Os Estados UnidosCapítulo 7 de 11 ⤓ PDF
Fotografia antiga do Segundo Discurso de Posse de Lincoln em frente ao Capitólio: o presidente de pé lendo, cercado de homens de casaca, com grande multidão e uma bandeira
CAPÍTULO 7 DE 11

A Bíblia contra a Bíblia

O que se pregou a favor da escravidão e o que se pregou contra

Dois lados leram a mesma Bíblia e chegaram a conclusões opostas sobre a escravidão. Este capítulo põe lado a lado os textos do próprio tempo, de uma lei de 1667 ao discurso de Lincoln em 1865, sem suavizar nenhum dos dois lados e sem caricaturar nenhum deles.

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Condado de Talbot, Maryland, agosto de 1832. Thomas Auld, um proprietário de escravizados, volta de um acampamento metodista, na baía de Bay-side, convertido. Poucos meses depois, um rapaz de quinze anos, Frederick, seria levado a viver sob o teto dele. Anos depois, em sua Narrativa (1845), Frederick Douglass escreveria que ele próprio esperara que a conversão levasse o senhor a libertar os escravizados ou, ao menos, a tratá-los com mais bondade, e que não aconteceu nem uma coisa nem outra: "antes da conversão, ele contava com a própria perversidade para sustentá-lo na sua barbaridade selvagem; depois da conversão, achou sanção e apoio religioso para a sua crueldade de senhor de escravos" (tradução minha). Em uma das cenas que ele conta, o senhor justificava o açoite de uma jovem com um versículo: "E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites" Lc 12.47.

Este é o capítulo mais duro do livro, e o dever dele é apresentar, sem suavizar e sem caricaturar, como a mesma Bíblia foi usada para defender a escravidão e para combatê-la. Os textos citados aqui são, quase sempre, os do próprio tempo: sermões, panfletos, discursos, leis. Cada lado acreditava ler a Escritura corretamente. E quase quatro milhões de pessoas estavam, em 1860, nessa condição.

31 — DESDE O COMEÇOO batismo que não libertava e uma regra de ouro

A pergunta sobre a escravidão e a Bíblia é anterior à Revolução. Em setembro de 1667, a Assembleia da Virgínia aprovou uma lei que diz o que o título já adianta: o batismo não livra o escravizado. O texto abre com uma dúvida: se os filhos de escravizados, "por caridade e piedade de seus donos" feitos participantes do "bendito sacramento do batismo", ficariam livres "por virtude de seu batismo". A resposta da lei: "a concessão do batismo não altera a condição da pessoa quanto à sua servidão ou liberdade", para que os donos, livres dessa dúvida, "mais cuidadosamente se esforcem na propagação do cristianismo" (tradução minha). O texto liga a propagação do cristianismo à tranquilidade dos donos: a Virgínia deixava claro que se podia batizar o escravizado sem perder o direito sobre ele.

Em Massachusetts, o código de 1641 admitia a escravidão de "cativos legítimos" e de estrangeiros "vendidos", com as liberdades "que a lei de Deus estabelecida em Israel [...] moralmente exige" (Capítulo 1). Em 1688, quatro quakers de Germantown, na Pensilvânia, escreveram um protesto contra a escravidão, baseado na regra de ouro: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós" Mt 7.12. O texto não exige a condenação: pergunta, quase com ironia, se cristãos têm liberdade de comprar e possuir pessoas, e pede à assembleia que responda. A petição não resultou, então, numa condenação.

Em 1700, o juiz de Boston Samuel Sewall publicou The Selling of Joseph, "A venda de José", considerada o primeiro panfleto antiescravagista da Nova Inglaterra. Ele parte de Atos 17.26: Deus "de um só sangue fez toda a geração dos homens" At 17.26. E conclui: "Originalmente e por natureza, não existe tal coisa como escravidão. José não era legitimamente mais escravo de seus irmãos do que eles dele" (tradução minha), lendo a história de José no Egito Gn 37 e a lei de Êxodo 21.16, que pune de morte quem rouba um homem e o vende. O mesmo Sewall, na mesma página, defende que a convivência com os negros nunca daria uma sociedade integrada, como "uma espécie de sangue extravasado" no corpo político. Isto também é parte do documento: o primeiro texto antiescravagista da Nova Inglaterra traz, lado a lado, a defesa da liberdade e um preconceito racial.

