Os BabilôniosCapítulo 9 de 11 ⤓ PDF
A festa de Belsazar, pintura de Rembrandt: a mão escreve na parede enquanto o rei se vira assustado
CAPÍTULO 9 DE 11

Belsazar e a queda

A escrita na parede, a noite de 539 e Dario, o medo

Quem era Belsazar, onde estava o rei, como a Babilônia caiu em 539 a.C. e quem foi "Dario, o medo": a Bíblia lado a lado com as tabuinhas do último reinado.

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Mil convidados, vinho em abundância e, nas mãos do rei, os vasos de ouro tirados do templo de Jerusalém. Brinda-se aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra. Então, de repente, a música para: "apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do castiçal, na caiadura da parede do palácio real" Dn 5.5. O rei vê a mão escrevendo. O semblante dele muda, e os joelhos batem um no outro.

Esta é talvez a cena mais famosa do livro de Daniel, e uma das mais discutidas. Quem era esse Belsazar? Onde estava o rei? Como foi a queda de Babilônia, e o que diz o texto sobre "Dario, o medo", que nenhum documento antigo conhece pelo nome? Este capítulo segue o relato bíblico e põe ao lado dele o que as tabuinhas de Babilônia contam sobre o último reinado e a noite da queda.

31 — A FESTA E A MÃODaniel 5

O texto conta a sequência com ritmo. Belsazar dá um banquete e manda trazer os vasos do templo Dn 5.2. A mão escreve. O rei chama os sábios, os mesmos de sempre, "os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores" Dn 5.7, e ninguém consegue ler. A rainha (provavelmente a rainha-mãe) lembra de um homem que tinha servido ao rei Nabucodonosor, chamado Daniel Dn 5.10-12. Daniel é trazido, recusa as recompensas e lê o escrito. Antes, faz um sermão curto ao rei: lembra do que aconteceu a Nabucodonosor, que se exaltou e foi humilhado, e diz que Belsazar, "ainda que soubeste tudo isto", não humilhou o coração Dn 5.22. E entrega a interpretação:

"Este, pois, é o escrito que se escreveu: MENE, MENE, TEQUEL, UFARSIM. Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino, e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas. Então mandou Belsazar que vestissem a Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro no governo do seu reino. Naquela noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus. E Dario, o medo, ocupou o reino, sendo da idade de sessenta e dois anos." Daniel 5.25-31
🔎 A palavra original

As palavras da parede estão em aramaico: MENE, MENE, TEQUEL, UFARSIM (מְנֵא מְנֵא תְּקֵל וּפַרְסִין). Daniel as lê como três verbos. Mene vem do verbo "contar": Deus "contou" o reino. Tequel vem do verbo "pesar": "pesado foste na balança". Peres, no singular, vem de "dividir", e Daniel faz um jogo de palavras: também soa como Paras, "Pérsia". Por isso o rei ouve: "Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas" Dn 5.28.

Existe uma leitura famosa de 1886, do arqueólogo francês Charles Clermont-Ganneau: as três palavras também eram nomes de pesos: a mina (mene), o siclo (tequel) e a meia mina ou meio siclo (peres). Os sábios, assim, poderiam até ter lido as palavras, e não ter entendido o que elas queriam dizer. É uma proposta sugestiva, e não a única; os estudiosos discutem o sentido exato de cada termo.

👁️ Como era viver ali

Um banquete de mil convidados não era loucura para um rei da Mesopotâmia: era sinal de poder. Em Nimrud, na Assíria, uma estela do rei Assurnasirpal II (c. 879 a.C.) conta uma festa de dez dias para cerca de setenta mil pessoas, com listas enormes de pão, cerveja, carne e vinho. O que a Bíblia faz de diferente é mostrar o outro lado da mesa: os vasos sagrados de outro povo usados como copos, e uma frase na parede que ninguém convidou.

32 — O ÚLTIMO REI E O FILHONabonido, Belsazar e as perguntas do texto

Daniel 5 levanta perguntas que só dá para ver bem com os documentos de Babilônia por perto.

Nabonido. O último rei de Babilônia, Nabonido (556–539 a.C.), não era filho de rei. Subiu ao trono depois de um golpe contra o jovem Labashi-Marduque. Sua mãe, Adda-Guppi, era sacerdotisa do deus-lua Sin em Harã, e ele ficou devoto do mesmo deus, o que, segundo textos hostis a ele, irritou os sacerdotes de Marduque. Gostava também do passado: mandou escavar templos antigos para achar as fundações de reis anteriores. E, por volta de 553 a.C., deixou a Babilônia e foi para Teima, um oásis no deserto da Arábia, onde ficou uns dez anos.

