórias de tradição, e dão uma amostra do espírito: pouca coisa, cidadania ampla.

30 — O JARDIMEpicuro, os deuses que não se importam e a morte que não é nada

Epicuro nasceu em Samos, filho de colonos atenienses, por volta de 341 a.C. Fundou a escola em Atenas por volta de 306 a.C. e comprou um jardim, por oitenta minas, onde viveu e ensinou com os amigos (Diógenes Laércio, Vidas X, 2 e 11). Chamou a escola de "o Jardim". Aceitava mulheres e escravos, e Diógenes cita pelo nome um escravo, Mus, e mulheres do círculo, como Leôntion e Temista (X, 4-7). No testamento, libertou Mus, Nícias, Licão e Fédrio (X, 21). Os discípulos viviam com simplicidade: um pequeno copo de vinho leve e, de resto, água (X, 11).

O que ensinava Epicuro? Em três cartas que Diógenes preservou, a Heródoto (física), a Pítocles (os astros) e a Meneceu (ética), ele expõe uma filosofia de átomos, vazio e vida serena. Herdou o atomismo de Demócrito. Os poetas e filósofos romanos o continuaram, sobretudo Lucrécio, no poema Sobre a natureza das coisas. Lucrécio acrescenta que, em meio ao movimento dos átomos, há um pequeno desvio, o clinamen (II, 292), que explicaria a liberdade.

Sobre os deuses, a Carta a Meneceu diz: "Primeiro, acredite que Deus é um ser incorruptível e feliz... E não é ímpio quem rejeita os deuses da multidão, mas quem aplica aos deuses as opiniões da multidão" (X, 123; tradução minha, a partir da versão de Yonge). Os deuses existem e são felizes, e por isso não se ocupam de castigar nem de premiar: na carta a Heródoto, Epicuro diz que cuidados e ira, benevolência e cólera são consequência de fraqueza (X, 76-77). Por isso não há por que temê-los. Lucrécio resume o espírito: "A religião foi capaz de aconselhar tantos males" (tantum religio potuit suadere malorum, I, 101).

Sobre a morte, a frase de Epicuro é a mais famosa: "o mais terrível dos males, a morte, não é nada para nós, pois, quando existimos, a morte não está presente, e, quando a morte está presente, nós não existimos" (X, 125; tradução minha). Não há sensação depois da morte, portanto não há o que temer. E sobre o prazer: ele é "o princípio e o fim da vida feliz" (X, 128), mas não o dos devassos: "é a ausência de dor no corpo e de perturbação na alma" (X, 131). O pão simples e a água dão o maior prazer a quem tem fome (X, 130-131).

📜 Segundo a tradição

Epicuro ficou com fama de devasso. Diógenes conta de onde vem a fama: o estoico Diótimo teria publicado cinquenta cartas obscenas e as atribuído a Epicuro, e outros autores, entre eles o estoico Posidônio, o acusaram de viver com cortesãs (Vidas X, 3-7). O próprio Diógenes defende o filósofo: cita a gentileza dele com todos, os amigos que não cabiam em cidades inteiras, a gratidão pelos pais e a doçura com os escravos (X, 9-10). E reproduz, como prova, a carta que Epicuro escreveu a Idomeneu no último dia: "Escrevemos esta carta num dia feliz, que é também o último da nossa vida. A estrangúria e a disenteria me atacaram com tamanha violência que nada se pode acrescentar a ela. Mas a alegria de minha alma, que vem da lembrança de todas as nossas conversas filosóficas, contrabalança todas essas aflições" (X, 22; tradução minha).

⚠️ O texto da carta preservada é incompatível com a imagem de devassidão. Isso não prova que Epicuro nunca errou, mas mostra que os adversários, sobretudo os estoicos, são a origem da fama. Em hebraico e aramaico, o nome do filósofo deu apikoros, "herege". A Mishná (Sanhedrin 10, 1) põe o apikoros entre os que "não têm parte no mundo vindouro". A origem do termo no nome de Epicuro é a explicação mais aceita.

