Os CananeusCapítulo 7 de 11 ⤓ PDF
Gravura de Doré: Jael junto à entrada da tenda, com o corpo de Sísera estendido no chão
CAPÍTULO 7 DE 11

Os que ficaram

Débora, Sísera, Gideão, Abimeleque e a cidade de Laís

Depois de Josué, os cananeus continuaram ali. O livro de Juízes mostra como foi viver com eles: em guerra, em aliança e em casamento.

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Uma mulher olha pela janela e espera. É a mãe de Sísera, e o filho, general do rei de Hazor, devia ter voltado da guerra. "Por que tarda em vir o seu carro? Por que se demoram os ruídos dos seus carros?" Jz 5.28. As damas mais sábias da corte lhe respondem, e ela mesma completa, para se acalmar: estão repartindo o despojo, "uma ou duas moças a cada homem", e tecidos coloridos bordados para Sísera Jz 5.30.

O poema de Débora guarda essa janela perto do fim, e a pergunta fica sem resposta. É uma das cenas mais humanas da Bíblia sobre os cananeus, e vem no meio de uma canção de vitória. É o centro deste capítulo, que anda pelo livro de Juízes e mostra como era viver com os que ficaram: guerra, aliança, casamento, altares, uma cidade queimada e outra que virou Dã.

24 — OS QUE NÃO FORAM EXPULSOSO começo de Juízes

O livro de Juízes abre depois da morte de Josué, com uma pergunta: "Quem dentre nós primeiro subirá aos cananeus, para pelejar contra eles?" Jz 1.1. A primeira cena traz um rei cananeu cujo nome o texto guarda. Judá derrota Adoni-Bezeque em Bezeque, e os soldados lhe cortam os polegares das mãos e dos pés. Ele diz algo que ninguém esperaria:

"Setenta reis, com os dedos polegares das mãos e dos pés cortados, apanhavam as migalhas debaixo da minha mesa; assim como eu fiz, assim Deus me pagou." Juízes 1.7

O rei cananeu fala como alguém que conhece a cruel justiça de sua época, e a reconhece. A cena mostra uma coisa que vale a pena ter em mente: a crueldade na guerra era comum nos dois lados. Os "setenta reis" mutilados dele são parte do quadro.

O capítulo vai então por uma lista de conquistas e fracassos. Judá toma as montanhas, "porém não expulsou aos moradores do vale, porquanto tinham carros de ferro" Jz 1.19. Benjamim não expulsa os jebuseus de Jerusalém Jz 1.21. E segue a lista que já vimos: Manassés, Efraim, Zebulom, Aser, Naftali. Cada tribo deixa cidades cananeias de pé, "porém lhes foram tributários" quando Israel ficou mais forte Jz 1.27-33. A lista termina com uma frase que quase ninguém cita: "os amorreus impeliram os filhos de Dã até às montanhas; porque nem os deixavam descer ao vale" Jz 1.34. Há tribos israelitas que, nesse começo, são as encurraladas.

Em Boquim, o anjo do Senhor explica o motivo do fracasso. O povo não obedeceu à ordem de derrubar os altares Jz 2.2, e o resultado é que os cananeus "estarão como espinhos nas vossas ilhargas, e os seus deuses vos serão por laço" Jz 2.3. O povo chora, e o lugar ganha o nome "Boquim", "os que choram" Jz 2.4-5. Logo adiante, o narrador dá um segundo motivo, bem diferente: as nações ficaram "para por elas provar a Israel" Jz 3.1, e uma geração que não conhecia a guerra aprenderia a lutar Jz 3.2. A lista inclui "cinco príncipes dos filisteus, e todos os cananeus, e sidônios, e heveus" Jz 3.3.

O texto conta o que veio depois com uma frase sem adorno:

"Habitando, pois, os filhos de Israel no meio dos cananeus, dos heteus, e amorreus, e perizeus, e heveus, e jebuseus, tomaram de suas filhas para si por mulheres, e deram as suas filhas aos filhos deles; e serviram aos seus deuses." Juízes 3.5-6
👁️ Como era viver ali

No tempo dos juízes, a terra de Canaã não é um mapa de duas cores. Aldeias israelitas e cidades cananeias vivem lado a lado, com poços, mercados, casamentos e festas. A vida cotidiana mistura as coisas: o israelita que quer chuva olha para o mesmo céu do cananeu, e a tentação de procurar o deus da chuva do vizinho é real. Boa parte do livro de Juízes é a história dessa convivência, vista pelos olhos de um narrador que se preocupa com uma pergunta só: a quem Israel serve?