Belsazar. Quem governou em seu lugar foi o filho mais velho, Bel-sharra-usur ("Bel, protege o rei"), Belsazar em português. A Crônica de Nabonido (ABC 7) anota, em vários anos (o 7º, 9º, 10º e 11º de Nabonido, entre 549 e 545 a.C.): o rei estava em Teima; o príncipe, os oficiais e o exército estavam em Acádia; o rei não veio à Babilônia em nisannu, e a festa do Ano-Novo não se fez (paráfrase minha). Um poema hostil a Nabonido, escrito depois da conquista persa e conhecido como Verse Account, diz que ele "confiou" o exército e a realeza ao filho. E uma oração de Nabonido num cilindro de argila achado em Ur, hoje no Museu Britânico, pede ao deus-lua que proteja o rei e o filho mais velho, Belsazar.

Os documentos confirmam um ponto importante de Daniel 5: Belsazar existiu, era filho de Nabonido e governava de fato a Babilônia enquanto o pai estava fora. O livro de Daniel é a única fonte que o chama de rei. Os mesmos documentos levantam três perguntas.

"Rei" ou "príncipe"? Nas tabuinhas, Belsazar é sempre "filho do rei" (mār šarri). Os textos da época nunca o chamam de rei, e ele não datava documentos com seus próprios anos de reinado. Daniel o chama de rei Dn 5.1. Os que defendem a exatidão do livro dizem que o título descreve o que ele fazia: governava no lugar do pai. Os que acham que o livro foi escrito séculos depois veem aí uma lembrança imprecisa.

"Terceiro governante". A recompensa para quem lesse a escrita era ser "o terceiro governante" do reino Dn 5.7. Se Nabonido era o primeiro e Belsazar o segundo, o prêmio máximo possível era o terceiro lugar. É uma explicação plausível e muito citada, mas é dedução: o texto não diz isso, e "terceiro" também pode ter outro sentido.

"Seu pai Nabucodonosor". Daniel 5 chama Nabucodonosor de "pai" de Belsazar várias vezes (por exemplo, Dn 5.2 e Dn 5.18), e Belsazar, na história que conhecemos, era filho de Nabonido. Duas respostas existem. Uma: em aramaico, como em hebraico, "pai" e "filho" também querem dizer "antepassado" e "descendente", ou "predecessor" e "sucessor", e as inscrições assírias chamam o rei Jeú de Israel de "filho de Omri", embora ele não fosse parente de Omri. Outra: talvez a mãe de Belsazar fosse parente de Nabucodonosor, uma hipótese que alguns estudiosos propõem, mas que nenhum texto babilônico confirma.

🏺 O que a pá encontrou

Nenhuma fonte babilônica narra a morte de Belsazar nem o banquete. O que os documentos mostram é um reino em que a vida seguia: a tabuinha do Museu Metropolitano de Nova York ao lado, de c. 558 a.C., é uma quitação de dívida do arquivo da família Egibi, de um dos primeiros anos de Nabonido. Contratos como esse continuam por todo o reinado: o rei ausente, o filho que mandava e um povo que seguia emprestando e pagando dívidas. É essa a Babilônia de Daniel 5.

⚠️ A tabuinha do museu mostra o dia a dia, não a festa. O que os documentos provam é que Belsazar existia, que comandava o exército e que o pai estava ausente. Que ele tenha morrido na noite da queda, como diz Daniel 5.30, é afirmação que só a Bíblia faz. Há quem suponha que ele morreu em outro momento, ou que foi para o exílio com o pai; nenhuma fonte antiga decide.

Tabuinha de argila com uma quitação de dívida em cuneiforme
Quitação de dívida, arquivo da família Egibi, Babilônia (c. 558 a.C.) — tabuinha cuneiforme, Metropolitan Museum of Art (79.7.37). Contrato do cotidiano, dos primeiros anos de Nabonido. CC0.

33 — A NOITE DE 539Como Babilônia caiu

A Crônica de Nabonido conta o fim do reino com poucas linhas. Em 539 a.C., no mês de tishri (outono), o rei persa Ciro enfrentou o exército babilônico em Ópis, no Tigre, e o venceu. No dia 14, Sipar foi tomada sem combate, e Nabonido fugiu. No dia 16, "Ugbaru, governador de Gútio, e o exército de Ciro entraram em Babilônia sem combate" (paráfrase minha). Nabonido foi capturado depois, quando voltou à cidade. No dia 3 de arahsamna, Ciro em pessoa entrou em Babilônia, e houve paz na cidade. As conversões usuais para o calendário juliano dão 12 de outubro de 539 a.C. para a entrada de Ugbaru e 29 de outubro para a de Ciro (a crônica traz só o dia e o mês babilônicos, e as conversões podem variar em um dia ou dois).

