Os BabilôniosCapítulo 3 de 11 ⤓ PDF
Daniel e Ciro diante do ídolo de Bel, pintura de Rembrandt
CAPÍTULO 3 DE 11

No que acreditavam

Marduque, o poema da criação e a resposta dos profetas

O que os babilônios achavam dos seus deuses, como contavam a criação do mundo e como a Bíblia, em várias vozes, responde a cada um deles.

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Uma fila de carroças desce a estrada. Em cima delas, enrolados em panos, vão os deuses de uma cidade inteira. Os bois estão cansados. O profeta olha e diz: "Bel está abatido, Nebo se encurvou, os seus ídolos são postos sobre os animais" Is 46.1. Ele não descreve um desfile de glória, e sim uma mudança de casa forçada. Mas para entender a graça dessa cena é preciso saber quem eram Bel e Nebo, e o que a cidade achava deles.

Este capítulo entra na religião da Babilônia: os deuses, os templos, o poema da criação, o Ano-Novo, a leitura dos astros e do fígado dos animais. Depois vê como a Bíblia, em várias vozes e em línguas diferentes, responde a tudo isso.

07 — OS DEUSES DA CIDADEMarduque no centro, uma corte em volta

A religião da Babilônia era politeísta, e cada cidade tinha o seu deus principal. A Babilônia tinha Marduque (na Bíblia, "Merodaque"), filho do deus Ea. Antes de Hamurabi ele era um deus local, de pouca fama. Com o crescimento da cidade, subiu junto com ela, até virar, no primeiro milênio a.C., o rei dos deuses. Era chamado também de Bel, "o Senhor" (a mesma palavra que, no oeste, deu "Baal"). Seu templo, o Esagila ("a casa que ergue a cabeça"), ficava no centro da cidade.

Ao lado dele, outros nomes que aparecem na Bíblia ou em volta dela. Nabu (Nebo), deus da escrita e da sabedoria, filho de Marduque, com templo em Borsippa, cidade vizinha. Ishtar, deusa do amor e da guerra, ligada ao planeta Vênus, dona do portão mais famoso da cidade. Shamash, o deus-sol e da justiça. Sin, o deus-lua, cujos grandes templos ficavam em Ur e em Harã. Ea, deus da água doce e da sabedoria. Nergal, deus do mundo dos mortos, que a Bíblia cita como deus de Cuta (2Rs 17.30), cidade de onde a Assíria trouxe gente para Samaria. Cada um tinha templo, sacerdotes, festas.

E o culto era de casa e de mesa. A estátua do deus ficava no templo, vestida e enfeitada. Os sacerdotes, segundo estudiosos que leram os textos de culto, serviam refeições à estátua duas vezes por dia, com mais pratos nas festas, e a sobra ia para o rei e para o clero. Para esses fiéis, o deus morava mesmo na estátua. Mas como uma estátua feita por artesãos poderia ser deus? Os babilônios tinham resposta: um ritual chamado mīs pî, "lavagem da boca", feito para consagrar a imagem nova. Por meio dele, a estátua era limpa de qualquer traço da mão humana que a tinha feito, e a partir daí o deus podia habitar nela.

🔎 A palavra original

Os nomes de reis e oficiais babilônicos que aparecem na Bíblia trazem, quase todos, o nome de um deus dentro deles. Bel-shar-usur, Belsazar, é "Bel, protege o rei". Amel-Marduk, o "Evil-Merodaque" de Reis, é "homem de Marduque". Marduk-apla-iddina, o "Merodaque-Baladã", é "Marduque deu um herdeiro". Nabu-zer-iddina, Nebuzaradã, é "Nabu deu descendência". E o nome do maior rei, Nabucodonosor, carrega o nome de Nabu. Em Jeremias e Ezequiel, muitas vezes, o nome está escrito Nebukadretsar, mais perto do acádio, e em Reis e Daniel como Nebukadnetsar.