25 — DÉBORA, SÍSERA E OS CARROS DE FERROA batalha do ribeiro de Quisom

A história começa com uma opressão. Israel "tornou a fazer o que era mau aos olhos do Senhor", e o Senhor o entrega a Jabim, "rei de Canaã, que reinava em Hazor", e o comandante dele, Sísera, mora em Harosete dos gentios Jz 4.1-2. O texto dá a razão do medo: "ele tinha novecentos carros de ferro, e por vinte anos oprimia violentamente os filhos de Israel" Jz 4.3.

Do outro lado, uma mulher: "E Débora, mulher profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo". Ela se assentava "debaixo das palmeiras de Débora, entre Ramá e Betel", e o povo subia a ela para ser julgado Jz 4.4-5. Ela manda chamar Baraque, de Quedes, e dá uma ordem: levar dez mil homens ao monte Tabor, e o Senhor atrairá Sísera, "com os seus carros, e com a sua multidão", ao ribeiro de Quisom Jz 4.6-7. Baraque exige que ela vá junto. Ela vai, e avisa que a honra da vitória cairá na mão de uma mulher.

Sísera reúne os novecentos carros. Baraque desce do Tabor com dez mil a pé Jz 4.13-14. A cena que o relato em prosa dá em uma linha é decisiva: "o Senhor derrotou a Sísera, e a todos os seus carros, e a todo o seu exército ao fio da espada, diante de Baraque; e Sísera desceu do carro, e fugiu a pé" Jz 4.15.

O poema do capítulo 5 mostra o que aconteceu em volta. Ele canta uma tempestade: "a terra estremeceu; até os céus gotejaram; até as nuvens gotejaram águas" Jz 5.4. E, no ponto da batalha: "Vieram reis, pelejaram; então pelejaram os reis de Canaã em Taanaque, junto às águas de Megido" Jz 5.19, "O ribeiro de Quisom os arrastou, aquele antigo ribeiro" Jz 5.21. O texto não diz com todas as letras que o rio encheu e os carros atolaram. Muitos leitores concluem isso, com base nos versos. Se foi assim, há uma ironia que muitos comentaristas notam: numa terra em que Baal era o deus da tempestade, a tempestade da batalha vem do Senhor.

🔎 A palavra original

Os nomes dessa história são pequenas pistas. Dᵉvôrāh, Débora, é "abelha". Bārāq, Baraque, é "relâmpago". Yā'ēl, Jael, é o nome de um animal do deserto, a cabra-montesa, o íbex (Strong: "um íbex (como que escalando)"). Só o nome do vencido, Sîsᵉrā', Sísera, não tem sentido claro em hebraico, e alguns estudiosos o veem como um nome de origem não semítica. O nome do lugar onde ele morava, Ḥărōsheth hag-gôyim, é dado pela ACF como "Harosete dos gentios". Quem lê o relato em prosa repara na gente que ele chama de "queneu": a família de Jael e de Héber era de ferreiros nômades, ao que muita gente pensa, e vivia em paz com Jabim Jz 4.17. É por isso que Sísera foge para a tenda de Jael. Ela o recebe e o mata.

Essa tenda é a cena que a Bíblia detalha mais. Sísera pede água, "ela abriu um odre de leite, e deu-lhe de beber, e o cobriu" Jz 4.19. Quando ele dorme, ela pega uma estaca da tenda e um martelo, "e lhe cravou a estaca na fonte" Jz 4.21. O poema canta o mesmo ato de outro jeito: "Bendita seja entre as mulheres, Jael [...]. Água pediu ele, leite lhe deu ela; em prato de nobres lhe ofereceu manteiga" Jz 5.24-25. A narrativa e o poema divergem em detalhes, como o gesto de Jael (Sísera dormindo, na prosa; "entre os seus pés se encurvou, caiu", no poema Jz 5.27) e a sequência da batalha. Alguns leitores os veem como relatos complementares. Outros, como duas tradições que o livro juntou.

O monte Tabor, de forma redonda, erguendo-se da planície de Esdrelom; viajantes em primeiro plano; litografia
O monte Tabor visto da planície de Esdrelom — litografia colorida de Louis Haghe a partir de David Roberts (desenhada em 1839, publicada em 1842–49); Cleveland Museum of Art. Foi do Tabor que Baraque desceu. CC0.
🏺 O que a pá encontrou

Hazor e o outro Jabim. Josué 11 e Juízes 4 falam de um "Jabim, rei de Hazor". Muitos leitores veem dois reis e dois episódios, com o nome (talvez um título dinástico) repetido. Outros acham que os dois textos guardam o mesmo evento, contado de dois ângulos. Estudiosos que analisam a composição do texto veem no relato de Baraque uma fusão de duas tradições. E alguns propõem que "Jabim" venha do nome Ibni-Addu, o rei de Hazor do século XVIII a.C. que vimos no Capítulo 2. A pá confirma que Hazor foi queimada no século XIII a.C., e depois foi reocupada, no Ferro I, como um povoado bem mais pobre.