A crônica não fala de banquete, nem de Belsazar, nem de mão escrevendo na parede. Mas o que ela diz combina com a ideia de uma queda súbita: uma cidade tomada sem cerco longo e sem destruição. Dois escritores gregos acrescentam detalhes que lembram Daniel 5. Heródoto (Histórias I, 191) conta que Ciro desviou o Eufrates para entrar pelo leito do rio, numa noite em que os babilônios estavam em festa, e que os do centro da cidade só souberam da invasão tarde demais. Xenofonte, na Ciropédia (VII, 5), também fala de um desvio do rio e de uma noite de festa, em que o rei foi morto.

🏺 O que a pá encontrou

O Cilindro de Ciro (Museu Britânico, BM 90920), um cilindro de argila achado em Babilônia em 1879 por Hormuzd Rassam, conta a conquista do ponto de vista persa: o deus Marduque, irritado com Nabonido, procurou um rei justo e chamou Ciro, que entrou em Babilônia sem combate, restaurou os templos e devolveu os deuses a suas cidades. O cilindro não cita Daniel nem os judeus pelo nome (o livro sobre os persas, nesta série, trata dele com calma).

⚠️ A crônica, o cilindro e os gregos concordam que a queda foi súbita e sem destruição, o que combina com Daniel 5. Mas nenhum deles prova o banquete, a escrita ou a morte de Belsazar. E os gregos escreveram décadas ou séculos depois, com tendência a enfeitar. O que as fontes mostram é o quadro histórico: um reino vulnerável, um rei ausente e um conquistador que entra em paz.

Muitos leitores ligam a essa noite textos dos profetas. Isaías descreve uma cidade que festeja e que cai de repente: "Põem-se a mesa, estão de atalaia, comem, bebem; levantai-vos, príncipes, e untai o escudo" Is 21.5. E a resposta da sentinela: "Caída é Babilônia, caída é!" Is 21.9. Isaías 45.1 chama Ciro de "ungido" do Senhor, "para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão" Is 45.1. Jeremias fala de águas que secam Jr 50.38 e de um banquete que acaba em sono: "dormirão um perpétuo sono, e não acordarão" Jr 51.39. Alguns veem nesses textos referências diretas à noite de 539, e outros os leem como linguagem poética, de alcance mais amplo, contra o orgulho da Babilônia.

🌱 Semente de sermão

A festa tinha vasos sagrados nas mãos e deuses de pedra nos lábios, e a Bíblia diz que o problema não era o vinho, era a quem se dava a honra. Daniel lembrou o rei: "além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida, e de quem são todos os teus caminhos, a ele não glorificaste" Dn 5.23. A pergunta mais perigosa é a que fica no fim do verso: quem tem a minha vida na mão, e a quem eu não glorifiquei?

34 — DARIO, O MEDOQuem era, e a cova dos leões

No versículo seguinte à morte de Belsazar aparece outro nome: "E Dario, o medo, ocupou o reino, sendo da idade de sessenta e dois anos" Dn 5.31. Ele governa com cento e vinte príncipes e três presidentes, entre eles Daniel Dn 6.1-2. É o rei do famoso episódio da cova dos leões: os altos oficiais, querendo acusar Daniel, convencem-no a assinar um decreto que proíbe, por trinta dias, qualquer pedido a deus ou a homem que não fosse o rei. Daniel, ao saber disso, "entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos" Dn 6.10. O resto da história é conhecida:

"Então o rei ordenou que trouxessem a Daniel, e lançaram-no na cova dos leões. E, falando o rei, disse a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, ele te livrará. E foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; e o rei a selou com o seu anel e com o anel dos seus senhores, para que não se mudasse a sentença acerca de Daniel." Daniel 6.16-17
Gravura de Gustave Doré: Daniel na cova dos leões, de olhos erguidos para a luz
Daniel na cova dos leões — Gustave Doré (1866), gravura da Bíblia. Domínio público.

De manhã, o rei, aflito, corre à cova, e Daniel responde: "O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões" Dn 6.22. O rei emite um decreto em honra do Deus de Daniel Dn 6.26-27, e o capítulo termina: "Este Daniel, pois, prosperou no reinado de Dario, e no reinado de Ciro, o persa" Dn 6.28.