32 — A BÍBLIA A FAVORCão, Abraão, Levítico e Filemom

No século XIX, a defesa bíblica da escravidão tinha argumentos organizados. Um dos mais lidos foi o do pastor batista da Virgínia Thornton Stringfellow, num ensaio publicado em 1841 e depois reimpresso com respostas e acréscimos, A Brief Examination of Scripture Testimony on the Institution of Slavery, "Breve exame do testemunho das Escrituras sobre a instituição da escravidão". Ele começa dizendo que, em questão tão vital "para a paz e a segurança do nosso país comum", devemos ser vistos "apegados à Bíblia". E acusa os do Norte de uma "ignorância palpável da vontade divina" a respeito da escravidão (tradução minha).

Seus argumentos, na ordem em que os apresenta, são quatro. Primeiro, a bênção e a maldição de Noé: "Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos" Gn 9.25. Stringfellow afirma que essa é a primeira linguagem "inspirada" sobre a escravidão, entende que os descendentes de Cão são os africanos e conclui que Deus "decretou a escravidão". Segundo, Abraão, "modelo" de homem que Deus honrou, que possuía servos. Terceiro, a Lei de Moisés: "E quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das nações que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas" e, mais adiante, "perpetuamente os fareis servir" Lv 25.44, 46. Para ele, nenhum texto poderia ser mais explícito. Quarto, o Novo Testamento, em que ninguém condena a instituição: Paulo ordena às igrejas a obediência dos "servos" aos senhores, na carta aos Efésios Ef 6.5 e em Tito e 1 Timóteo, e, numa resposta que ele acrescentou depois, o apóstolo devolve o fugitivo Onésimo a Filemom, com uma carta afetuosa, o que seria, nas palavras dele, a prova de quem é guiado pelo Espírito de Deus.

"Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo." Efésios 6.5

Era também o que muitos pregadores diziam a quem estava no banco. Vários ministros do Sul interpretavam a Bíblia como apoio à escravidão, pregavam aos escravizados que aceitassem o seu lugar e obedecessem, e os acolhiam como membros das igrejas, enquanto os brancos mantinham a liderança e a separação dos bancos. Em 1807, uma Sociedade para a Conversão dos Escravos Negros, em Londres, publicou, para as ilhas britânicas do Caribe, a chamada "Bíblia dos escravos": uma versão muito reduzida, com cerca de dez por cento do Antigo Testamento e metade do Novo, sem Gálatas 3.28 ("não há servo nem livre"), sem Êxodo 21.16 e sem Deuteronômio 23.15-16. Efésios 6.5 ficou. O livro era inglês, e não americano. Hoje, um dos três exemplares conhecidos está com a Universidade Fisk.

Página de rosto do livro Select Parts of the Holy Bible, for the use of the Negro Slaves, impresso em Londres em 1807
Select Parts of the Holy Bible, for the use of the Negro Slaves, in the British West-India Islands — página de rosto, Londres: Law and Gilbert (1807), exemplar digitalizado pela Universidade de Oxford. Domínio público.

O assunto dividiu igrejas inteiras. Em 1844, a Igreja Metodista Episcopal rachou depois que o bispo James O. Andrew, proprietário de escravizados, foi chamado pela conferência geral a suspender suas funções, e nasceu a Igreja Metodista Episcopal do Sul. Em 1845, em Augusta, na Geórgia, formou-se a Convenção Batista do Sul, depois de uma disputa em que os batistas da Geórgia propuseram o missionário Elder James Reeve, proprietário de escravizados, e a junta se recusou a nomeá-lo, para não parecer endossar a escravidão. Muitos batistas do Sul viram nisso uma ofensa ao direito deles de escolher candidatos. Em 1995, a Convenção pediu perdão por posições raciais do seu passado.

