
Onze quilômetros de estrada até Emaús, e dois discípulos arrastando a decepção no passo: "nós esperávamos que fosse ele quem havia de remir Israel". Esperávamos. No passado. Um estranho se junta à caminhada e — detalhe do texto — "os olhos deles estavam como que impedidos de o reconhecer".
O estranho abre as Escrituras e explica tudo, de Moisés aos profetas. Eles ainda não o reconhecem — mas não querem que vá embora: "Fica conosco, porque já é tarde."
À mesa, o hóspede faz o que era papel do dono da casa: toma o pão, abençoa, PARTE e lhes dá. O gesto. Talvez as mãos que partiam trouxessem marcas. E "os olhos deles se abriram, e o reconheceram; e ele desapareceu".
Depois, correndo os onze quilômetros de volta no escuro, eles se dão conta: "Não ardia em nós o coração, quando ele nos falava no caminho?"