Mas quem foi Dario, o medo? Nenhuma tabuinha, inscrição ou historiador antigo cita um rei com esse nome entre Nabonido e Ciro, e a Bíblia o chama também de "filho de Assuero, da linhagem dos medos", "constituído rei sobre o reino dos caldeus" Dn 9.1. Há quatro propostas principais.

Gubaru, o governador. Alguns estudiosos (como John Whitcomb, em 1959) o identificam com Gubaru, o governador que, segundo as tabuinhas, administrou a Babilônia sob Ciro. Um problema: a crônica fala de Ugbaru, o governador de Gútio que entrou na cidade, e diz que ele morreu na noite de 11 de arahsamna. Se são a mesma pessoa, sua vida foi curta, e se são duas, os nomes se confundem.

Ciro, com outro nome. Outros, como o assiriólogo Donald Wiseman, em meados do século XX, propõem que "Dario" seja o próprio Ciro, e traduzem Daniel 6.28 como "no reinado de Dario, isto é, no reinado de Ciro, o persa". O "constituído" de Daniel 9.1 (um verbo passivo) combinaria com um rei posto no cargo por outro.

Um nome da tradição. O historiador Flávio Josefo (Antiguidades Judaicas X, 248) diz que Dario era filho de Astíages, o último rei dos medos, e tinha outro nome entre os gregos. É uma tradição judaica posterior, que nenhum documento da época confirma.

Uma confusão tardia. Muitos estudiosos críticos concluem que o livro, escrito séculos depois, misturou memórias: nunca houve um reino medo entre Babilônia e a Pérsia (os medos foram vencidos por Ciro em c. 550 a.C.), e "Dario, filho de Assuero" inverte a ordem real, em que Assuero (Xerxes) é filho de Dario I.

⚠️ Não há consenso, e nenhuma proposta convence todo mundo. Os que defendem a exatidão do livro apontam as identificações possíveis; os que não, apontam a falta de qualquer registro. A Bíblia não resolve, e este livro tampouco. O que o texto diz com clareza é que, quando os impérios mudam de mãos, Daniel continua no seu lugar, e que o Deus dele é o mesmo sob todos eles.

👁️ Como era viver ali

Daniel 6.10 mostra uma rotina: orar três vezes ao dia, de joelhos, com a janela aberta para Jerusalém. Um exilado que olhava para uma cidade que talvez nunca mais veria. A tradição de orar na direção do templo já aparece na oração de Salomão, que pede a Deus que ouça os que, em terra de inimigos, orarem "para o lado da sua terra", "para esta cidade que elegeste" 1Rs 8.48. Daniel faz o que essa oração previa.

562–560 a.C. — Amel-Marduque
📖 O "Evil-Merodaque" que liberta o rei Joaquim (2Rs 25.27-30).
556 a.C. — Nabonido
Toma o trono depois de um golpe. A mãe, Adda-Guppi, é sacerdotisa de Sin, em Harã.
c. 553–543 a.C. — Teima
O rei vive no oásis, e o filho Belsazar governa. 📖 Daniel 7 e 8 são datados do tempo de Belsazar (Dn 7.1; 8.1).
549–545 a.C. — Sem Ano-Novo
A crônica anota que o rei não veio a Babilônia e a festa não se fez.
539 a.C., tishri — Ópis
Ciro derrota o exército babilônico no Tigre.
12 de outubro de 539 a.C. — A cidade
📖 Ugbaru e o exército de Ciro entram sem combate. "Naquela noite foi morto Belsazar" (Dn 5.30).
29 de outubro de 539 a.C. — Ciro entra
Houve "paz na cidade", diz a crônica. 📖 Dario, o medo, "ocupou o reino" (Dn 5.31).
538 a.C. — O decreto
📖 Ciro autoriza a volta dos judeus (Ed 1.1-4).

PARA FIXARO que ficou do capítulo

🖐️

Mene, Mene, Tequel, Ufarsim

Contado, pesado, dividido: jogo de palavras com "Pérsia" Dn 5.25-28. Também eram nomes de pesos.

👑

Belsazar existiu

Filho de Nabonido, governou enquanto o pai estava em Teima. Nunca é chamado de rei nos textos da época.

🌙

A queda sem batalha

A crônica fala de entrada "sem combate" em 12 de outubro de 539 a.C. Heródoto e Xenofonte falam de uma noite de festa.

❓

Dario, o medo

Nenhum texto antigo o conhece. Há quatro propostas: Gubaru, Ciro, uma tradição judaica, uma confusão tardia.

Próximo capítulo: a Babilônia como símbolo, em Isaías, em Jeremias, no Novo Testamento e no Apocalipse, e as muitas leituras da "grande Babilônia".

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