O "carro de ferro". A Bíblia insiste neles Jz 4.3, Js 17.16. Mas o ferro só se espalha no Levante a partir de c. 1200 a.C., na Idade do Ferro, e os carros do Bronze Final eram de madeira e bronze. Há quem ache que "ferro" fala de reforços metálicos, e quem ache que o texto projeta uma imagem de épocas posteriores. A questão está aberta.

A mulher na janela. A cena da mãe de Sísera tem um eco em marfins entalhados, os da "mulher à janela". Esse motivo aparece em placas achadas em Nimrud e Khorsabad (Iraque), em Arslan Tash (Síria) e em Samaria, de datas entre os séculos IX e VIII a.C.

⚠️ Alguns estudiosos ligam essas placas à mãe de Sísera de Juízes 5.28, e outros ao episódio de Jezabel, que se pintou e olhou pela janela (2 Rs 9.30). O Metropolitan Museum diz que não há leitura conclusiva sobre quem a figura representa, e alguns a ligam a Astarte. As placas são de séculos depois do tempo de Débora. Servem como imagem de como se via a mulher que espera à janela, e não como prova do episódio.

Placa de marfim com o rosto de uma mulher de cabelo longo e liso, aparecendo numa janela com colunas em forma de palmeira
Placa de marfim com uma "mulher à janela" — Nimrud, c. séc. VIII a.C.; Metropolitan Museum of Art, Nova York (Rogers Fund, 1959). O museu a cataloga como neoassíria, por ter sido achada em Nimrud, mas o motivo é comum em marfins do Levante. CC0.

Os dois capítulos, o da prosa e o do canto, fecham com o mesmo desfecho: "Assim Deus naquele dia sujeitou a Jabim, rei de Canaã, diante dos filhos de Israel" Jz 4.23. Muitos estudiosos pensam que o poema de Débora é um dos textos mais antigos da Bíblia, talvez dos séculos XII–XI a.C., mas essa data é debatida.

26 — O ALTAR DE BAAL E A TORRE DE SIQUÉMGideão, Abimeleque e uma cidade de sal

Depois de Débora, vem Gideão, e o Capítulo 3 contou como ele derrubou o altar de Baal do pai. Quando ele morre, o texto diz: "os filhos de Israel tornaram a se prostituir após os baalins; e puseram a Baal-Berite por deus" Jz 8.33. A cidade que vai crescer em torno desse deus é Siquém.

🔎 A palavra original

Ba'al Bᵉrît (בַּעַל בְּרִית) quer dizer "Baal da aliança", pois bᵉrît é "pacto, aliança". Strong o chama de "uma divindade especial dos siquemitas". Em Juízes 9.46, o mesmo templo é chamado, na ACF, "a casa do deus Berite": aqui o hebraico diz 'Ēl Bᵉrît, "Deus da aliança". O lugar onde Josué fez uma aliança entre Israel e Deus Js 24.25 é o mesmo onde se adorava um deus "da aliança". O texto de Juízes 9 faz esse contraste sem comentar.

Abimeleque é filho de Gideão com uma concubina de Siquém Jz 8.31, e isso explica o que vem. Ele vai a Siquém, ganha o apoio da família da mãe e recebe "setenta peças de prata, da casa de Baal-Berite": o tesouro do templo financia o golpe Jz 9.4. Com o dinheiro, aluga homens, volta a Ofra e mata os irmãos, "setenta homens, sobre uma pedra" Jz 9.5. Só Jotão escapa. Os cidadãos de Siquém o coroam rei junto ao carvalho Jz 9.6.

A história acaba mal. Três anos depois, Siquém se rebela. Um homem, Gaal, discursa no banquete de uma festa da colheita, e uma frase dele revela quem mandava na cidade: "Servi antes aos homens de Hamor, pai de Siquém; pois, por que razão serviríamos nós a ele?" Jz 9.28. Hamor é o nome do príncipe que, em Gênesis 34, recebeu Jacó. Em Juízes 9, a velha casa cananeia da cidade ainda manda e ainda é lembrada.

Abimeleque contra-ataca e vence:

"E Abimeleque pelejou contra a cidade todo aquele dia, e tomou a cidade, e matou o povo que nela havia; e assolou a cidade, e a semeou de sal." Juízes 9.45

Os que sobraram se refugiam na torre, "na casa do deus Berite", e Abimeleque faz cada soldado cortar um ramo, empilhá-los junto da fortaleza e atear fogo. Morrem "uns mil homens e mulheres" Jz 9.46-49. Em Tebez, uma mulher lança uma pedra de moinho em sua cabeça, e ele pede ao escudeiro que o mate, "para que não se diga de mim: Uma mulher o matou" Jz 9.53-54.