Daniel 1.7 mostra como isso funcionava. O nome hebraico Daniyyel quer dizer "Deus é meu juiz", e os de seus amigos também continham o nome de Deus: Hananiah ("Yah é gracioso"), Mishael ("quem é o que Deus é?") e Azariah ("Yah ajudou"). Os novos nomes são babilônicos, e os estudiosos discutem o sentido exato de cada um. Abednego parece ser "servo de Nego", talvez uma forma alterada de "servo de Nabu". E a respeito do nome de Daniel, o próprio rei diz: "Beltessazar, segundo o nome do meu deus" Dn 4.8.

👁️ Como era viver ali

Para o babilônio comum, os deuses eram assunto de todo dia, e não de teologia. Cada casa tinha seu deus pessoal, um protetor da família. Quando tudo ia mal (a doença, uma dívida, um sonho ruim), o primeiro pensamento era: algum deus se zangou. Aí se procurava o especialista que dizia qual e o que fazer. O medo do cotidiano era o de ofender, sem saber, uma força que não se via. Por isso um Deus que diz "Não temas, porque eu sou contigo" Is 41.10 soa tão diferente aos ouvidos de quem cresceu nesse mundo.

08 — O POEMA DA CRIAÇÃO E O ANO-NOVOEnuma Elish e o festival de Marduque

O texto mais importante da religião babilônica é um poema chamado Enuma Elish, "Quando no alto" (as primeiras palavras). Em sete tabuinhas e uns mil versos, ele conta como o mundo nasceu. No começo havia só as águas, Apsu (a água doce) e Tiamat (a água salgada), e delas nasceram os deuses. Os deuses jovens fizeram tanto barulho que Apsu quis destruí-los, e o deus Ea o matou. Tiamat, em fúria, levantou um exército de monstros. Foi Marduque, o filho de Ea, quem aceitou o desafio, com uma condição: se vencesse, seria o chefe de todos. Venceu. Cortou o corpo de Tiamat em dois e fez do corpo dela o céu e a terra. Depois, com o sangue de um deus derrotado, Kingu, fez a humanidade, para que os homens carregassem o trabalho dos deuses. Os deuses, agradecidos, construíram a Babilônia e o Esagila para Marduque, e o poema termina com os cinquenta nomes do novo rei dos deuses.

Esse poema não é só literatura. Segundo uma tabuinha de época selêucida (depois de 311 a.C.), ele era recitado no Akitu, a festa do Ano-Novo, na primavera, no mês de Nisannu. Durante vários dias, a cidade inteira entrava na festa: a estátua de Marduque saía em procissão, e o rei era levado diante do deus. O mesmo texto de ritual conta um gesto que impressiona: o sacerdote tirava do rei as insígnias, dava-lhe um tapa no rosto e o fazia ajoelhar-se para dizer que não tinha pecado contra o deus. Se o rei chorasse, era bom sinal. Depois as insígnias voltavam. O rei só reinava de novo porque Marduque o aceitava de volta.

Fragmento de pedra com um dragão mushhushshu e símbolos divinos
Fragmento do topo de um kudurru com um dragão mushhushshu e símbolos divinos — calcário, Mesopotâmia (c. 1156–1025 a.C.), Metropolitan Museum of Art (1985.45). O mushhushshu, a "serpente furiosa", é associado a Marduque e aparece nos tijolos do Portão de Ishtar. CC0.
🏺 O que a pá encontrou

O Enuma Elish foi achado em 1849 por Austen Henry Layard nas ruínas da biblioteca do rei assírio Assurbanípal, em Nínive, e depois em outros sítios. O assiriólogo George Smith publicou a primeira tradução em 1876. A cópia mais antiga conhecida vem de Assur e é do século IX a.C., mas o poema deve ser anterior: a maioria dos estudiosos o data do fim do segundo milênio a.C., na época em que Marduque subia, enquanto outros propõem datas mais antigas. Sobre o Akitu, uma crônica do tempo de Nabonido anota que, nos anos em que o rei esteve fora de Babilônia, a festa não se fez (Capítulo 9).