Cabeça de mármore de um homem de cabelos encaracolados, barba cheia e testa franzida, com o olhar fixo à frente
Cabeça de Epicuro — mármore pentélico, retrato romano do século II d.C. do tipo reconhecido como Epicuro; Metropolitan Museum of Art, Nova York (11.90; Open Access). CC0.
🏺 O que a pá encontrou

Em Enoanda, nas montanhas da Lícia, no sudoeste da atual Turquia, um epicureu rico chamado Diógenes mandou gravar, no século II d.C., um resumo da filosofia de Epicuro na parede de um pórtico. A inscrição media cerca de 80 metros, tinha cerca de 25 mil palavras e cobria uns 260 metros quadrados de parede. Foi descoberta em 1884, e escavações posteriores, como as de Martin Ferguson Smith, recuperaram mais fragmentos. Hoje se recuperou menos de um terço dela. Diógenes diz que o fez, na velhice, para "ajudar também os que virão depois de nós" e "pôr, por meio deste pórtico, os remédios da salvação".

⚠️ A inscrição mostra que a filosofia de Epicuro ainda era pregada em público na Ásia Menor, algumas décadas depois de Paulo, na província onde fica Mirra, a cidade da Lícia que ele visitou em At 27.5. Não prova que Paulo conheceu Diógenes nem que os epicureus de Atenas pensavam o mesmo que ele. Mas é chamativo que um epicureu fale em "salvação", palavra que também é nossa.

Onde isso toca a Bíblia? Em dois lugares. Primeiro, em Atos 17, onde os epicureus ouvem falar de ressurreição e de juízo, justo o que eles negavam. Segundo, em Paulo, na primeira carta aos Coríntios. Argumentando que, se os mortos não ressuscitam, a vida perde o sentido, ele escreve: "Se, como homem, combati em Éfeso contra as bestas, que me aproveita isso, se os mortos não ressuscitam? Comamos e bebamos, que amanhã morreremos" 1Co 15.32. A última frase é uma citação de Isaías: "Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos" Is 22.13, dita ali por gente que se entrega à festa em vez de se arrepender. Não é um lema de Epicuro, que recomendava os prazeres moderados. Mas ficou, na cultura popular, como um resumo do epicurismo mal entendido, e Paulo a usa como a conclusão de quem perde a esperança da ressurreição.

31 — O QUE PAULO TEM EM COMUM COM O PÓRTICOVocabulário, ideias e uma cidade

Paulo era de Tarso, na Cilícia: "sou um homem judeu, cidadão de Tarso, cidade não pouco célebre na Cilícia" At 21.39. O geógrafo Estrabão, que escreve na época de Augusto, diz que os habitantes de Tarso se dedicam à filosofia e à educação geral com tanto empenho que superam Atenas e Alexandria, e cita entre os estoicos nascidos ali Antípatro, Arquedemo, Nestor e dois Atenodoros, um dos quais foi mestre do futuro Augusto (Geografia XIV, 5, 13-14). Crisipo seria de Soli ou de Tarso, na mesma província, e Arato, o poeta cujo verso Paulo parece citar em Atenas, era da Cilícia. O próprio Lucas diz que Paulo foi "criado aos pés de Gamaliel", em Jerusalém At 22.3. Quanta educação grega recebeu em Tarso e quanto em Jerusalém é discutido. Os estudiosos dividem-se, e não há como saber.

Vocabulário comum há. Dois exemplos. Paulo escreve que "já aprendi a contentar-me com o que tenho" Fp 4.11. A palavra é αὐτάρκης (autárkēs), "autossuficiente", que Strong define como "satisfeito". É um ideal estoico. Mas o versículo seguinte vira a chave: "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece" Fp 4.13. A suficiência de Paulo vem de fora dele. E em Romanos, ele fala de gentios que "para si mesmos são lei", e cuja "consciência" os acusa ou defende Rm 2.14-15. A palavra é συνείδησις (syneídēsis), "co-percepção, consciência moral" (Strong), de uso popular no mundo helenístico, e comentaristas notam afinidades com o pensamento estoico sobre a lei natural. Quanto Paulo lhe deve é discutido.

Há também uma fórmula. Paulo termina uma seção de Romanos com: "Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente" Rm 11.36. Marco Aurélio, o imperador estoico, escreve, falando à Natureza: "Ó Natureza! de ti são todas as coisas, em ti todas as coisas subsistem, e para ti tudo tende" (Meditações IV, 23; tradução minha, a partir da antiga versão inglesa de Casaubon). A sequência "de, em ou por, para" é reconhecida como fórmula comum na linguagem filosófica helenística. A semelhança é real, e a origem exata em Paulo é discutida. O que muda é o destinatário: Paulo dirige a fórmula a um Deus pessoal, e fecha com "glória" e "amém", uma doxologia, e não uma contemplação.