🔎 A palavra original

Quase tudo gira em torno de duas palavras. A ACF diz "servos" em Efésios 6.5, mas a palavra grega é doûlos (δοῦλος), que o dicionário de Strong define como "um escravo (literal ou figurado, involuntário ou voluntário; frequentemente, portanto, em sentido de submissão)". A mesma palavra é a que Paulo usa para si mesmo, "servo de Cristo". No hebraico, ʻebed (עֶבֶד) é "servo", de uso largo. As Bíblias inglesas do tempo, como a de Tiago, traduziam por "servant", e Stringfellow, citando o dicionário de Johnson, argumentava que a palavra "servant" amolecera com o tempo e que os "servos" do Novo Testamento eram, historicamente, gente reduzida à escravidão. Os abolicionistas respondiam por outro caminho. Em Levítico 25.44, a ACF traz "escravo", e o apelo de Stringfellow vem daí.

Em Gênesis 9.25, o texto diz "Maldito seja Canaã", e não Cão. Gênesis 10.6 apresenta Canaã como um dos filhos de Cão, entre outros Gn 10.6. A identificação dos descendentes de Cão, ou de Canaã, com os africanos é uma interpretação de Stringfellow e de outros, e não está no texto bíblico.

33 — A BÍBLIA CONTRA"O homem é inviolável"

Do outro lado, os abolicionistas respondiam com a mesma Bíblia e com argumentos que não eram menos detalhados. Em 1837, e em edição ampliada em 1838, a Sociedade Antiescravagista Americana publicou The Bible Against Slavery, "A Bíblia contra a escravidão", de Theodore Dwight Weld, discípulo de Finney. O sumário do panfleto mostra o método: "Não roubarás", "Roubo de homens: exame de Êxodo 21.16", "Os servos fugitivos não deviam ser entregues aos seus senhores", "Os servos recebiam salário", "Os senhores não eram 'donos'". Segundo o texto de Weld, a lei de Êxodo 21.16, "E quem raptar um homem, e o vender, [...] certamente será morto" Êx 21.16, pune com a morte o roubo de pessoas, e isso prova que homem não é propriedade comum. Na sua pergunta: se Deus permitia que um homem possuísse outro como propriedade, "por que punia com a morte o roubo desse tipo de propriedade, infinitamente mais do que o de qualquer outra?" (tradução minha, do texto de 1838). Outro texto que o sumário destaca: "Não entregarás a seu senhor o servo que, tendo fugido dele, se acolher a ti" Dt 23.15.

William Lloyd Garrison, no primeiro número do jornal The Liberator (1.º de janeiro de 1831), escreveu: "Serei tão áspero quanto a verdade e tão intransigente quanto a justiça. [...] Estou falando sério, não me esquivarei, não darei desculpas, não recuarei uma polegada, e serei ouvido" (tradução minha). Em 4 de julho de 1854, queimou publicamente um exemplar da Constituição, chamando-a de "um pacto com a morte, um acordo com o inferno", palavras que lembram as do profeta contra quem diz "Fizemos aliança com a morte, e com o inferno fizemos acordo" Is 28.15. Era a sua maneira de dizer, com linguagem da Bíblia, que a Constituição protegia a escravidão, referindo-se ao compromisso dos três quintos.

E havia a voz de quem tinha sido escravizado. No apêndice da Narrativa (1845), Douglass separa duas religiões: "Amo o cristianismo puro, pacífico e imparcial de Cristo: por isso odeio o cristianismo corrupto, escravista, açoitador de mulheres, ladrão de berços, parcial e hipócrita desta terra" (tradução minha). Em 5 de julho de 1852, em Rochester, no discurso "O que é o 4 de julho para o escravo?", falou em nome "da Constituição e da Bíblia, que são desrespeitadas e pisoteadas", e disse que muitos dos "mais eloquentes teólogos" tinham dado, "sem pudor, a sanção da religião e da Bíblia a todo o sistema escravista". E terminou com um versículo de esperança: "A Etiópia cedo estenderá para Deus as suas mãos" Sl 68.31 (tradução minha da fala).