⚠️ Os estudiosos discutem se o poema era mesmo recitado em todas as festas, qual era exatamente o ritual na época de Nabucodonosor (a descrição mais completa vem de um texto bem posterior) e qual era o sentido da festa. O que os textos garantem é o essencial: a Babilônia celebrava a vitória de Marduque como o ato que fundava o mundo e a cidade.

E a Bíblia? Gênesis 1 também começa com águas:

"No princípio criou Deus o céu e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas." Gênesis 1.1-2

A semelhança chamou a atenção desde o século XIX. O hebraico tehom, "abismo", e o acádio Tiamat vêm da mesma raiz. Em 1895, o teólogo alemão Hermann Gunkel defendeu que Gênesis 1 vinha de um mito babilônico antigo. Outros, como o assiriólogo Alexander Heidel, no livro The Babylonian Genesis (1942), notaram que as semelhanças (as águas no início, a separação de céu e terra, a ordem em etapas) vêm junto com diferenças enormes: lá, muitos deuses em guerra; aqui, um só Deus que cria com a palavra, sem luta. Uma terceira leitura, que alguns estudiosos defendem, é que Gênesis responde ao mito de propósito, negando que o mar, o sol e a lua sejam deuses: a Bíblia os chama de criaturas. E há quem pense em uma origem comum mais antiga. O mais honesto é dizer: as semelhanças são reais, a explicação delas é debatida, e as diferenças são o que dá a Gênesis 1 a sua força própria.

O mesmo vale para o dilúvio. Um poema babilônico chamado Atra-hasis, cuja cópia mais antiga é do tempo de Ammi-saduqa (c. 1646–1626 a.C.), conta uma história que lembra a de Noé: os deuses fazem os homens de argila e sangue divino, para trabalhar no lugar deles. Os homens se multiplicam e fazem barulho. O deus Enlil decide acabar com eles com uma enchente, mas o deus Ea avisa o herói Atra-hasis para construir um barco. Depois do dilúvio, os deuses, famintos sem as ofertas dos homens, se arrependem. Uma versão mais tardia, na Epopeia de Gilgamesh (tabuinha XI), dá ao herói outro nome, Utnapishtim, e tem até a cena dos pássaros soltos.

As diferenças com Gênesis 6 a 9 são grandes. No poema babilônico, o motivo do dilúvio é o barulho. Em Gênesis, é a violência e a corrupção da terra Gn 6.11-13. Lá, os deuses passam fome e se arrependem. Aqui, Deus faz uma aliança e promete nunca mais Gn 9.11. Quem leu os dois textos sabe que a estrutura é próxima, e que o sentido é outro.

⚠️ Há duas explicações comuns para a proximidade: os dois textos recordam um acontecimento ou uma tradição comum de muito tempo atrás, ou o texto bíblico dialoga, corrigindo-a, com a tradição mesopotâmica que os israelitas conheceram, talvez de forma especial durante o exílio. As leituras evangélicas, católicas e judaicas variam; nenhuma delas muda o que Gênesis ensina sobre Deus e sobre os homens.

09 — A BÍBLIA RESPONDEÍdolos que precisam ser carregados

A Bíblia não ignora esses deuses. Ela os chama pelo nome e responde. A resposta mais direta é a cena com que este capítulo começou, em Isaías 46. O profeta imagina a queda da Babilônia e põe os deuses em cima de bois, como bagagem:

"Bel está abatido, Nebo se encurvou, os seus ídolos são postos sobre os animais e sobre as feras; as cargas dos vossos fardos são canseiras para as feras já cansadas. Juntamente se encurvaram e se abateram; não puderam livrar-se da carga, mas a sua alma entrou em cativeiro." Isaías 46.1-2

Quem esperava ver Marduque no alto da procissão do Akitu vê, aqui, Marduque no lombo de um animal, como carga. A ironia é cruel de propósito. No mesmo capítulo vem o contraste, e é um dos versos mais bonitos do livro:

"Ouvi-me, ó casa de Jacó, e todo o restante da casa de Israel; vós a quem trouxe nos braços desde o ventre, e sois levados desde a madre. E até à velhice eu serei o mesmo, e ainda até às cãs eu vos carregarei; eu vos fiz, e eu vos levarei, e eu vos trarei, e vos livrarei." Isaías 46.3-4

Os deuses são carregados. O Senhor carrega. O mesmo profeta descreve o artesão que corta uma árvore, esquenta-se com a metade da madeira, assa o pão e faz um deus com o resto Is 44.14-17. Alguns estudiosos acham que a descrição dialoga com os rituais de consagração de imagens, como o mīs pî: é a linha de Michael B. Dick, por exemplo, que estudou o que chama de “paródias proféticas” da feitura de imagens (no livro Born in Heaven, Made on Earth, de 1999). Se essa leitura está certa, o profeta está descrevendo, com sarcasmo, justamente o ritual que dizia que a estátua não era obra de mãos humanas.

Jeremias faz a mesma coisa com Bel e Marduque, no oráculo contra a Babilônia: "Tomada está Babilônia, confundido está Bel, espatifado está Merodaque" Jr 50.2. E um pouco mais adiante, Deus fala em primeira pessoa: "castigarei a Bel em Babilônia" Jr 51.44. O deus Bel aparece por nome só em Isaías 46.1 e Jeremias 50.2 e 51.44, e o deus Nebo, só em Isaías 46.1.

🔎 A palavra original

Jeremias 10 tem uma particularidade que quase ninguém nota. Nos versículos 1 a 16, o profeta zomba dos ídolos de madeira, e no meio dele, o versículo 11 não está em hebraico, mas em aramaico: "Os deuses que não fizeram os céus e a terra desaparecerão da terra e de debaixo deste céu" Jr 10.11. Muitos comentaristas veem aí um versículo escrito para ser repetido aos babilônios na língua deles, ou na língua do império. É o único versículo de Jeremias em aramaico. Não temos como provar a intenção, mas o efeito é claro: o profeta fala a língua dos outros para dizer que os deuses deles não são deuses.

Outra palavra: a rainha do céu de Jeremias 7.18 e 44.17, a quem as mulheres de Judá faziam bolos e ofertavam incenso. Muitos estudiosos a identificam com Ishtar, que tinha o título de "rainha do céu" na Mesopotâmia, mas a identidade é debatida; pode ser uma deusa semelhante, como a Astarte do oeste. E em Ezequiel 8.14, no próprio templo, as mulheres estão "chorando a Tamuz" Ez 8.14: Tamuz é o Dumuzi mesopotâmico, o deus-pastor cuja morte era chorada todo ano.

📜 Segundo a tradição

Um relato que a tradição protestante quase não conhece mexe exatamente nesse ponto. É o de Bel e o Dragão, que a Bíblia de católicos e ortodoxos coloca como Daniel 14 (a ACF e outras Bíblias protestantes não o incluem). Nele, o rei Ciro pergunta a Daniel por que ele não adora o ídolo de Bel, que, segundo o rei, come e bebe grandes quantidades todos os dias. Daniel espalha cinza no chão do templo, e de manhã as pegadas mostram que os sacerdotes entravam por uma porta secreta com suas famílias e comiam as ofertas. A história termina com a destruição do ídolo e de seu templo, e no mesmo capítulo segue o episódio do "dragão".

⚠️ Esse relato é do grupo de textos que católicos e ortodoxos chamam deuterocanônicos, e os protestantes consideram apócrifos. Ele não é parte da ACF. Aqui aparece só porque mostra como o judaísmo antigo gostava de zombar da ideia de um deus que precisava de refeições servidas todo dia, a mesma coisa que os textos de culto babilônicos descrevem.

🌱 Semente de sermão

Os deuses de Babilônia eram carregados: pelos bois, pelos sacerdotes, pelos soldados que os levavam de uma cidade para outra. O Deus de Israel diz: "eu vos carregarei" Is 46.4. Há dois tipos de religião no mundo: a que você sustenta e a que sustenta você. Se o seu deus precisa de você para ficar de pé, ele é uma estátua. Se você precisa dele para ficar de pé, ele é o Senhor.