E há rupturas claras. A mais nítida é a das emoções. O sábio estoico busca a apátheia. A Bíblia diz que "Jesus chorou" Jo 11.35 e manda: "Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram" Rm 12.15. Outra é a da cidadania. Diógenes se dizia "cidadão do mundo". Paulo escreve que "a nossa cidade está nos céus" Fp 3.20, em grego πολίτευμα (políteuma), "comunidade, cidadania" (Strong). E a Carta aos Hebreus diz que os patriarcas "confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra" Hb 11.13. A pergunta do cosmopolita estoico é "como viver no mundo, que é minha pátria?". A do cristão é "como viver nele, se minha cidade está em outro lugar?".

🌱 Semente de sermão

Epicteto, nascido escravo em Hierápolis, a cidade que Paulo cita em Cl 4.13, e depois filósofo estoico, abre o seu manual com uma distinção que cabe em todo gabinete pastoral: "Das coisas, umas dependem de nós e outras não. Dependem de nós a opinião, o impulso, o desejo, a aversão e, em suma, o que são ações nossas. Não dependem de nós o corpo, a propriedade, a reputação, os cargos" (Encheiridion 1; tradução minha, da versão de George Long). Quem ouve isso respira. Mas Paulo tem outra base. O Deus que ele conhece não deixa o que não depende de nós por conta do acaso: "A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" 2Co 12.9. Epicteto ensina a abrir mão do que não se controla. O texto bíblico diz que o que não se controla está nas mãos de alguém.

📜 Segundo a tradição

Sêneca, estoico e tutor de Nero, viveu de c. 4 a.C. a 65 d.C. Seu irmão mais velho, Gálio, foi procônsul da Acaia e é o Gálio que recusou julgar Paulo em Corinto At 18.12-17; ele é conhecido também pela inscrição de Delfos, de c. 52. Mais tarde, circularam catorze cartas de Sêneca e Paulo, oito de um e seis do outro. Jerônimo as menciona em Sobre os homens ilustres (12), e Agostinho em uma carta (153).

⚠️ As cartas são falsificações do século IV, datadas por volta de 320-380. Não há prova de que Paulo e Sêneca se tenham correspondido. O que existiu de fato foi o encontro de Paulo com o irmão de Sêneca, no tribunal de Corinto, e o desejo posterior de uma igreja que queria ver o filósofo ao seu lado.

🏺 O que as fontes dizem

Marco Aurélio, imperador de 161 a 180 d.C., menciona os cristãos uma vez nas Meditações, ao dizer que a prontidão da alma para deixar o corpo deve vir "de um juízo próprio, com discernimento e gravidade, e não de uma obstinação violenta, como a dos cristãos" (XI, 3; tradução minha, da versão inglesa). Foi no reinado dele que Justino foi martirizado em Roma, por volta de 165.

⚠️ O trecho é a única menção explícita aos cristãos na obra, e parte dos estudiosos o considera uma glosa posterior. Se for de Marco Aurélio, o que fica de pé é que um estoico sincero via a coragem cristã diante da morte como teimosia, e não como convicção. Esta é a ponta de um caminho que o Capítulo 11 percorre.

PARA FIXARO que ficou do capítulo

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Zenão, de Quitim

O fundador do estoicismo vinha de Cítio, a Quitim da Bíblia Gn 10.4. Naufragou perto de Atenas e ficou. Ensinava no Pórtico Pintado.

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O logos e a natureza

Para os estoicos, uma razão divina governa o mundo e a vida boa é viver conforme a natureza. Uma ideia que continua Heráclito e que João vai reler.

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O Jardim

Átomos, deuses indiferentes, morte que "não é nada" e prazer como ausência de dor. A fama de devassidão vem de adversários.

🏙️

Tarso e Atenas

Paulo, de uma cidade de estoicos, ouve em Atenas epicureus e estóicos At 17.18. Entre as duas escolas, a ressurreição é a pedra no caminho.

Próximo capítulo: antes de Paulo chegar a Atenas, os judeus já tinham feito a sua travessia do hebraico para o grego. Em Alexandria, setenta (ou mais) tradutores põem a Torá em grego, um autor ignorado escreve a Sabedoria de Salomão, e Fílon lê Moisés com Platão ao lado. É o capítulo em que a Bíblia e a filosofia se encontram sem Paulo.

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