Daguerreótipo de Frederick Douglass jovem, de rosto sério, cabelo volumoso e casaco escuro, olhando para o espectador
Frederick Douglass (1818–1895) — daguerreótipo de Samuel J. Miller (c. 1847–1852). Domínio público.
🔎 A palavra original

Em Êxodo 21.16 o hebraico diz, literalmente, gônev ʼîsh (גֹּנֵב אִישׁ): "o que rouba um homem". O verbo é gânab (גָּנַב), "furtar", e a ACF traduz por "raptar". Weld lia essa lei como a regra que condena a captura e a venda de pessoas. No Novo Testamento, a lista de pecados de 1 Timóteo 1.10 inclui os "roubadores de homens" 1Tm 1.10, que traduz andrapodistḗs (ἀνδραποδιστής), definido por Strong como "um escravizador (por trazer homens aos seus pés)" e que as Bíblias inglesas traduzem por "menstealers". Os defensores da escravidão, como Stringfellow, apelavam à outra lei, a de Levítico 25, que autoriza comprar escravos das nações vizinhas. A discussão continua nos livros de história, e este livro não a decide.

👁️ Como era viver ali

A escravidão americana tinha uma vida religiosa própria. Pregadores do Sul falavam aos escravizados de obediência. Mas Douglass conta, na Narrativa, que aprendeu as primeiras letras com a senhora, Sophia Auld, em Baltimore, até que o marido, Hugh Auld, a proibiu, dizendo que era "ilegal e inseguro" ensinar um escravizado a ler e que "aprender estragaria o melhor escravo do mundo" (tradução minha). Douglass escreve que aquelas palavras foram "uma nova e especial revelação": entendeu o que antes lhe parecia incompreensível, o poder do branco de escravizar o negro. Tudo isso mostra por que o acesso à leitura era o centro da disputa. O Capítulo 8 conta o que as comunidades negras fizeram com a Bíblia.

34 — A MESMA BÍBLIAO problema que só a guerra "resolveu"

Quem tinha razão pelo texto? O historiador Mark Noll, em The Civil War as a Theological Crisis (2006), defende que o problema não era que os cristãos discordassem da autoridade da Bíblia, e sim que todos a aceitassem e, mesmo assim, lessem a escravidão de modo diferente. Num país em que a religião era voluntária e não havia autoridade teológica acima do leitor individual, o debate não teve árbitro, e a guerra mostrou a fragilidade do consenso protestante da época. Os que defendiam a escravidão apelavam a textos que regulam a instituição (Lv 25, Ef 6, Filemom). Os que combatiam apelavam à criação de um só sangue, à regra de ouro, à lei sobre o roubo de homens e à do fugitivo.

O presidente Abraham Lincoln deu a síntese mais lembrada, em 4 de março de 1865, no Segundo Discurso de Posse, pouco mais de um mês antes do fim da guerra:

"Ambos leem a mesma Bíblia e oram ao mesmo Deus, e cada um invoca o auxílio dele contra o outro. Pode parecer estranho que alguns homens ousem pedir a ajuda de um Deus justo para arrancar o seu pão do suor do rosto de outros homens, mas não julguemos, para não sermos julgados. As orações de ambos não podiam ser atendidas. Nenhuma das duas foi atendida plenamente. O Todo-poderoso tem os seus próprios propósitos." (Lincoln, 1865; tradução minha.)

Ele citou duas passagens: "Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!" Mt 18.7, e concluiu, a propósito de uma guerra que poderia durar até que "cada gota de sangue tirada pelo chicote" fosse paga "por outra tirada pela espada", que "os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente" Sl 19.9. A frase "não julguemos, para não sermos julgados" é a de Mt 7.1.

