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Pintura de paisagem: um rio faz uma grande curva em forma de ferradura num vale de campos dourados, sob nuvens de tempestade que se abrem à esquerda, com árvores retorcidas em primeiro plano e um pintor minúsculo entre as rochas
RAIO-X BÍBLICO · POVOS E MUNDOS DA BÍBLIA · LIVRO EM 11 CAPÍTULOS

Os Estados Unidos

a terra onde a Bíblia foi lei, escola, grito de guerra e avivamento

Onze capítulos sobre a Bíblia e as igrejas dos Estados Unidos, de Jamestown e do Mayflower à rua Azusa, ao rádio e às missões. Cada capítulo abre dentro de uma cena documentada, mostra o que dizem as fontes e onde os historiadores discordam, e termina com o que isso significa para a leitura da Bíblia. Sem tese política e sem juízo doutrinário.

⏱ 11 capítulos · cerca de 2,7 horas de leitura · 36 imagens em domínio público · 4 camadas de estudo

SUMÁRIOOnze capítulos, quatro séculos

Leia em ordem, como um livro, ou entre pelo que mais lhe interessa. Cada capítulo leva de 9 a 18 minutos e termina com um "Para fixar".

  1. Cap.1 Cruzando o mar Jamestown, o Mayflower e a cidade sobre o monte ⏱ 16 minLer capítulo HbGnAtDtMtMqÊxLv
  2. Cap.2 Dissidentes, salmos e a Bíblia de Eliot Roger Williams, Anne Hutchinson, os quakers e a primeira Bíblia impressa na América inglesa ⏱ 16 minLer capítulo MtDn1RsRmEdGnJrÊx
  3. Cap.3 O Primeiro Grande Despertamento Edwards em Enfield, Whitefield nos campos e um debate entre historiadores ⏱ 15 minLer capítulo DtMtJo1Jo
  4. Cap.4 A Revolução e a Bíblia Salmos no Congresso, sermões políticos e a Bíblia de Aitken ⏱ 14 minLer capítulo SlRmAtJz1SmÊx
  5. Cap.5 Uma nação cristã? A Constituição, o Tratado de Trípoli, Jefferson e o debate dos historiadores ⏱ 17 minLer capítulo TgMtSlGnMqPv
  6. Cap.6 O Segundo Despertamento Cane Ridge, Finney, a Sociedade Bíblica e a Bíblia de Webster ⏱ 14 minLer capítulo At
  7. Cap.7 A Bíblia contra a Bíblia O que se pregou a favor da escravidão e o que se pregou contra ⏱ 15 minLer capítulo LcGnAtÊxMtLvEfDt1TmIsSl
  8. Cap.8 As igrejas negras Richard Allen, Nat Turner, os spirituals e uma Bíblia lida de baixo ⏱ 11 minLer capítulo GnLcMtÊxHb
  9. Cap.9 Azusa Street De Topeka à rua Azusa: Parham, Seymour e o nascimento do pentecostalismo ⏱ 18 minLer capítulo AtJl1Co
  10. Cap.10 Fundamentalismo, rádio e TV De Moody a Scofield, de Dayton aos estúdios de rádio ⏱ 15 minLer capítulo 2TmAtMtFp3Jo1Tm
  11. Cap.11 Para o mundo, e para a sua leitura Missões americanas, a ponte para o Brasil e o que a história deixa ⏱ 11 minLer capítulo MtAtIs
Começar pelo Capítulo 1
Capítulo 1 · Cruzando o mar · 16 min de leitura
Ficha do livro — os Estados Unidos
Período na história
De 1607 (Jamestown) a 1978 (a Bíblia NIV completa), com um documento de 2010
Território
Das colônias da costa atlântica ao país continental: Virgínia, Nova Inglaterra, Pensilvânia, Kentucky, o Sul, Tennessee e Los Angeles; uma ponte curta até o Brasil
Igrejas e movimentos
Anglicanos, puritanos e peregrinos, quakers, batistas, presbiterianos e metodistas, igrejas negras, pentecostais, fundamentalistas e evangélicos
Bíblias
Genebra (1560), Eliot (1663), Sauer (1743), Aitken (1782), Webster (1833), ASV (1901), Scofield (1909), RSV (1952) e NIV (1978)
Documentos
Pacto do Mayflower (1620), sermão de Winthrop (1630), Estatuto da Virgínia (1786), Constituição (1787), Tratado de Trípoli (1797), Lei Butler (1925)
Vozes
Bradford, Winthrop, Williams, Edwards, Whitefield, Finney, Allen, Douglass, Turner, Seymour, Bryan, Fosdick, Judson e Simonton
Debates
A "nação cristã", o Despertamento, a Bíblia contra a Bíblia na escravidão, a origem do pentecostalismo, o pós-Dayton e a prosperidade
Primeira e última data
1607, os colonos de Jamestown · 2010, o Compromisso da Cidade do Cabo

Como ler este livro — as 4 camadas

🔎 A palavra original — o hebraico e o grego de textos que os americanos citaram (Betel, "outras línguas", "inspirada", "virgem"), sempre a partir do dicionário de Strong.
👁️ Como era viver ali — o cotidiano da leitura: a escola que ensinava a ler pela Bíblia, o acampamento de Cane Ridge, as reuniões noturnas de escravizados, os cultos da rua Azusa.
🏺 O que o arquivo e a pá encontraram — o que dizem os documentos (sermões, leis, atas, transcrições, jornais) e o que eles provam, e o que não provam. Quando só há resumo ou tradição, o livro avisa.
🌱 Semente de sermão — um gancho que já nasce pregação pronta.