10 — ESTRELAS, FÍGADOS E SONHOSA ciência dos presságios

Na Babilônia, quase tudo era sinal. Os deuses falavam por meio do mundo, e cabia aos especialistas ler o que eles diziam. Um tipo de especialista, o baru, lia o fígado de um cordeiro sacrificado. Outro lia os astros: a coleção chamada Enuma Anu Enlil, de umas setenta tabuinhas, junta milhares de presságios que ligam eclipses, a posição da lua e dos planetas aos acontecimentos do reino. Outros liam sonhos, o voo das aves, o óleo na água. Um rei que ia à guerra consultava o presságio antes de sair.

A Bíblia conhece a prática e mostra o rei de Babilônia nela:

"Porque o rei de Babilônia parará na encruzilhada, no cimo dos dois caminhos, para fazer adivinhações; aguçará as suas flechas, consultará as imagens, atentará para o fígado" Ez 21.21. O profeta descreve o rei no ponto de decidir entre Jerusalém e Rabá, a capital de Amom, e no texto a sorte aponta para Jerusalém, como parte da espada de Deus. Mas a lei de Moisés já tinha proibido o povo de fazer o mesmo Dt 18.10-12.

Daniel mostra a classe inteira em ação. Quando o rei tem um sonho, manda chamar "os magos, os astrólogos, os encantadores e os caldeus" Dn 2.2. E Isaías 47 faz o discurso mais duro contra a Babilônia por causa disso:

"Deixa-te estar com os teus encantamentos, e com a multidão das tuas feitiçarias, em que trabalhaste desde a tua mocidade, a ver se podes tirar proveito, ou se porventura te podes fortalecer. Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora os agoureiros dos céus, os que contemplavam os astros, os prognosticadores das luas novas, e salvem-te do que há de vir sobre ti." Isaías 47.12-13

Note o detalhe: "os que contemplavam os astros, os prognosticadores das luas novas". É uma descrição certeira. Os astrônomos babilônicos olhavam o céu todas as noites, com disciplina enorme, e anotavam tudo em diários. Isaías não nega que eles sabiam observar. Nega que as estrelas possam salvar.

🏺 O que a pá encontrou

Os arqueólogos acharam milhares de tabuinhas de presságios, listas de estrelas e modelos de argila de fígados de ovelha, com marcas para o adivinho interpretar. É o outro lado da religião babilônica: um mundo em que a religião, a política e a observação do céu eram uma coisa só. Dessa observação disciplinada nasceu, mais tarde, uma astronomia matemática séria, tema do Capítulo 11.

⚠️ A mesma tradição de olhar o céu produziu duas coisas diferentes: a astrologia (ler o destino nas estrelas) e a astronomia (medir o céu). A Bíblia condena a primeira. Quanto à segunda, ela apenas diz que Deus fez os astros Gn 1.16 e que eles não são para ser adorados Dt 4.19.

PARA FIXARO que ficou do capítulo

🏛️

Marduque, o rei dos deuses

Deus da cidade, chamado também de Bel, "o Senhor", com templo no centro de Babilônia, o Esagila.

📜

O poema da criação

O Enuma Elish faz Marduque vencer o mar, Tiamat. Gênesis 1 tem semelhanças e diferenças, e a explicação é debatida.

🐂

Deuses carregados

Em Isaías 46, Bel e Nebo vão em cima de animais. O Deus de Israel diz: "eu vos carregarei".

🔭

Um mundo de presságios

Fígados, estrelas, sonhos. O rei de Babilônia que "atenta para o fígado" em Ezequiel 21.21 faz o que Daniel 2.2 mostra: consultar especialistas.

Próximo capítulo: a torre e a cidade de Gênesis 11. O que a Bíblia diz de Babel, o que se sabe do zigurate da Babilônia, e por que o nome "Babel" é um jogo de palavras.

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