🏺 O que o arquivo diz

O que existe em arquivo, e permite conferir, é pouco e forte: a lei da Virgínia de 1667, o panfleto de Stringfellow (1841), o tratado de Weld (1838), a Narrativa de Douglass (1845), a "Bíblia dos escravos" de 1807 (da qual existem três exemplares conhecidos) e o texto de Lincoln. A população escravizada dos Estados Unidos chegou a cerca de 4 milhões no censo de 1860, e o total de pessoas escravizadas de 1619 a 1865 seria de uns 10 milhões, segundo uma estimativa do historiador J. David Hacker.

⚠️ A pergunta "a Bíblia aprova a escravidão?" não é resolvida por este capítulo, e os dois lados da época sempre apelaram para o texto. O que está documentado é o uso. A lei de 1667 tirou do batismo a consequência de liberdade. A "Bíblia dos escravos" tirou os textos de libertação. O panfleto de Stringfellow apelou ao texto explícito. O de Weld apelou ao roubo de homens e ao fugitivo. Quem foi escravizado e leu a Bíblia por si mesmo, como Douglass, viu uma diferença que o seu senhor não via, ou não queria ver. Em 1995, a Convenção Batista do Sul pediu perdão por posições raciais do seu passado.

🌱 Semente de sermão

O protesto de Germantown, de 1688, foi à regra de ouro: "tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós" Mt 7.12. E perguntou por que cristãos poderiam comprar e possuir pessoas. A pergunta serve a qualquer tempo: antes de citar versículos sobre os outros, o pregador pode se perguntar se aceitaria que fossem citados sobre ele.

LINHA DO TEMPODa lei do batismo ao Segundo Discurso

Datas pelo calendário atual.

setembro de 1667 — Lei do batismo na Virgínia
O batismo "não altera a condição da pessoa quanto à sua servidão ou liberdade".
1688 — Protesto de Germantown
📖 Quatro quakers apelam à regra de ouro (Mt 7.12) contra a escravidão.
1700 — "A venda de José"
📖 Sewall, em Boston, usa At 17.26 e Êx 21.16, e junta preconceito racial à defesa da liberdade.
1807 — "Bíblia dos escravos"
Londres, para o Caribe britânico: ~10% do AT e metade do NT; sem Gl 3.28, Êx 21.16 e Dt 23.15-16.
1838 — Weld, A Bíblia contra a escravidão
📖 Êx 21.16 e Dt 23.15-16 contra a escravidão.
1841 — Stringfellow
📖 Gn 9.25, Abraão, Lv 25.44-46 e Ef 6.5 a favor da escravidão.
1844 e 1845 — Divisão das igrejas
Metodistas (1844) e batistas (1845) se dividem entre Norte e Sul.
1845 e 1852 — Douglass
📖 Narrativa (com o apêndice sobre os "dois cristianismos") e o discurso de 5 de julho de 1852 (Sl 68.31).
4 de março de 1865 — Lincoln
📖 "Ambos leem a mesma Bíblia" (Mt 18.7; Sl 19.9).

PARA FIXARO que ficou do capítulo

⛪

Batismo sem liberdade

A lei da Virgínia de 1667 declarou que o batismo não alterava a condição de escravizado.

📜

Cão, Abraão, Levítico, Efésios

Os argumentos de Stringfellow (1841). Gn 9.25 amaldiçoa Canaã, e não Cão; a ligação com os africanos é interpretação dele.

⚖️

"O homem é inviolável"

Weld (1838): se Deus punia com a morte o roubo de homens, homem não é propriedade comum Êx 21.16.

📕

Uma Bíblia com cortes

A "Bíblia dos escravos" (1807) tirava Êxodo, Gl 3.28 e Dt 23.15-16 e mantinha Ef 6.5.

✍️

Dois cristianismos

Douglass (1845): amo o cristianismo de Cristo, odeio o cristianismo escravista desta terra.

🕊️

"Ambos leem a mesma Bíblia"

Lincoln, 1865: as orações de ambos não podiam ser atendidas, e os juízos de Deus são "verdadeiros e justos juntamente".

Próximo capítulo: a Bíblia lida de baixo. Richard Allen, a igreja que os negros fundaram quando foram arrancados dos joelhos numa igreja de brancos, Nat Turner e os spirituals.

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