SOBRE ESTE LIVROA Bíblia nos Estados Unidos, em poucos minutos

Filadélfia, 11 de setembro de 1777. O país está em guerra, e as Bíblias da Inglaterra deixaram de chegar. Uma comissão do Congresso Continental informa que imprimir Bíblias em casa pode não compensar e propõe importar vinte mil exemplares, porque "o uso da Bíblia é tão universal, e sua importância tão grande" (tradução minha). Cinco anos depois, em 12 de setembro de 1782, o mesmo Congresso aprova uma resolução que recomenda aos habitantes dos Estados Unidos a edição do impressor Robert Aitken.

É um bom ponto de partida, porque mostra duas coisas ao mesmo tempo. A Bíblia era assunto de Estado. E a mesma Bíblia não impedia que os delegados discordassem de quase tudo: no primeiro Congresso, em 1774, John Jay e John Rutledge chegaram a objetar à oração de abertura, porque as igrejas eram tantas que, segundo Adams, os delegados não podiam se unir num mesmo ato de culto.

O que o livro cobre. São onze capítulos, de Jamestown, em 1607, à Bíblia NIV de 1978, com um documento de 2010. Começa com os colonos e a Bíblia de Genebra (capítulo 1), passa pelos dissidentes e pela Bíblia de Eliot em massachusett (2), pelo Primeiro Grande Despertamento (3), pela Revolução e pela Bíblia de Aitken (4) e pelo debate sobre a "nação cristã" (5), pelo Segundo Despertamento e pela Bíblia de Webster (6), pela escravidão (7) e pelas igrejas negras (8), pela rua Azusa (9), pelo fundamentalismo, o rádio e a televisão (10) e pelas missões americanas, com uma ponte curta para o Brasil (11).

A mesma Bíblia, leituras opostas. Roger Williams leu a parábola do joio e concluiu que a força não devia tocar a consciência; os magistrados de Massachusetts leram a Escritura e o expulsaram. Pregadores patriotas e pregadores leais à Coroa leram Romanos 13 e chegaram a lados opostos. Na escravidão, houve sermões a favor e sermões contra, e os dois lados tinham texto. O livro mostra os dois, com as fontes, sem suavizar e sem caricaturar.

O que o livro não faz. Não defende que os Estados Unidos "são" ou "nunca foram" uma nação cristã, não toma partido político e não faz juízo doutrinário sobre dons espirituais, prosperidade ou fundamentalismo. Quando os historiadores discordam, o livro diz quem diz o quê: Jon Butler, Frank Lambert e Thomas Kidd sobre o Despertamento; Mark Noll, Nathan Hatch, George Marsden, John Fea, David Sehat e Daniel Dreisbach sobre a fundação; Vinson Synan e Allan Anderson sobre as origens do pentecostalismo; Mark Edwards e Joel Carpenter sobre o pós-Dayton; Kate Bowler sobre a prosperidade. O leitor interessado deve procurar essas obras.

Como verificamos. Cada capítulo abre dentro de uma cena documentada, e os documentos citados (Bradford, Winthrop, Edwards, Allen, Douglass, o jornal The Apostolic Faith, a transcrição de Dayton) vêm com tradução minha e referência. As citações da Bíblia seguem a Almeida Corrigida Fiel, e as palavras em hebraico e grego vêm do dicionário de Strong. Os mitos populares ("os Pais Fundadores eram todos evangélicos", "a Bíblia foi a base da Constituição") são conferidos em fonte acadêmica e escritos só até onde a fonte vai.

Como isso muda sua leitura. Você vai ver que "Betel", em Gênesis 28, é o nome da igreja de Richard Allen. Vai notar que "noutras línguas", em Atos 2.4, usa uma palavra diferente de "própria língua", nos versículos 6 e 8. Vai saber que 2 Timóteo 3.16 tem uma palavra que só aparece ali no Novo Testamento. E vai ver como uma palavra de Isaías 7.14 virou polêmica pública em 1952. O livro quer que o leitor volte ao texto bíblico com perguntas melhores.

ANTES DE COMEÇARO mapa para não se perder

Cada capítulo traz o que diz o documento, o que dizem os historiadores e onde eles discordam. Antes de entrar nas cenas, fixe estes seis cartões.

🧭

Onde

Das colônias da costa atlântica, de Jamestown e de Boston, ao Kentucky de Cane Ridge, ao Sul da escravidão e a Los Angeles. O último capítulo sai do país, com uma ponte curta até o Brasil.

⏳

Quando

De 1607 (Jamestown) a 1978 (a Bíblia NIV completa), com um documento de 2010. O núcleo do livro vai do Mayflower (1620) à Assembleia de Deus em Belém (1911).

📖

Por que importa na Bíblia

Quase toda a vida pública americana apelou à Escritura, de um lado e de outro. Ler essa história é ver a Bíblia usada, e aprender a perguntar como se usa.

🧾

Fontes primárias

Bradford e Winthrop, Edwards, Allen e Douglass, o jornal da rua Azusa e a transcrição de Dayton: o livro cita o texto, com tradução curta e referência exata.

⚖️

Debates, sem tese

"Nação cristã?", o Despertamento, o pós-Dayton, a origem do pentecostalismo, a prosperidade: o livro põe as posições lado a lado e marca com ⚠️ onde há discordância.

🌉

Uma ponte

Simonton (1859), Vingren e Berg (1910) e Francescon (1910) ligam este livro ao O Protestantismo no Brasil, o próximo da série.

Leve o livro com você

Baixe Os Estados Unidos — o livro completo, com os 11 capítulos, em PDF — diagramado, com as obras de arte e as 4 camadas de estudo, pronto pra ler offline, imprimir ou usar no preparo do sermão.

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Pronto para começar? O capítulo 1 abre em Delfshaven, em 1620.
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Capítulo 1 · Cruzando o mar · 16 min de leitura