🏺 O que a pá encontrou

Siquém (Tell Balata). Escavadores alemães, entre 1913 e 1934, e depois equipes americanas, a de G. Ernest Wright (1956 em diante) e, nos anos seguintes, as de Lawrence Toombs, Robert Bull e Edward F. Campbell, trabalharam no sítio. Entre os achados está um grande edifício de paredes muito grossas, no alto da cidade, chamado de "templo-fortaleza" (Migdal Shechem), da Idade do Bronze, com sinais de destruição por fogo.

⚠️ Alguns estudiosos identificam esse edifício com a "casa de Baal-Berite" ou a "torre de Siquém" de Juízes 9, e ligam o incêndio a Abimeleque. Outros duvidam de cada passo dessa ligação, pela datação e pelo fato de o texto bíblico usar vários nomes para o que pode ser o mesmo prédio. A identificação é plausível, mas continua em disputa.

🌱 Semente de sermão

Siquém é a cidade da aliança: ali Abraão levantou o primeiro altar, Jacó comprou o campo, Josué fez o povo jurar. E é ali que, geração depois, o povo sustenta um golpe com o dinheiro do templo de Baal-Berite. Uma aliança sem coração é só um nome de lugar, e um lugar pode guardar três pactos e um massacre.

27 — DENTRO DE ISRAELLaís, Jerusalém e a eira de Araúna

O livro de Juízes termina com muitos cananeus dentro dos limites de Israel, e outros que o povo vai procurar. Os danitas, que o Capítulo 1 mostrou encurralados nas montanhas, mandam cinco homens procurar outra terra. Eles chegam a Laís e encontram um povo calmo:

"E viram que o povo que havia no meio dela estava seguro, conforme ao costume dos sidônios, quieto e confiado; nem havia autoridade alguma do reino que por qualquer coisa envergonhasse a alguém naquela terra; também estavam longe dos sidônios, e não tinham relação com ninguém." Juízes 18.7

É o retrato de uma cidade de gente tranquila e sem aliados. O desfecho é frio: os danitas "os feriram ao fio da espada, e queimaram a cidade a fogo. E ninguém houve que os livrasse, porquanto estavam longe de Sidom, e não tinham relações com ninguém" Jz 18.27-28. Depois reconstroem e renomeiam: "chamaram-lhe Dã" Jz 18.29. O texto não elogia nem condena a cena. Só mostra que, num caso, a cidade cananeia caiu porque não tinha ajuda.

O outro caso é Jerusalém. Os jebuseus ficaram ali durante todo o período dos juízes Jz 1.21. Quando Davi chega para tomar a cidade, os moradores zombam dele 2Sm 5.6, e ele toma a fortaleza de Sião. Mas a história dos jebuseus continua, e em um personagem: Araúna, que tem uma eira, no monte onde ficará o templo. O profeta Gade manda Davi erguer ali um altar, e o texto é minucioso:

"Disse mais Araúna ao rei: O Senhor teu Deus tome prazer em ti. Porém o rei disse a Araúna: Não, mas por preço justo to comprarei, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada. Assim Davi comprou a eira e os bois por cinqüenta siclos de prata." 2 Samuel 24.23-24

Repare no que se repete. Abraão comprou o túmulo de Macpela de um cananeu, Efrom, e pagou o preço pedido Gn 23.16. Jacó comprou o campo de Siquém dos filhos de Hamor Gn 33.19. Davi compra a eira de um jebuseu, e recusa a oferta de graça. O lugar onde o templo será construído tem, portanto, um dono cananeu, e o preço foi pago.

E o último sinal vem séculos depois. O rei Salomão reduz a trabalho forçado "todo o povo que restou dos amorreus, heteus, perizeus, heveus, e jebuseus, e que não eram dos filhos de Israel" 1Rs 9.20. Os cananeus continuam a ser, no reino de Salomão, um grupo visível. Mas o vizinho que mais pesa no reino não está dentro dele: é Tiro, e é o assunto do próximo capítulo.

PARA FIXARO que ficou do capítulo

🤝

Os que ficaram

Jerusalém, Gezer, Megido e outras cidades continuam cananeias, e algumas pagam tributo Jz 1.27-33.

🪟

A mãe de Sísera

"Por que tarda em vir o seu carro?" A janela mais famosa dos cananeus Jz 5.28.

🌩️

Quisom, a tempestade

Novecentos carros contra dez mil a pé, e um ribeiro que os arrasta Jz 5.21.

⛏️

Jabim em dois livros

Josué 11 e Juízes 4 falam de um Jabim de Hazor. Um rei, ou dois? O debate é aberto.

🏛️

Baal da aliança

O templo de Siquém empresta prata a Abimeleque Jz 9.4.

🪙

O preço justo

Abraão, Jacó e Davi compram terra de cananeus, pelo preço pedido.

Próximo capítulo: a costa de Hirão. Tiro, os cedros do Líbano, os navios de Társis, as vinte cidades de Cabul, e o que o rei de Tiro e Salomão construíram juntos.

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